IV Congrés de la CiberSocietat 2009. Crisi analògica, futur digital

Grup de treball F-34: Jornalismo digital

Ambientes informacionais: as bibliotecas digitais e os repositórios institucionais no contexto da web 2.0

Resum

As constantes mudanças nas formas de organização tradicional da informação presentes em ambientes informacionais digitais são reflexos da incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), como no caso das bibliotecas e repositórios digitais, que armazenam, preservam, disseminam e permitem o acesso a produção intelectual da comunidade acadêmica, visando contribuir para o aumento da visibilidade e do valor da instituição ao agregar recursos que possibilitam o processo de construção do conhecimento, a partir da participação colaborativa aplicada em diferentes ambientes. Com o presente estudo objetiva-se verificar a apropriação que as bibliotecas e os repositórios digitais têm feito das tecnologias colaborativas em ambientes de informação digital. Para o desenvolvimento deste estudo observou-se o funcionamento de recursos da tecnologia colaborativa utilizados em ambientes informacionais digitais. Com base nos recursos identificados e coletados em bibliotecas e repositórios digitais foi observado como são aplicados os recursos da tecnologia colaborativa, assim, conhecida como recursos da Web 2.0. A inserção dessas tecnologias apresenta-se como inovação, mas sua natureza está vinculada à tradição e a missão das bibliotecas e dos repositórios. Os ambientes científicos informacionais observados que apresentaram as tecnologias da Web 2.0 estão estruturados de uma forma mais flexível, atrativa e dinâmica, no qual o usuário se torna o ator principal na construção de seu ambiente, possibilitado pelos recursos de customização e personalização.

Contingut de la comunicació

O dinâmico contexto da WEB 2.0

O Ciberespaço atravessa, há alguns anos, uma etapa transformadora. A convergência de diferentes mídias, a utilização da web como plataforma e o surgimento de tecnologias que estimulam o compartilhamento de informações e as práticas colaborativas são algumas das características que marcam este momento. Se nos anos 80 e 90 predominavam o conceito de digitalização e a abstração das informações, na cultura das redes, o foco são os grupos, as comunidades e os links. Alguns pesquisadores, evidenciando os aspectos distintivos dessa etapa, têm usado o termo web 2.0. Apesar de polêmico, o conceito ajudar a refletir sobre várias questões. Para Primo (2008):

A segunda geração de serviços online se caracteriza por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. A web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços web, linguagem Ajax, web syndication etc.), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador.

O criador do termo, Tim O'Reilly (2005), enfatiza que não há como demarcar precisamente as fronteiras da web 2.0. Trata-se de um núcleo ao redor do qual gravitam princípios e práticas que aproximam diversos sites que os seguem. Um desses princípios fundamentais é trabalhar a Web como uma plataforma, isto é, viabilizando funções online que antes só poderiam ser conduzidas por programas instalados em um computador. Porém, mais do que o aperfeiçoamento da “usabilidade”, Tim O'Reilly evidencia o desenvolvimento do que chama de “arquitetura de participação”: o sistema informático incorpora recursos de interconexão, compartilhamento e os aplicativos da web passam a utilizar os efeitos de rede e se tornam melhores na medida em que quanto mais são usados pelas pessoas, catalisando o potencial de emergência da inteligência coletiva.

No Ciberespaço, várias lógicas e práticas se transformam. O surgimento de micro-públicos, por exemplo, é algo típico desse momento e aponta para novas realidades econômicas. Na lógica da Long Tail (“cauda longa”), serviços de web 2.0 vendem menos itens do mesmo produto, no entanto, vendem mais os produtos diferentes. O conceito de cauda longa foi proposto por Chris Anderson (2008), editor-chefe da revista Wired, para descrever as transformações que as novas mídias estavam propiciando na economia. Antes das redes telemáticas, predominava um tipo de serviço no qual, para ser viável economicamente, buscava-se um consumo massificado de produto, quantitativo. Com as redes informacionais, um novo modelo de negócios, no qual a oferta de produtos é praticamente ilimitada, torna-se viável. Como exemplo desse modelo, citamos o caso da livraria Amazon. Essa lógica está aumentando o acesso a conteúdos e produtos variados, assim como transformando hábitos de consumo e estilos de vida. Em paralelo, novas maneiras de acesso a conteúdo e personalização vêm emergindo.

Recentemente, os sistemas de utilização de tags (etiquetas ou palavras-chaves) têm se tornado altamente populares. O “tagueamento” permite que os usuários adicionem palavras-chave para recursos da web, tais como websites, páginas, imagens músicas etc. A vantagem das tags é que são personalizáveis, isto é, não precisam ser palavras institucionalizadas ou rótulos controlados ou pré-definidos. Por esse motivo, são sistemas de folksonomia, em contraste com as ordenações fixas da taxonomia. O termo folksonomia foi criado por Thomas Vander Wal (2008), um designer da informação, e expressa um tipo de organização criada por pessoas. Assim, os sistemas de “tagueamento” são ferramentas com alto poder que estimulam conversações em comunidades ou grupos com interesses semelhantes, sendo simultaneamente flexíveis e adaptáveis aos fluxos dos discursos. Através de movimentos como repetições de tags, os grupos se identificam e constroem vocabulários com sutileza e precisão impossíveis de serem obtidas em taxonomias generalizadas.

Como se observa, a escrita coletiva ciberespacial1 e o processo de “tagueamento” demonstram que a abertura para o trabalho colaborativo oferece uma dinâmica alternativa (não uma substituição) ao modelo de produção, indexação, armazenamento e controle por equipes de autoridades. A partir de recursos da web 2.0, potencializa-se a livre criação e a organização distribuída de informações compartilhadas através de associações mentais. Como argumenta Rodríguez Palchevich (2008) Hoy en la web se puede consumir, construir y compartir información y conocimiento en forma individual o colectiva, a cualquier hora y con personas de todo lugar. Cambios de puntos de vista, de actitud. Cambio de paradigma.

Nesses casos, importa menos a formação especializada de membros individuais. A credibilidade e relevância dos materiais publicados são reconhecidas a partir da constante dinâmica de construção e atualização coletiva.

A Web 2.0 segue uma filosofia com princípios de leitura e escrita de natureza participativa, em que cada usuário pode intervir diretamente na escolha e introdução de dados no âmbito de cada site; é cooperativa, uma vez que compartilha idéias, preferências, informações e conhecimento; é interativa, na medida em que, através de toda a gama de recursos multimídia, é possível um diálogo simultâneo com os usuários; é democrática, pois sob essa filosofia existe liberdade de expressão, de pensamento, e, sobretudo, de trânsito de informações, independentemente dos interesses de cada um; é também sociotecnica, pois, através de todas as suas características, é possível um intercâmbio de culturas, religiões, etnias e outros.

No contexto da Biblioteca 2.0 a maior parte dos pesquisadores concordaria que muito do que as bibliotecas aprovaram na primeira revolução da Web são estáticos. Por exemplo, catálogos online de acesso público (OPAC) exigem que os usuários busquem a informação. Embora muitos estejam iniciando a incorporar técnicas da web 2.0 relativas à pesquisa de dados, eles não respondem com recomendações, tal como a Amazon, que se apresenta com um maior dinamismo. Do mesmo modo, a primeira geração de biblioteca online foi elaborada através de textos tutoriais estáticos e que não respondiam às necessidades dos usuários, nem permitiam que interagissem uns com os outros. As bibliotecas, porém, tem começado a evoluir numa estrutura mais interativa, meios de comunicação social e rico em tutoriais, programação e animação com o uso de banco de dados mais sofisticados.

Ambientes colaborativos como base para bibliotecas e repositórios digitais

Hoje a questão envolvendo os ambientes informacionais como bibliotecas e repositórios não esta somente relacionada com o como fazer para que os usuários estejam nestes ambientes, mas sim em como podemos levar esses ambientes para os usuários. Pois os usuários de hoje têm uma expectativa de que vão encontrar uma comunidade para estabelecer seus vínculos e também esperam interagir com seus recursos de informação, e não apenas consumi-los passivamente.

A Web 2.0 nas bibliotecas pode ser uma ferramenta que possibilite a gênese de uma base de conhecimento a partir da inteligência coletiva, como também ferramenta para a gestão do conhecimento que facilite, de maneira interativa, a descoberta dos mesmos. Conforme Rodríguez Palchevich (2008):

Pasamos de una biblioteca para el usuario a una infoteca con el usuario. En este integrar y complementar estos dos paradigmas, deberíamos también considerar, conocer, explorar y evaluar algunas de las nuevas herramientas de comunicación, organización, participación y construcción colectiva del conocimiento que están disponibles en la web. Son aplicaciones, a nuestro favor, en su mayoría intuitivas, gratuitas y que responden a las nuevas necesidades de información y participación de la comunidad.

Alguns pesquisadores (CASEY; SAVASTINUK, 2006; MILLER, 2005b) propõem uma nova geração de serviços biblioteconômicos designada “biblioteca 2.0” - semelhante a Web 2.0 – em que a idéia chave é uma atitude participativa por meio da utilização de bibliotecas e repositórios 2.0, isso significa que esta nova versão é fundamentada na participação, interação dos usuários. A idéia subjacente é romper o modelo tradicional de biblioteca onde somente se consulta e se retira material. Agora, pensa-se em criar comunidades de usuários e bibliotecários para gerir esta área como um todo intelectual. Em outras palavras, pretende-se socializar a gestão dos ambientes informacionais que englobam as bibliotecas e os repositórios.

Nesse modelo a biblioteca e o repositório 2.0 descentralizado, têm o potencial de crescimento dos indivíduos e os resultados maiores do que no modelo tradicional. Esta evolução só é possível a partir de um eficiente sistema de informação e comunicação, Ciberespaço, e várias ferramentas de software que viabilizem este novo rol de usuários. Dessa maneira, contemporaneamente, os ambientes informacionais de bibliotecas e repositórios juntamente com as tecnologias e a atitude da Web 2.0 aplicada às coleções e aos serviços bibliotecários formam a Biblioteca 2.0 e o Repositório 2.0 que envolvem atitudes como: a melhora contínua, a confiança, e o aproveitamento da inteligência coletiva; ferramentas como: blogs, wikis, Really Simple Syndication - RSS, software social, mashups; e como conteúdo social: comentários, classificação, etiquetas e outras contribuições.

As tecnologias colaborativas aplicadas ao contexto das bibliotecas e dos repositórios potencializam não só os serviços oferecidos por eles, como a Disseminação Seletiva da Informação – DSI e agregadores como os recursos de RSS, permitindo aos usuários obterem um novo sistema de leitura e alerta das novidades. O recurso do RSS possibilita a criação de um novo produto informativo mais personalizado, atualizado, automático e fácil de manutenção; além disso essas tecnologias também possibilitam aos usuários organizarem suas próprias informações através de tags (etiquetas ou palavras-chave) pois permitem que usuários adicionarem palavras-chave a recursos da web, tais como websites, páginas, imagens músicas etc. As tags são personalizáveis, isto é, não precisam ser palavras institucionalizadas ou rótulos controlados ou pré-definidos pela biblioteca ou pelo repositório.

Deste modo, fica clara a transformação, ou seja, a nova abordagem da relação entre informação e o conhecimento no contexto das bibliotecas e dos repositórios, ao contrário dos ambientes tradicionais que só permitia ao usuário uma única forma de se relacionar com o conteúdo armazenado fisicamente. Hoje, não só o usuário participa, como também adiciona conteúdos que ao serem compartilhados em outros recursos colaborativos passam a receber comentários dos membros vinculados a sua comunidade agregando valor à informação compartilhada, além de criar vários caminhos para a localização do próprio recurso. Assim, temos uma nova relação e interação na qual aumenta o nível sofisticado de atitudes sociais eletrônicas.

As plataformas Web 2.0 também são consideradas uma forma alternativa de preservação do conhecimento, onde a plataforma é o elemento que assegura que os conteúdos sejam mantidos ao longo do tempo. Isso é realizado, em grande parte, por seu modelo, a partir de contínuas revisões a fim de melhorar a qualidade e ao mesmo tempo atualizar o conteúdo de acordo com a evolução da humanidade. Mas, por outro lado, os usuários e sua contínua demanda também ajudam para que tais conhecimentos estejam disponíveis. A necessidade de fazer com que os conteúdos cheguem às populações de baixa renda faz com que os mesmos sejam armazenados em mídia portátil (CD-ROM, DVD, Pen Drives). Esta situação contribui para a preservação da idéia de que quanto mais dado, que quanto mais exemplares existentes, maior a garantia de disponibilidade para o futuro do conhecimento.

A Web 2.0, na sua essência, é um espaço de trabalho colaborativo, onde um grupo de usuários, ao abrigo de uma simples organização, constrói documentos web de múltipla autoria, usando ferramentas de marcas e formatos simples. Da lacônica análise realizada, observam-se as seguintes vantagens e/ou benefícios do uso dessa ferramenta de edição aberta: mínima formação para utilização e apoio técnico aos parceiros; atualizações imediatas de conteúdo, possibilidade de acesso aberto, todos os conteúdos são revistos, corrigidos e ampliados e uma boa estratégia para preservar o conhecimento produzido.

As desvantagens são a ausência de uma organização forte, problemas de vandalismo e a inexistência de uma norma para definir o idioma de edição.

A partir da concisa revisão bibliográfica realizada sobre a utilização da Web 2.0 em bibliotecas, constata-se – até o presente momento - que o emprego da Web 2.0 ainda é pouco disseminado em tal área. Verificamos que há situações em que a ferramenta pode contribuir para o desenvolvimento de uma biblioteca como um todo (usuários e profissionais).

Temos a perspectiva de que a aplicação mais importante da ferramenta web 2.0 em bibliotecas seja a atualização e preservação do conhecimento humano. A Wikipedia (Wiki) - é uma enciclopédia multilíngüe on-line livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. O modelo wiki é uma rede de páginas web contendo as mais diversas informações, que podem ser modificadas e ampliadas por qualquer pessoa através de navegadores comuns, tais como o Internet Explorer, Google Chrome, Mozilla Firefox, outro qualquer programa capaz de ler páginas em HTML e imagens. Este é o fator que distingue a Wikipédia de todas as outras enciclopédias: qualquer pessoa com o acesso à Internet pode modificar qualquer artigo, e cada leitor é potencial colaborador do projeto. (WKIPEDIA, 2009), o Del.icio.us (Tags sociais) - é um serviço on-line que permite que você adicione e pesquise bookmarks sobre qualquer assunto.Mais do que um mecanismo de buscas para encontrar o que quiser na web ele é uma ferramenta para arquivar e catalogar seus sites preferidos para que você possa acessá-los de qualquer lugar. Você também pode compartilhar seus bookmarks com os amigos e visualizar os favoritos públicos de vários membros da comunidade. Além desse uso o del.icio.us pode ser usado para criar listas de presentes, para acompanhar web-sites que tem conteúdo e links dinâmicos e para pesquisas sobre qualquer assunto, o Flickr (Compartilhamento de imagens) - O Flickr é um site da web de hospedagem e partilha de imagens fotográficas (e eventualmente de outros tipos de documentos gráficos, como desenhos e ilustrações), caracterizado também como rede social. O Flickr permite aos seus usuários criarem álbuns para armazenamento de suas fotografias e entrarem em contato com fotógrafos variados e de diferentes locais do mundo. O Flickr é considerado um dos componentes mais exemplares daquilo que ficou conhecido como Web 2.0, devido ao nível de interatividade permitido aos usuários. O site adota o popular sistema de categorização de arquivos por meio de tags (expressão em inglês que poderia ser traduzida como etiquetas). O Flickr também pode ser considerado um flog (WIKIPEDIA, 2009), o Youtube (Compartilhamento de vídeos) - O YouTube é um website que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital, entre outros, já evidenciaram um ambiente favorável para atingir esses objetivos, e as bibliotecas devem tomar esses exemplos e cooperar na melhoraria dos efeitos de tão nobre empreendimento.

Essas novas ferramentas de software, aliadas ao crescimento e expansão das comunicações, oferecem uma oportunidade única de especialistas em Ciência da Informação construírem, junto aos usuários, os serviços que podem colaborar, por um lado, para satisfazer da melhor forma possível necessidades de informação e, por outro, para a preservação e manutenção da memória da humanidade atualizada. Com base nesses recursos exemplificamos o trabalho com a biblioteca digital da Universidade de Iowa e com o repositório digital Merlot:

- The University of Iowa libraries (http://www.lib.uiowa.edu/) - A Biblioteca da Universidade de Iowa propicia aos seus usuários a disseminação do conteúdo científico através da utilização de recursos de RSS; possibilita os usuários durante suas buscas enviarem a informação recuperada via SMS (mensagens de texto); disponibiliza espaço para comunicação via blog; a biblioteca também oferece e orienta seus serviços em um chat online, juntamente com outros serviços que podem ser selecionados no Bookmarkshare que possibilita uma maior interação entre o usuário e o conteúdo armazenado; a forma de visualização das informações selecionadas pelo usuário na biblioteca também podem ter suas tags personalizadas.

- MERLOT – Multimedia Educational Resource for Learning and Online Teaching (http://www.merlot.org/). Esse repositório trabalha com a filosofia do auto-arquivamento, permitindo uma interação entre os pesquisadores e o ambiente de depósito; os usuários do repositório podem postar comentários (Peer Review); apresenta links associados, além de informações referentes ao nível de contribuição de cada pesquisador, bem como os prêmios conquistados; o repositório também possibilita o envio de informações para uma outra pessoa.

Os ambientes informacionais analisados potencializam o uso das ferramentas colaborativas por meio de atividades sociais eletrônicas que possibilitam a participação, bem como a adição de conteúdo e valores informacionais construídos pelos próprios usuários, que a partir desse processo estabelecem as regras a serem utilizadas pelas comunidades de prática, que passam a ser incorporadas pelas bibliotecas e repositórios digitais em um determinado nível de representação, descrição, recuperação e disseminação do conteúdo informacional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A utilização destas tecnologias e aplicações Web 2.0, constitui uma mudança significativa e essencial na história das bibliotecas. A biblioteca se tornará mais interativa e totalmente acessível.

Acreditamos que a melhor concepção da Biblioteca e Repositório 2.0, neste momento, seria uma rede social cuja interface é construída pelo usuário, relacionada com a funcionalidade demonstrada por sua popularidade, característica multifacetada, social, flexível, dinâmica, rápida, simples e pronta para uso.

Apesar de esta mudança ter-se encaixado tão bem com a história das bibliotecas e de sua missão, ainda é a grande transformação paradigmática para o bibliotecário, não apenas no sentido de abrir o acesso a seus catálogos e acervos, mas também permitir o seu controle. Biblioteca 2.0 demanda que as bibliotecas concentrem-se menos em sistemas de inventário e mais em sistemas colaborativos.

NOTA:

1 A nova escrita eletrônica não será meramente informativa; será também interativa. Será escrita de movimento, de engendramento, de transformação: múltipla, pública, espetacular, imaterial. No Ciberespaço hipertextual, a escrita conteria a sua própria transformação visual e emocional.

Bibliografia/Referències


  • ANDERSON, C., 2008. The long tail. Disponível em Acesso em 14 maio 2008.

  • CASEY, M.; SAVASTINUK, L. Library 2.0.,2006, Library Journal. Disponível em: Acesso em 20 out. 2007.

  • MERLOT: Multimedia Educational Resource for Learning and Online Teaching, 2009. Disponível em: <http://www.merlot.org/>. Acesso em: 15 maio de 2009

  • MILLER, P., 2005b, Web 2.0: Building the New Library.. Ariadne, 45, Oct. 2005. Disponível em: Acesso em 21 out. 2007.

  • O’REILLY, T., 2005, What Is web 2.0: design patterns and business models for the next generation of software. O’Reilly Publishing, 2005.

  • PRIMO, A., 2006, O aspecto relacional das interações na Web 2.0. XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006, Brasília. Anais, 2006. Disponível em: Acesso em 13 maio 2008.

  • Rodríguez Palchevich, D., 2009, La web 2.0 y la biblioteca escolar: integrando los marcadores sociales a la gestión. Disponível em: Acesso em 20 de abril de 2009.

  • The University of Iowa libraries, 2009, Disponível em: . Acesso em: 15 maio de 2009

  • VANDER WAL, T. Explaining and showing broad and narrow folksonomies. Disponível em: Acesso em 02 jun. 2008.

  • WIKIPEDIA., 2009, Definição Wikipedia. Disponível em: Acesso em: 21 maio de 2009

  • WIKIPEDIA., 2009, DefiniçãoFlickr. Disponível em: Acesso em: 21 maio de 2009


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