Este trabalho introduz informação sobre a arte digital, comenta a relação da arte com a ciência, a questão da virtualidade e da interatividade. Apresenta uma contribuição ao campo da Museologia, principalmente ao estudo do patrimônio digital, definindo os termos mais freqüentes e conceitos usados pelos profissionais da área. Além disso, mostra os vários questionamentos e problemas que circundam a preservação digital e comenta de forma breve os desafios e estratégias comumente adotadas para a preservação digital.
Uma trajetória que parece que todas essas mídias estão seguindo, e que se reflete na arte feita com essas mídias, é uma sensação de efemeralização ainda maior das mídias. Essa trajetória parece se originar na obsolescência, no determinismo tecnológico e numa ausência cada vez maior de materialismo na produção de artefatos culturais na era digital. (LICHTY 2003: 306)
INTRODUÇÃO
Este trabalho focaliza o panorama da preservação da arte digital, os desafios e estratégias usualmente adotadas para a preservação digital. Apresenta uma contribuição ao estudo do patrimônio digital, definindo os termos mais freqüentes e os conceitos usados pelos profissionais da área.
Primeiramente será comentada a arte digital, depois será abordada a questão do Patrimônio Imaterial e Digital, e por último serão apontadas diretrizes para compreender as dificuldades, as limitações da preservação da arte digital, e quais as estratégias de preservação que devem ser adotadas para salvaguardar esta arte contemporânea.
Trata-se de uma contribuição em que se busca respostas para os questionamentos: O que fazer para preservar a arte digital? Toda arte digital deverá ser preservada? O que é passível de preservação nesta nova relação de artista, tecnologia e interatividade do espectador? Os museus estão preparados tecnologicamente para esta preservação?
A arte digital surgiu como uma conseqüência da evolução tecnológica dos computadores na segunda metade do século XX, quando, em 1960, foram inventados os circuitos integrados, que deram origem aos princípios da eletrônica e da informática. Uma revolução tecnológica foi desencadeada mundialmente, devido à infinidade de possibilidades e aplicações que podem ser propostas, e envolveu diversos meios de pesquisas tecnológicas, científicas e artísticas e outras mais.
Ao mesmo tempo, a velocidade com que os equipamentos (hardwares), programas (softwares) e plataformas se desenvolveram, gerou o problema da obsolescência de máquinas e mídia, constituindo assim o desafio da preservação e conservação de acervos culturais e científicos.
Como fontes de informação, foram estudados o material divulgado na internet pelo Independent Media Arts Preservation, Inc. - IMAP (http://www.imappreserve.org/pres_101/index.html), e o o Getty Conservation Institute - GCI (http://www.getty.edu/conservation/). O IMAP está situado em Nova York, e é um serviço sem fins lucrativos voltado para a educação, comissionado para a preservação de meios eletrônicos não comerciais. Surgiu de um consórcio de organizações artísticas para ser uma fonte de treinamento e pesquisa em preservação digital. É uma referência para arquivistas, artistas, museólogos, curadores, bibliotecários, profissionais da informação, produtores de mídia, acadêmicos e outros profissionais que lá encontram soluções para a preservação e documentação das coleções de mídia analógica e digital. A outra base de referência foi o Getty Conservation Institute (GCI) – ligado ao Museu e Fundação J. Paul Getty, localizado em Los Angeles, de renome internacional, principalmente no setor de conservação e preservação da arte. Este instituto está sempre desenvolvendo estudos sobre como melhor proceder em relação à maioria dos acervos, e em especial, à mídia digital.
O QUE É ARTE DIGITAL?
A arte digital pode ser definida como aquela que é produzida eletronicamente, utilizando o computador como ferramenta para a criação, transformação e fruição artística. Pode ser mediada por aparatos técnicos como a câmera de vídeo, sensores de presença, mesa digitalizadora, scanner e outros mais. Existem outras nomenclaturas para designar este novo estilo artístico como: arte computacional, arte computadorizada, arte eletrônica, arte-mídia, ciberarte, arte virtual entre outras.
Existem vários estilos de arte digital, edição/manipulação de fotografias e imagens, arte fractal (figura 1), pintura digital (figura 2), Net-art (figura 3), animação, jogos, realidade virtual, entre outros. Pode-se observar nos exemplos a seguir, sensibilidade, técnica e criatividade artística.

(figura 1) Garth Thornton- Athene's Jewel Tree - 2000- Arte Fractal
Fonte: http://www.fractalartcontests.com/2000/en/entry-037-0.htm
Assim como ocorreu no meio científico e tecnológico, o desenvolvimento da informática promoveu uma profunda transformação no universo da arte. Ao mesmo tempo tornou mais nítida a aproximação entre arte, ciência e tecnologia. O fascínio exercido pela técnica, velocidade e movimento sobre a arte moderna promoveram a transformação da concepção de arte, a sua função social, os conceitos de representação e as concepções estéticas. A conscientização dessa mudança fez com que os artistas incorporassem objetos industriais às novas tecnologias para a mediação da criação artística.

(figura 2) Cynthia Beth Rubin- Trnava Synagogue - 1998- Impressão em Banner 137,16 cm X 83,82 cm
Fonte: CDROM – SIGGRAPH 99 – Electronic Art and Animation Catalog
As questões levantadas pelos artistas contribuem para que haja o desenvolvimento da ciência. Esta interdisciplinaridade é importante, porque não só abrange essas duas áreas, e sim uma infinidade de profissionais. Suzete Venturelli teceu um paralelo entre a arte, a ciência e a tecnologia, destacando os diversos tipos de mecanismos que podem conduzir à produção da arte digital, que na atualidade, tornou-se mais interativa:
Na arte computacional o artista também é considerado um engenheiro, na maioria das vezes autodidata. Especificamente, na elaboração de imagens interativas, as técnicas e a tecnologia interativa vêm se desenvolvendo rapidamente, desde os anos 60 do século passado. O processo de criação é iniciado pela elaboração de modelos matemáticos, na análise de reconhecimentos de padrões e na síntese da imagem. As disciplinas que ele estuda estão relacionadas com a ciência da computação (algoritmos, métodos numéricos e estruturas de dados), a matemática (geometria e álgebra linear), a psicologia (percepção), a física (ótica e mecânica) e as artes (estética, fundamentos da linguagem multimídia e teoria da arte). (VENTURELLI, 2007: 1681)
Nos anos 90 do século XX, a internet começa a se desenvolver, tornando-se um forte meio de comunicação. O universo virtual permite que os limites reais sejam ampliados para infinitas possibilidades de interferir e interagir neste espaço virtual. Surge, neste contexto, a Net-art, que são trabalhos artísticos localizados no espaço virtual, em páginas da internet e, que podem ser acessados, criados, re-criados e transformados por usuários que acessam simultaneamente a grande rede da internet. É fascinante o poder artístico que a arte interativa permite ao espectador; no mesmo minuto que ele cria e recria a obra, assim como ele, centenas de outros espectadores em diferentes lugares do planeta fazem o mesmo, cada um do seu jeito com as características da própria cultura, o que faz com que a obra torne-se viva, modificando-se a cada segundo. O grande encanto da arte digital é a interatividade em tempo real, da qual o público participa. O ato de interagir física ou virtualmente com a obra permite o acesso a um universo lúdico.

(figura 3) Scott Blake- Downloading Pixels - 2003- Net-Art
Fonte: http://rhizome.org/object.php?48619
ARTE DIGITAL E MUSEUS
A relação da arte digital com a museologia está evoluindo; o museu, atualmente participa mais do espaço virtual, da digitalização dos acervos, do uso da internet para prolongar o espaço museológico, o que permite uma aproximação do museu com a virtualidade. Alguns museus proporcionam em seus portais visitas virtuais ao seu espaço físico e ao seu acervo, convidando o publico a um passeio virtual cultural.
Novas propostas no campo da virtualidade estão sendo desenvolvidas pela Museologia, como o desafio de expor, de manter e de preservar este novo estilo artístico.
Chegará um dia onde tudo será digitalizado e colocado em memória, e o suporte da imagem desaparecerá, tanto quanto o seu valor de revelação e referência. Ignorar ou fingir ignorar as modificações no sistema de informação-comunicação com o advento dos processos de digitalização do sinal eletrônico significa ter uma concepção retrógrada dos processos tecnológicos e uma visão negativa da história. Se recorrermos à história dos suportes — pintura rupestre, pedra gravada, afresco, pintura sobre tela, fotografia sobre papel, projeção cinematográfica e imagem digital — perceberemos que, hoje as imagens existem menos sobre a durabilidade de um suporte do que na fugacidade de uma memória. (PARENTE, 1993: 27).
ARTE E PATRIMÔNIO DIGITAL
Ao constatar a rapidez em que ocorre o desaparecimento do patrimônio em escala mundial, o setor da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado para a educação, ciência e cultura preocupou-se em estabelecer recomendações para a preservação dos valores culturais, sejam eles artísticos, científicos ou administrativos dando ênfase especial ao patrimônio digital. Assim, aprovou a Carta sobre a Preservação do Patrimônio Digital com os princípios que passou a adotar. Conforme a Declaração Universal sobre Diversidade Cultural da UNESCO o patrimônio digital consiste em fonte única do conhecimento e expressão humana. Abrange fontes culturais, educacionais, científicas e administrativas, bem como outras espécies de informação criadas digitalmente, ou convertidas na forma digital a partir da fonte analógica existente. Quando as fontes são originalmente digitais, não existe outro formato a não ser o digital. Materiais digitais incluem textos, bases de dados, imagens estáticas e com movimento, áudios, gráficos, programas, e páginas da internet, entre uma extensa diversidade de formatos. (UNESCO, 2004).
Ainda dentro da conceituação apresentada pela UNESCO, esses materiais podem ter natureza efêmera, e para sua preservação requerem produção, manutenção e gerenciamento específico.
O acesso ao patrimônio digital deve estar isento de restrições. Considerando que a finalidade da preservação do patrimônio digital é garantir o seu acesso ao público, é importante que esteja protegido de qualquer forma de invasão. Assim, existe um equilíbrio tênue entre os direitos legais legítimos dos criadores e guardiões e o interesse do público em acessar materiais de patrimônio digital, que deve ser reafirmado e promovido de acordo com normas e acordos internacionais. O patrimônio digital apresenta o risco de ser perdido para a posteridade. Dentre os fatores que contribuem para isso está a rápida obsolescência do equipamento e dos programas que trazem à vida esse patrimônio, incertezas sobre as reservas técnicas, métodos para manutenção e preservação.
A caixa de Pandora das novas mídias foi aberta há muito tempo e a essa altura não há muito que voltar atrás; há pouco a se ganhar agora voltando para a pena e o pergaminho. Porém, isso não significa que uma consciência crítica das questões relacionadas à cultura tecnológica e à construção do registro histórico não seja essencial para promover uma sociedade na qual a tecnologia esteja num lugar bem situado. Fazer isso é reconhecer a natureza efêmera do mundo on-line e documentar seus efeitos no mundo físico, mantendo assim um engajamento com as questões pertinentes que estão moldando a tecnologia. (LICHTY, 2003: 315)
PRESERVAÇÃO DA ARTE DIGITAL
Quando se pensa em preservar a arte digital para gerações futuras, tem que ser ter em mente a qualidade frágil e etérea do meio digital. Essa fragilidade é uma conseqüência da instabilidade do meio e formato, e obsolescência do equipamento (hardware) e do programa (software), que tornam esse material vulnerável e até inacessível. Os objetivos da preservação digital englobam a manutenção da memória coletiva em suporte digital e o acesso aos recursos digitais preservados. Os procedimentos adotados devem assegurar a autenticidade e o acesso à obra artística digital. Como Luiz Fernando Sayão aponta:
A preservação digital envolve não somente a retenção do objeto informacional em si, mas também do seu significado. É necessário, portanto, que as técnicas de preservação sejam capazes de compreender e recriar a forma original ou a função do objeto de forma que seja assegurada sua autenticidade e acessibilidade uma vez que não se pode simplesmente salvar documentos digitais como documentos físicos. (SAYÃO, 2006: 13)
O autor mostra que a preservação dos objetos digitais pode ser considerada sob três focos: física, com foco nas mídias e na renovação midiática; lógica, em que o foco está em manter legível e interpenetrável o hardware e software; e por último a preservação intelectual, onde o foco está no conteúdo intelectual e na sua autenticidade e integridade. Assim, a preservação dos recursos digitais envolve preservar o ambiente tecnológico, por meio da preservação tecnológica, que pode ser realizada por impressão em papel, documentação, geração de metadados, emulação, encapsulamento e migração. A preservação, para ser executada com alguma garantia, deve seguir alguns procedimentos e diretrizes, que podem ser considerados básicos para que o especialista da área possa executar sua função de forma a mais adequada possível.
A documentação consiste na coleta e organização de informações sobre um trabalho que inclui a sua condição, conteúdo e ações tomadas para sua preservação. A sua execução requer uma quantidade de dados que depende da natureza do objeto a ser preservado. Uma obra sob a forma de vídeo necessita uma faixa de dados muito menor que uma obra de arte interativa. A arte computacional interativa apresenta ainda a necessidade de ações únicas para a preservação adequada como, por exemplo, entrevistas, questionários com o artista e filmagens do público interagindo com a obra. As questões mais freqüentes envolvem entre outras, a história da produção da obra; quais programas, equipamentos e sistemas operacionais foram usados para a produção da obra; a necessidade de ser mantida a essência do trabalho; a visão do artista, quais as impressões e sensações artísticas que devem ser abordados; e que modificações são aceitáveis para o autor da obra, e se permite alguma intervenção técnica. Para serem obtidas informações complementares sobre a documentação de novas mídias e arte digital com a descrição de padrões e esquemas atuais as seguintes organizações podem ser consultadas pela internet: Getty Conservation Institute (http://www.getty.edu/conservation/); e o Independent Media Arts Preservation, Inc. IMAP (http://www.imappreserve.org/pres_101/index.html ).
A preservação digital também envolve a criação e manutenção de metadados, que significa a geração de dados sobre dados, isto é, a reunião de informações detalhadas sobre os dados de um material a ser preservado. O objetivo é a descrição e documentação de todos os processos e atividades relacionadas com a preservação de materiais digitais como, por exemplo, proveniência, autenticidade, atividades de preservação, ambiente tecnológico e condicionantes legais. (CUNHA & LIMA, 2007: 7).
Ao definir o termo metadados pela necessidade de coletar todas as informações requeridas para documentar uma obra digital, a palavra exprime todo esse conjunto de informações. Por definição, ‘metadados’ é um termo complexo, que não só descreve o objeto artístico virtual, mas sim todas as implicações a ele relacionadas; quer dizer, inclui informação básica, técnica, cultural entre outras. A criação de metadados é tão importante quanto o cuidado de preservação, exibição e difusão dos acervos. Trata-se de um processo gradual, no qual a responsabilidade é compartilhada com outros profissionais. O registro desses processos é iniciado pelos dados básicos, que são enriquecidos em aquisições, catalogação, unidades de digitação, processamento e departamentos de conservação e curadoria.
Assim, ao serem criados por usuários presentes na ocasião da geração dos dados, os metadados podem ser resultado do trabalho multidisciplinar de pesquisadores convidados, profissionais de informação e acadêmicos. Os metadados podem ser divididos em quatro categorias gerais: descritiva, onde descreve o conteúdo do trabalho e suas características; técnica, onde são descritos os elementos técnicos que vão desde a criação do arquivo até a sua última leitura do arquivo (modificação); a terceira é a preservação, em que se tem o cuidado de fazer a guarda, a inspeção, a conservação material e documentação; e por último a administração, que reúne informações de como o trabalho foi adquirido e os direitos legais da informação/artísticos.
As estratégias de preservação podem ter uma natureza primária que consiste em manter a funcionalidade e interface da obra original. Em primeiro lugar, criar coleções de arquivos digitais em formatos de arquivos padronizados de alta qualidade e, em segundo lugar a garantia que essa documentação foi capturada perfeitamente para depois ser reproduzida. Se por um lado esta estratégia mantém a funcionalidade e interface do original preservando a sua integridade, por outro lado exige espaço físico, com uma manutenção cara de equipamentos e programas já obsoletos; o acesso é restrito e só tem viabilidade a curto e médio prazo.
Armazenamento redundante é uma estratégia, em que os aquivos de imagens e metadados devem ser copiados para outras mídias (backup), e guardados em lugares diversos e em segurança. Este procedimento difere da estratégia de refrescamento.
O refrescamento é uma extensão do armazenamento redundante, porque ele faz cópias periódicas dos arquivos no mesmo formato, garantindo a manutenção da integridade física do suporte do objeto digital.
A migração é a atualização periódica dos arquivos, salvando-os em novos formatos, para que possam ser lidos em novos programas e plataformas computacionais. Em contrapartida, envolve a transformação e alteração nos dados originais. Esta transformação continuada pode gerar a perda da informação, a corrupção de arquivos (alteração irreversível do arquivo, impedindo o acesso) e, por fim, a perda de funcionalidade. Uma forma de amenizar este problema é a preservação tecnológica que envolve a preservação tecnológica completa do ambiente e equipamento necessário para acessar os arquivos no seu formato original, o que inclui sistemas operacionais, programas originais, equipamentos periféricos e etc. Esta estratégia demanda espaço físico e é dispendiosa, pois necessita de infra-estrutura técnica.
A emulação envolve uma abordagem alternativa, por meio de utilização de um programa que simula o ambiente original, de modo que arquivos antigos podem ser lidos corretamente considerando que os dados gravados estejam preservados. É uma prática comum em sistemas operacionais, em que ela mimetiza a plataforma e programas originais.
O encapsulamento reúne um objeto digital com todos os seus componentes necessários para permitir o acesso a esse objeto, como metadados, programas visualizadores e arquivos específicos. Assim, pretende superar a questão dos formatos de arquivos obsoletos, pela inclusão de detalhes de como interpretar a informação original e possivelmente recriar o trabalho original.
O controle de qualidade é a maneira ideal de se ter a manutenção pelo mesmo profissional e equipamento, mantendo uma padronização geral das estratégias de preservação.
CONCLUSÕES
Considerando a discussão feita sobre definições, propostas, exemplos e sugestões dos autores citados, é possível concluir, de uma forma provisória, que a preservação da arte digital abrange duas categorias básicas. A primeira é aquela em que a arte pode ser preservada empregando a tecnologia associada disponível, isto é, fazer uso de metadados, documentação, cópias redundantes, entre outras práticas de salvaguarda. A outra é a arte que apresenta envolvimento virtual do autor com o interlocutor, o que torna inviável a preservação por ser impossível, por exemplo, armazenar emoções, interferências do espectador, entre outras, que são ações de natureza evanescente. O que deve ser salvaguardado é o projeto inicial, suas possibilidades e a documentação de uma amostra da participação do público através de filmagem em vídeo de como se realiza essa interação do espectador com a obra e o resultado desta interação.
As medidas para realizar a melhor prevenção contra o desaparecimento da arte digital, devem ser tomadas de acordo com a tecnologia vigente na época. Cabe ao responsável pela obra e/ou acervo pesquisar qual é a melhor estratégia a ser seguida e o ônus que isso acarreta para a instituição que abriga o acervo. As estratégias e regras de preservação do patrimônio digital devem considerar a urgência, circunstâncias locais, meios disponíveis e projeções futuras.
Concluindo, a evolução digital é muito rápida e dispendiosa para as instituições governamentais e privadas na tarefa de desenvolver e manter atuais as estratégias adequadas para a obtenção e manutenção das informações usadas para preservação de acervos.
CUNHA,Jacqueline. A.; LIMA, Marcos Galindo, Preservação digital: o estado da arte (2007, 28 de outubro). VIII ENANCIB - Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, [en línea]. Bahia, Brasil: Recuperado em 23 de julho de 2009, de http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT2--043.pdf
DOWNLOADING PIXELS (2003). Rhizome [en línea]. Recuperado em 18 de janeiro de 2009, de http://rhizome.org/object.php?48619
FRACTAL-ART CONTESTS (2000). [en línea]. Recuperado em 13 de janeiro de 2009, de http://www.fractalartcontests.com/2000/en/entry-037-0.htm
GETTY CONSERVATION INSTITUTE (2005). J. Paul Getty Trust [en línea]. California, EUA. Recuperado em 20 de janeiro de 2009, de http://www.getty.edu/conservation/
INDEPENDENT MEDIA ARTS PRESERVATION, Inc. (IMAP).Preservation 101, [en línea]. Nova York: EUA. Recuperado em 20 de janeiro de 2009, de http://www.imappreserve.org/pres_101/index.html
LICHTY, Patrick, 2003, “Histórias de desaparecimento/desaparecimento de histórias. A efemeridade das mídias digitais como rastros da história.”, em Diana DOMINGUES (org.), Arte e Vida no Século XXI: tecnologia, ciência e criatividade, São Paulo: Ed. UNESP, pp. 305-317
MONTEIRO, Elizabeth C. C., 2008, Um Olhar Virtual na Preservação da Arte Digital. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Museologia) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
PARENTE, André, 1993, Imagem-Máquina: a era das tecnologias do virtual, Rio de Janeiro: Ed. 34
SAYÃO, Luiz Fernando, Preservação Digital: uma brevíssima introdução (2006 ). [en línea]. Rio de Janeiro, Brasil: Recuperado em 23 de maio de 2009, de http://libdigi.unicamp.br/document/?view=8398
UNESCO Carta sobre la preservación del patrimonio digital (2004). Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura [en línea]. Paris, França: Recuperado em 5 de janeiro de 2009, de http://portal.unesco.org/en/ev.php-URL_ID=17721&URL_DO=DO_PRINTPAGE&URL_SECTION=201.html
VENTURELLI, Suzete. Arte computacional e pesquisa (2007, 24 de setembro).16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas, [en línea]. Santa Catarina, Brasil: Recuperado em 5 de janeiro de 2009, de http://www.anpap.org.br/2007/artigos/172.pdf
SIGGRAPH 99, 1999 – Electronic Art and Animation Catalog; SIGGRAPH (Special Interest Group on Graphics and Interactive Techniques), New York, EUA: ED. Association for Computing Machinery (ACM). CD-ROM.
