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Palabras clave:

aprendizaxe
aspectos lúdicos
cibercultura
educación
entornos virtuais
 

Autor(-a/s):

Lisete Maria Massulini Pigatto
 
 
   
   
 
 
 
   
 
 
 
 

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Abstract:

O Projeto “A Grande Visão” se desenvolve num Laboratório de Informática, utilizando um Software denominado Dosvox. O presente trabalho investigou a Metodologia da Recreação no processo de ensino aprendizagem nos Ambientes de Recreação Informatizados, com o objetivo de instigar a aprendizagem e adaptação escolar e social nos alunos por meio das vivencias promovendo a Inclusão social. Aborda o saber, o saber ensinável utilizando o brinquedo, a brincadeira, o jogo e o laboratório de informática, concomitantemente com as ações educativas nas salas de aula e nos “Ambientes de Recreação”, sendo capaz de ensinar e aprender numa relação de afeto, cognição e prazer. Colaborando na construção de uma pessoa ética, sensível e inteligente para lidar melhor com o seu entorno. A metodologia prima pela Educação Dialógica Problematizadora, pela Investigação Ação Escolar que visa por meio da Recreação e cidadania à resolução de problemas, novas perspectivas de vida e a inclusão do (a) aluno (a) como um sujeito Pró-ativo, capaz de participar e contribuir com o social.

 
 
 

Texto de la comunicación:

Introdução


O presente artigo é resultado do trabalho que investiga as potencialidades da Recreação. Definida como uma metodologia que apresenta uma Proposta de Ensino Aprendizagem Construtivista e Sociointeracionista alegre e muito divertida. De abordagem inter e transdiciplinar, onde o processo de aprendizagem se dá pela interação numa dimensão individual e coletiva. A Recreação se caracteriza por uma seqüência de ações e atividades educativas com um objetivo, instigar processos internos de desenvolvimento mental para desenvolver a Cidadania. Para que os (as) alunos (as) sejam capazes de produzir, reproduzir e criar o novo neste paradigma da Cibercultura numa relação de afeto, cognição e prazer.

O Projeto procura adaptar o (a) aluno (a) as mudanças da sociedade contemporânea advindas da revolução promovida pela tecnologia. Esta experiência tem como objetivo além de investigar o processo de ensino aprendizagem informatizado, de promover a adaptação e a inclusão social, analisar as implicações dessas transformações no contexto educacional.

A Grande Visão se caracteriza como um Projeto inclusivo, que procura desenvolver a aprendizagem e a emancipação do (a) aluno (a) com Deficiência Visual pela informática, utilizando um software denominado Dosvox. Semanalmente, no Laboratório de Informática, por meio da Metodologia da "Recreação e Cidadania", se desenvolvem os conceitos e os conteúdos. No intuito de ampliar os seus conhecimentos que se encontra em transformação e a internet é o recurso estratégico para trabalhar a diversidade no processo inclusivo.

A partir de um enfoque sócio político e educacional, este estudo pauta-se numa pesquisa participativa de abordagem dialética, crítica e reflexiva por meio da análise e síntese. A sistematização de bibliografias torna-se fundamental como uma leitura exploratória para uma análise e as discussões teóricas de suma importância para a mudança nas práticas pedagógicas, no processo de ensino aprendizagem, na qualificação dos professores (as), na troca de saberes, na formação da autonomia e na emancipação do (a) aluno (a).

Semanalmente pelo email, os (as) alunos (as), algumas pessoas e entidades da comunidade recebem o conteúdo da aula. No qual contem uma mensagem, da qual se desencadeiam as atividades que fazem parte das ações educativas desenvolvidas, que se encontram associadas ao calendário escolar e ao conteúdo ministrado na sala de aula de forma inter e transdiciplinar.

Este projeto foi uma oportunidade que aprimorou a comunicação dos (as) alunos (as), estimulou a formação do autor e motivou o desenvolvimento da cidadania numa perspectiva democrática e inclusiva. A escola como um sistema aberto, busca a transformação e sistematiza a aprendizagem. Nesse contexto, a educação tem um papel fundamental na inclusão digital, pois como afirma Paulo Freire, "ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação" (1996, p.39).

O trabalho sugere uma prática didática metodológica mediada pela Recreação nos Ambientes de Recreação Informatizados (1). A pesquisa provocou uma mudança de atitude na linguagem e no comportamento dos (as) alunos (as) pelas dinâmicas promovidas em sala de aula e nos Ambientes de Recreação (2).

O aprimoramento da Investigação ação escolar (3) motivou o (a) professor (a) a buscar soluções na sua prática profissional. Num contexto Dialógico Problematizador como Teoria guia para esta investigação ajuda a identificar e facilitam a resolução de problemas unindo a teoria e a prática, o ser e o ter no intuito de desenvolver pessoas comprometidas com a inclusão e a humanização.

O Projeto aborda o saber e o saber ensinável, para que o (a) aluno (a) seja capaz de ensinar e aprender numa relação de afeto, cognição e prazer. Repassando esses conhecimentos aos seus e colaborando com o desenvolvimento de uma comunidade mais sensível, ética, inteligente e capaz de lidar com as questões da vida melhorando o seu entorno.

As transformações promovidas pelos meios de comunicação e a tecnologia influenciaram muito a educação. A qual acabou se tornando o eixo central para a reflexão sobre a constituição da pessoa humana numa perspectiva democrática revendo os valores, a forma de agir e pensar. Atualmente a sociedade opera em redes, em grupos de cooperação, onde tudo está devidamente conectado, reduzindo as barreiras sejam elas geográficas ou culturais. Neste contexto é preciso perceber e aperfeiçoar o saber como uma tarefa contínua e necessária.

Sendo assim, este trabalho apresenta como eixo temático a Escola, o Estado, o sistema e a Cidadania. Onde o autor assim o define: Os sistemas educativos encontram-se hoje submetidos a novas restrições no que diz respeito à quantidade, diversidade e velocidade de evolução dos saberes (LÉVY, 1999, p.65). Nesta perspectiva a diversidade e a inclusão justificam mais uma vez a necessidade deste trabalho que extrapola a sala de aula e promove a acessibilidade das pessoas com alguma deficiência.

Os processos educativos informatizados visam uma mudança de paradigma, uma transformação contemporânea em relação aos saberes, a linguagem e o comportamento humano. O saber e o saber ensinável foram oferecidos em igualdade a todos, não os impedindo de avançar e devidamente adaptados quando necessário, levando em consideração as dificuldades apresentadas pelo (a) aluno (a) na sua subjetividade.

Este novo paradigma vem ao encontro da Proposta de inclusão, pois favorece a cada um desenvolver o seu ritmo e o seu tipo de aprendizagem, respeitando a sua potencialidade, independente das suas dificuldades de aprendizagem e adaptação social. A seguir a autora define as pessoas com dificuldades de aprendizagem:

Existe um grupo de crianças que apresentam um baixo rendimento escolar em decorrência de fatores isolados ou em interação. São os (as) alunos (as) identificados como "portadores de dificuldade de aprendizagem", que apresentam atrasos no desempenho escolar por falta de interesse, perturbação emocional, inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola ou alterações evolutivas normais ditas como patológicas (MOOJEN, 1999, p.23).

As características acima identificam os (as) nossos (as) alunos (as), acrescentando a estas ainda a dificuldade visual. Portanto este era o desafio, re-significar os saberes, despertar interesse, criar um novo método que pudesse encantá-los para compreender os conceitos e os conteúdos de forma reflexiva, interpretando, re-significando e produzindo o novo, com significado.

Em seu livro Organização das atividades da recreação, Miranda (1984 p.11) traz uma citação de John Dewey, encontrada no livro "Democracy and education" na página 260, com a tradução de Anísio Teixeira.

Nenhuma responsabilidade da educação é mais séria do que a de fornecer adequada provisão de lazeres recreativos, não só no direito benefício da saúde, como também, e ainda mais se possível, para produzirem duradouros efeitos nos hábitos do espírito.


Sendo assim, a Recreação serve como um suporte pedagógico, pois permite aos alunos (as) como aos professores (as) desenvolver os saberes dos cidadãos, aprimorando o seu espírito e a ética. Portanto, o tema investigado deve ser problematizado, discutido e repassado para o grupo como um todo, para que percebam que estas atividades também fazem parte do seu trabalho.

A Investigação ação-escolar não acontece isoladamente conforme salienta Muller e de Bastos em suas pesquisas.

A concepção de investigador ativo representa um passo importante na profissionalização docente. O concebe possuidor de conhecimentos, atitudes, capacidades e valores, que não somente consomem conhecimentos produzidos pelas investigações escolares, mas sobretudo, são capazes de gerar conhecimento, investigando sua própria prática educativa (MÜLLER e DE BASTOS, 2004, in MAZZARDO 2005)

No entanto para melhor explorar as potencialidades desses recursos os professores (as) precisam vivenciar situações de aprendizagem que envolva os conhecimentos da sua área, os pedagógicos, os saberes técnicos práticos e emancipatórios. Entendidos por Habermas (apud CARR e KEMMIS, 1988) como o resultado da atividade humana, os Interesses Constitutivos de Saberes.

Antigamente para desenvolver um país era preciso construir fábricas, bancos. Atualmente sem os conhecimentos e a organização social não se faz mais nada. As novas tecnologias fazem parte da sociedade contemporânea, no entanto sem a educação e o aprimoramento dos saberes não tem sentido algum. Nesta perspectiva Inclusiva se evidenciam esforços teóricos, técnicos, políticos e operacionais para a sua construção como um processo, conforme o documento subsidiário à Política de Inclusão do MEC 2006.

Uma política efetivamente inclusiva deve ocupar-se com a desinstitucionalização da exclusão, seja ela no espaço da escola ou em outras estruturas sociais. Assim, a implementação de Políticas Inclusivas que pretendem ser efetivas e duradouras devem incidir sobre a rede de relações que se materializam através das instituições já que as práticas discriminatórias que elas produzem extrapolam em muito, os muros e regulamentos dos territórios organizacionais que as evidenciam (4). (p.8)

A educação hoje considera a Inclusão Escolar e Social como um processo cultural a ser construído. A comunicação e a tecnologia uma importante ferramenta para a transformação da sociedade e a formação da pessoa humana que nela atua. Surgindo novas metodologias e modalidades de ensino-aprendizagem e interação entre os participantes.

O uso das bibliotecas virtuais, de materiais didáticos, espaços para registro dos planejamentos, acompanhamentos das atividades e trabalhos dos alunos. A disponibilidade e rapidez de acesso, independente de horários preestabelecidos e distancias geográficas também são relevantes (MAZZARDO 2005, p. 20)

A possibilidade de publicação da produção dos (as) alunos (as), o desenvolvimento dos trabalhos colaborativos, a comunicação síncrona e assíncrona são oportunidades, estímulos e motivadores até então pouco explorados. Nesse sentido, as Políticas Públicas tem incentivado a inclusão de tais recursos na formação de professores e nos espaços escolares.

As tendências atuais de educação se abrem para um enfoque mais amplo e o (a) professor (a) na sua prática deve determinar critérios e buscar opções mais apropriadas de ação. Repensando a dinâmica do conhecimento e a sua função como mediador desse processo. Buscando o entendimento de um saber que o emancipe para refletir e analisar de forma crítica as questões de aprendizagem de acordo com o nível do (a) aluno (a) e as demais questões envolvidas, bem como os reflexos destas na educação e no cotidiano.

No entanto o (a) professor (a) para mediar à escolaridade com a Metodologia da Recreação e Cidadania na Cibercultura deve ter o conhecimento elementar, para explorar as suas potencialidades e desenvolver conhecimento. Tornando a educação consciente, estimulando o aprendizado, incluindo a todos no intuito de modificar a sociedade, aliando procedimentos didáticos que envolvem o aluno nas atividades, levando este a ter uma participação pró-ativa no processo de ensino-aprendizagem, influenciando os resultados obtidos. Buscando uma pedagogia que considere o ser humano singular e múltiplo, capaz de refletir e interagir de forma autônoma e reflexiva.

A Fundamentação.


Ao participar da aula com a Recreação e Cidadania, os (as) alunos (as) e os (as) professores (as) precisam coordenar cada ação e seus efeitos no pensamento, pois constantemente vão se defrontar com um problema a resolver. Esses conflitos geram o funcionamento de um processo nas estruturas do pensamento. A medida em vai sendo exercitada promovem a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual do ser humano.

A Recreação na sala de aula e nos Ambientes de Recreação apresentam dois ingredientes fundamentais: a ação e a interação bio,psico,sócio,emocional do (a) aluno (a) com o aprendizado numa relação de afeto, cognição e prazer. À medida que o aluno (a) é desafiado pela Educação Dialógica Problematizadora procura organizar as ações e o seu pensamento, a fim de executar o seu planejamento. Esta metodologia envolve atividades recreativas, que utilizam o a leitura, a escrita, o brinquedo, a brincadeira, os jogos educativos no laboratório de informática para atender aos objetivos estabelecidos.

No seu livro, "Recreação Infantil", Reis e Costa (1972) entendem este conceito "como a extensão das atividades das mais diversas, de expressão individual ou coletiva, as quais se entregam voluntariamente as crianças e os jovens". A Recreação como metodologia para construir cidadania permite as práticas educacionais inclusivas em sala de aula, em Ambientes de Recreação informatizados, os quais abordam a cognição, a aprendizagem, despertam os sentimentos, facilitam as relações humanas e incluem.

A abordagem pedagógica do estudo situa-se numa linha Progressista, Construtivista, sóciointeracionista, desenvolvimentista, com aportes teóricos de Piaget, Wygotsky e Wallon, além da contribuição de outros autores, sem os quais este estudo não seria possível. Para Piaget, (1973) o brincar é recrear, pois elege como foco o sujeito Epistêmico. Os seus estudos sobre os processos do pensamento presente se iniciam na infância e vai até a idade adulta, pois o que interessa é a necessidade do conhecimento, uma característica típica do homem.

Na abordagem de Vygotsky (1990) as brincadeiras tem três características: a imaginação, a imitação e a regra, onde a atenção relaciona-se com os mecanismos de percepção e memória, mediados por significados constituídos no desenvolvimento.

Na Teoria da Emoção de Wallon (1972) a dimensão afetiva ocupa o lugar central. O conhecimento está fora do indivíduo, encontra-se no processo de interação social e a sua grande mola propulsora é a motricidade. Para ele, a criança brinca porque tudo é emoção e de forma gradual constitui-se como um ser sócio-cognitivo. Na sua proposta propõem estágios de desenvolvimento, assim como Piaget, mas não é adepto de um crescimento linear.

De acordo com esses aportes, o acompanhamento das atividades ocorre do ponto de vista psicomotor, nas estruturas lógicas do pensamento, na construção da leitura e da escrita, nos aspectos sócio-econômicos e afetivos evidenciados no decorrer do trabalho de forma integrada.

A fundamentação Legal que apóia este trabalho, além da LDB (5) e de outras leis complementares, o ECA (6) é fundamental, pois as crianças e adolescentes são sujeitos de Direito e ao Poder Público cabe o dever para efetivar estas regras que a constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente prevêem. A Democracia no Brasil é representativa, mas com a Constituição de 88, aplica a Democracia participativa que prevê as emendas populares a instituição de conselhos para determinar Políticas Públicas pela população.

A educação cabe o compromisso de introjetar valores éticos e sociais, bem como garantir as condições para a sobrevivência aos menos favorecidos. O que justifica este trabalho. Pois segundo Scoz (1994, p.22) "as ações sobre os problemas de aprendizagem devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformação da sociedade". Assim a escola deve adaptar os currículos, exercitar a cidadania e valorizar os (as) professores (as) de acordo com a LDB.

Segundo o Dr. José Olimpio (7), cabe a população acompanhar as Leis Orçamentárias, a elaboração do Plano Plurianual, a Lei do Orçamento e a execução da Lei Orçamentária. Pois a Constituição de 88 prevê aplicação de 18% dos impostos federais e 25 dos estaduais em Educação. Em suma, Políticas sem recursos não existem. O lugar de criança é na escola e nos Orçamentos Públicos, para que assim se cumpram os Preceitos Constitucionais.

Os resultados

Este trabalho contemplou um exercício constante de leitura, da escrita e da formação do autor; as noções de informática; o trabalho em rede; de tempo-espaço; da matemática; das ciências; dos estudos sociais, onde se abordou o (a) aluno (a) de forma inter e transdisciplinar de acordo com o seu nível de desenvolvimento para a Cibercultura da diversidade e da inclusão.

O ensino-aprendizagem ofereceu estímulos, motivadores e oportunidades de participação, de conscientização sobre os Direitos e Deveres, a cooperação solidária no intuito de inspirar na busca de alternativas de vida entre os alunos (as) e os professores (as). Para que se desenvolva um convívio mais fraterno e humanitário, frente a este grave dilema que se instaura entre o ser e o ter, neste complexo processo de sobrevivência entre os habitantes do planeta.

Nas atividades desenvolvidas se trabalhou numa perspectiva democrática. Proporcionando o entendimento do que é ser um cidadão, como funciona o sistema sócio-econômico educacional, bem como os conceitos e os conteúdos básicos da sala de aula. As atividades recreativas desenvolvidas numa seqüência induzem o aluno a perceber a importância das suas participações e contribuições.

A partir deste trabalho, anualmente escolhemos um tema, desenvolvemos o texto e um Teatro, o qual é apresentado para a comunidade no MOBREC (8). No dia 22 de agosto de 2006 nos dirigimos até a Câmara de Vereadores como cidadãos pró-ativos, com o objetivo de apresentar o nosso trabalho e reivindicar os nossos direitos na Semana Nacional do Portador de Necessidades Especiais.

Era o que Paulo Freire (1971) queria, a busca da autonomia pelo diálogo, pelo conhecimento científico, técnico ou pelo experencial. Problematizar o conhecimento e a sua relação com a realidade, com a qual se gera e se incide, para que se possa compreender, explicar e transformá-la. O trabalho coletivo por meio do diálogo foi de fundamental importância. Equacionou os conflitos, despertou a maturidade para o entendimento, onde se encontram as dificuldades do indivíduo e da coletividade manifestos. Para isso é necessário: "... dialogar com a realidade, inserindo-se nela como sujeito criativo". (DEMO, 1993, p.21)

Conclusão


Conclui-se com este trabalho que cabe a Educação o compromisso de desenvolver as potencialidades da Cibercultura numa perspectiva mais humana para que os (as) alunos (as) sejam capazes de aplicar as novas tecnologias em favor de uma sociedade mais justa e igualitária. A metodologia da Recreação e Cidadania contribuiu eliminando o estigma da escola pobre, carente de estímulos, motivadores e oportunidades numa relação dialógica problematizadora.

A Investigação ação-escolar (9) possibilitou identificar os problemas que o (a) professor (a) enfrenta e os motivou a buscar uma solução para a sua prática profissional, instigando no (a) aluno (a) a reflexão consciente. Para que este se perceba como uma parte mutável e adaptável da sociedade, com flexibilidade suficiente para se adequar às novas transformações e as exigências da realidade.

A Recreação faz parte da dimensão humana. É um dos elementos fundamentais na socialização do indivíduo, na formação do caráter e da personalidade. Nas primeiras interações com a máquina se percebeu uma dependência muito grande dos (as) alunos (as) em todos os sentidos, uma insegurança para lidar com a Cibercultura e a necessidade de respostas imediatas para o avanço cognitivo.

À medida que se problematizava, geravam novos questionamentos, reflexões e confrontos, entrando em funcionamento estruturas lógicas da ação e do pensamento, propiciando a evolução diferenciada dos (as) alunos (as) e dos grupos. Constatando a importância das práticas sociais para superar as dificuldades de aprendizagem, interpretar os códigos e desenvolver significados.

A intervenção dos (as) professores (as) foi fundamental na resolução de problemas, nas questões relativas há construção do texto, do código e da linguagem virtual em critérios qualitativos. Pois a aquisição de conhecimentos foi percebida como um conjunto de problemas cognitivos e não apenas como uma mera técnica onde se desenvolveu habilidades e competências.

Convêm salientar que os (as) alunos além de desenvolver todo o conhecimento informatizado, tiveram que dominar o teclado adaptado em Braille. Mesmo assim, as limitações encontradas nos alunos (as) não impediram que tivessem um avanço significativo no que se refere à leitura e a escrita, a problematização e a partilha dos saberes, aumentando o potencial de inteligência coletiva e a socialização indiscutivelmente.

A integração dos componentes cognitivos, psicomotores da ação com os socioeconômicos impulsionados pela motivação interna, emergiram com os estímulos das atividades desenvolvidas na informática. Nos Ambientes de Recreação Informatizados as ações educativas transformaram-se em oportunidades de experiência. As vivencias foram transformadas em recursos válidos para superar limites, avançar no processo de ensino-aprendizagem e aprimorar a qualificação dos (as) professores (as).

A atração pela informática é inegável. Apesar das limitações e dificuldades o funcionamento mental fluiu nas atividades escolares. Trabalharam sempre nos limites das suas potencialidades, porem, estimulados e motivados realizaram os seus projetos. A informática foi utilizada como uma ferramenta de apoio às práticas pedagógicas mostrando-se muito eficaz no processo

O estudo relatou a experiência no âmbito teórico metodológico de caráter inclusivo que detectou novas formas de pensar a recreação. A metodologia se caracteriza como um novo caminho para chegar à cidadania e a inclusão escolar e social com a participação de outros métodos e técnicas concomitantemente.

O trabalho com Recreação e Cidadania na Cibercultura apresentou excelentes resultados no desempenho dos (as) alunos (as) em todos os sentidos. Pela forma interdisciplinar permitiu a criação de pontes e de modo trans-disciplinar se superaram barreiras, tendo acesso à diversidade pela informática tem se mostrado eficaz como estratégia para se conquistar a cidadania e promover a inclusão escolar e social

O Projeto Recreação e Cidadania
Tem como justificativa a integração;
Como objetivo a vida;
Como método a recreação;
Como avaliação a alegria e
Como essência a Inclusão Social.


Bibliografia


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[ 1]  Ambientes de Recreação Informatizados são os laboratórios de informática numa perspectiva emancipadora, onde se produz atividades, conhecimentos, brincadeiras e outros.
[2]  Ambientes de Recreação – Ambientes reais ou imaginários onde os alunos desenvolvem as atividades referentes ao tema abordado. Ex: oficina de flores, mercadinho, padaria e outros.
[3] A investigação-ação tem seus interesses nos problemas práticos cotidianos experienciados pelos professores, mais do que em problemas teóricos definidos por investigadores puros dentro de uma disciplina do conhecimento. Ela pode ser desenvolvida pelos próprios professores ou por alguém por eles encarregado de desenvolve-la para eles. (ELLIOT, 1978, p.1)
[4] Citação retirada do Documento Subsidiário à Política de Inclusão do MEC, Brasil, 2005.
[5] ] LDB – Lei de Diretrizes e Bases
[6] ] ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente
[7] O Dr. Olímpio de Sá Souto Maior Neto, Procurador de Justiça do Paraná, em sua palestra proferida pelo sistema de vídeo conferência promovida pelo IESDE Brasil, aborda o Estatuto da criança e do Adolescente com muita proeminência. Na Elaboração do estatuto teve uma relevante participação, pois o antigo código de menores não previa os direitos fundamentais, apenas atendimento religioso a infância e a juventude (2003)
[8] MOBREC – Movimento Brasileiro de Educadores Cristãos, SMA, RS.
[9] A investigação-ação tem seus interesses nos problemas práticos quotidianos experienciados pelos professores, mais do que em "problemas teóricos" definidos por investigadores puros dentro de uma disciplina do conhecimento. Ela pode ser desenvolvida pelos próprios professores ou por alguém por eles encarregado de desenvolvê-la para eles. (ELLIOT, 1978, p.1, citado por Mazzardo 2005).

 
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