O artigo mostra a polissemia do termo hacker, mostrando o embate travado entre a mídia, em geral, que associa o termo a ações criminosas, e a comunidade do software livre, que o diferencia do cracker, esse sim, um criminoso. A grande mídia ignora essas diferenças, assim como outras que a comunidade hacker criou, como os defacers, produzindo uma identidade hacker associada ao risco e ignorando a ênfase que a comunidade coloca na produção de conhecimento. De acordo com Foucault, vivemos numa sociedade atravessada por dispositivos de segurança, que utiliza a ideia de risco como uma estratégia para governar a população, induzindo cada um a tomar conta de si, minimizando seus próprios riscos. O risco é produzido , a partir de determinadas disposições materiais, e sua proliferação é notória na Contemporaneidade. Portanto, a produção dos hackers como criminosos pode ser compreendida dentro dessa racionalidade dos dispositivos de segurança.
Enviat el 16/11/2009 - 15:07 (GMT+1)
Assumpte: Ré: Embates de poder nas representações de Hacker
O texto é bem interessante. Para jogar um pouco de lenha nesta fogueira, eu me pergunto se realmente há uma cultura hacker ou grande parte disto é formado/divulgado pelos próprios interessados. É algo semelhante ao eterno dilema: as empresas que vendem softwares anti-vírus vivem em função das ameaças. Até que ponto elas mesmas não "oferecem" este tipo de ameaça?
Assumpte: Embates de poder nas representações de Hacker
IV Congreso de la CiberSociedad
España
Enviat el 12/11/2009 - 00:00 (GMT+1)