Na Grécia e na Roma Clássica os gramáticos analogistas defendiam a analogia como o único meio para formar palavras, se opunham aos anomalistas, que admitiam a possibilidade de possíveis anomalias e exceções. Nesta época, o orador já se destacava na sociedade pela sua formação educacional social e cultural, fundamentado nos valores morais e éticos, num complexo sistema de tradições e costumes. No decorrer do artigo realiza-se uma pequena analise histórica com o objetivo de demonstrar a evolução do pensamento humano até a conquista da Cidadania Pró-ativa e dos Direitos Humanos. No intuito de chamar a atenção para a questão de Gênero e a Inclusão Social num estado que procura superar as crises analógicas por meio do exercício democrático, pois quando as pessoas encontram-se despreparadas para viver e conviver atribuem sempre os problemas aos outros. O texto demonstra a evolução do pensamento humano, num raciocínio que parte de posicionamentos históricos extremos até chegar ao processo inclusivo no Estado Regulador. Mostrando a evolução de um novo paradigma, de uma nova forma de pensar, para que não existam mais vencedores, nem vencidos, mas relações humanas saudáveis, as quais devem ser alicerçadas no respeito e na solidariedade, nos elementos que favorecem o desenvolvimento de uma Cultura de Paz.
O mundo evolui a olhos vistos e as crises fazem parte do aprimoramento humano. Nesta perspectiva os desafios devem ser percebidos pelos cidadãos de forma salutar, pois contribuem para o desenvolvimento e a consolidação da sociedade do conhecimento. Instigam a pensar, a pesquisar, a trocar experiências, a estabelecer novas propostas socioeconômicas e educacionais para serem realizadas por meio da tecnologia, de forma alternativa e interativa no mundo digital. Para estreitar caminhos e aproximar as pessoas favorecendo o desenvolvimento de uma Educação Social de Qualidade, de modo que todos possam aprender a viver e a conviver com dignidade.
Sendo assim, retomar a história, educar-se é de fundamental importância para perceber a evolução do pensamento nos seres humanos e as suas manifestações comportamentais frente aos desafios na vida. Caso contrário imaginem! Como um sujeito vai lidar com as emoções e os sentimentos dos outros, sem um devido preparo? Como vai exercitar a cidadania pró-ativa com criatividade sem acesso aos saberes? Vai perceber os Direitos Humanos no processo inclusivo? Como vai se comportar quando tiver que respeitar uma mulher e a questão de gênero? E quando precisar repartir o seu tempo e o seu espaço social com os outros? Com certeza será um desastre! Devido à ausência de comunicação, e às falhas educacionais manifestas, pois estas pessoas geralmente costumam reivindicar sem co
Sendo assim, se questiona as crises analógicas são de ordem cultural ou trata-se apenas de transtornos de caráter? O problema está na pessoa ou no sistema que não foi capaz de oferecer condições educacionais para que estas tivessem a oportunidade de desenvolver-se como um Ser de forma integral, com acessibilidade na diversidade desenvolvendo a Cidadania Pró-ativa.
No decorrer do processo, percebe-se que pessoas inseguras, manifestam crises seguidamente. Apresentam um comportamento egocêntrico e irresponsável, demonstrando que a culpa e a responsabilidade pelo fracasso está sempre no outro, enquanto que as glórias e o sucesso a si competem. Manifestações típicas de um comportamento infantil que não comportam mais no processo de gestão pessoal e profissional no Estado Regulador, pois este exige acordos e parcerias devido a sua complexidade. Sendo que a regra fundamenta-se na flexibilidade para alcançar as metas e os objetivos propostos, princípios que requerem preparos para a convivência.
Atualmente, vive-se na complexidade do Estado Regulador, onde as informações, os conhecimentos e a criatividade tornam-se condições necessárias à vida humana. O mundo requer cada vez mais a interação das inteligências, a flexibilidade nos acordos e parcerias, o acesso à diversidade de idéias para a transformação social. A complexidade do sistema provoca ansiedade e as pessoas sentem medo de enfrentar os desafios do novo paradigma. Deste modo, se justifica a pequena analise histórica desenvolvida a seguir, no intuito de visualizar as crises analógicas e avaliar a sua dimensão na mudança de paradigma, para favorecer o desenvolvimento de uma Educação Social de qualidade, num sistema que oportunize aprender para conviver melhor.
A historia da Grécia e de Roma trazem inúmeras lições, fundamentais para o aprimoramento do processo inclusivo no Estado Regulador. Percebe-se que no fim da Republica, entre os anos 44 a.c. até aproximadamente 98 d.c. o Cidadão Romano colocava-se a disposição do ideal coletivo que consagrava o indivíduo ao Estado. A virtude romana se relacionava a moral e recorria a preceitos de sua lenda fundacional, revivendo o mito fundador. (CAMPOS, 2008). Na família a transmissão de valores cabia ao gênero feminino, a mãe se encarregava de formar a consciência na criança e ampará-la num sistema de valores com reflexos de um estilo de vida.
À medida que Roma realizava a sua expansão territorial econômica e cultural os romanos selecionaram alguns valores helenísticos e trouxeram para o contexto na sociedade. Deste modo a Aristocracia Romana adotou para seus filhos a Educação Grega e trouxe para suas famílias os escravos para ensinar as crianças as Artes e as Ciências. Assim, surgiram as Escolas Primarias no século VII – VI a.c. onde aprendiam a contar e a formação silábica das palavras. O Ensino Médio aparece no século III a.c. e nos tempos de Augusto estudam os poetas latinos. O Ensino Superior inicia-se em torno do século I a.c., e de forma dominante surge a retórica, que conduzia vida pratica e preparava os alunos apenas para a carreira das Leis. Frente a isto a educação foi contestada pela acumulação de regras, dando lugar ao ensino que aproximava à prática da vida. Deste modo a política passa a ser incluída na educação e discutida no Senado.
O Estado Romano não era um Estado territorial, mas as suas instituições e as magistraturas estavam adaptadas ao Governo da Cidade Antiga e não de um grande Império. Mesmo assim, a retórica latina permanecia “em contato muito estreito com a retórica grega” (MARROU, 1990, p.468), pois os Romanos conheciam a força poderosa e sedutora das palavras. Do Domínio Político de Roma sobre a Grécia e o oriente, emerge uma cultura híbrida, helenizada e de bilingüismo. Donde surge o ideal romano e o culto da humanitas pela assimilação de certos aspectos na cultura Grega que formaram [...] “as bases de uma estrutura original entre as duas culturas.” (CAMPOS, 2008, p.05) A idéia do humanistas prevalece e o homem adquire valores pela cultura, que o tornam profundamente homem e se perpetuam mesmo na expiração do ser.
Os Estóicos Gregos não se limitaram a formular uma física e uma ética. Desenvolveram uma Teoria do Conhecimento ligada à sensibilidade, onde esta seria absorvida pela razão e sistematizada pela inteligência. Cícero (51 a.C) em sua literatura eclética propõe a humanistas, como o acumulo dos saberes necessários à civilidade e o Perfectus Orator como requisitos a convivência. Características que tornam o homem digno e o transformam em humanus e politus. Educar os dirigentes no exercício do poder, mediante atividade oratória era o objetivo pragmático da retórica em Roma. Sendo assim, o pensamento de Cícero (106 a 43 a.c.) deixa claro a necessidade da formação humanista, a qual requer conhecer a dialética, a literatura, as ciências naturais, a astronomia, a religião, a antropologia, a sociologia, o direito, a historia universal para tornar-se um verdadeiro homem, capaz de participar na sociedade com justiça e responsabilidade social. Condições necessárias em qualquer tempo e espaço social para formar o Cidadão Pró-Ativo em condições de agir com criatividade numa sociedade que requer mudança de paradigma.
Nesta perspectiva, visualiza-se a educação como um processo constante de busca e aprimoramento na organização dos Estados e das Sociedades humanas. Nestes recortes históricos percebe-se que “a organização das sociedades humanas foi impregnada, a partir de meados do século XVII, pelo modelo de estado que alcançou seu apogeu no século XIX.” (SEITENFUS, 2008, p. 25) Apesar do declínio no século XXI ainda constitui-se como um modelo exclusivo de organização voltada aos seres humanos, envolta pela complexidade (MORIN, 2001) e pela diversidade. No intuito de superar as barreiras que envolvem os múltiplos aspectos e interesse, “os estados decidiram criar novas instituições decorrentes dos liames permanentes que surgem entre eles e que fossem capazes de levar adiante ações de interesse comum.” (SEITENFUS, 2008, p. 25) Um fenômeno que se encontra além do estado, pois até o surgimento das instituições internacionais, a comunidade de Direito Internacional apenas reunia as instituições nacionais.
A intensidade de conflitos estimulou os acordos internacionais que oportunizam as negociações bilaterais ou multilaterais estimulando os estados a dialogar e consulta-se para solucionar as crises e os problemas comuns. Neste contexto marcado pela complexidade e pela diversidade de interesses, os países e as instituições ampliam as possibilidades de aprendizagem, para que as pessoas adquiram informações, conhecimentos e obtenha os recursos necessários para educar-se, trabalhar com dignidade, produzir, ter saúde, uma vida longa e mais tranqüila.
O Sociólogo Domenico de Masi (2000) italiano da Universidade La Sapienza, de Roma, Presidente da Escola de Especialização em Ciências Organizativas, a S3 Studium, defende a idéia de que é chegado o momento de cultivarmos o Ócio Criativo para uma nova era, pois se percebe a necessidade de gerar educação, trabalho, ocupação e renda há todos. Esta utopia requer uma nova educação, divide o pensamento das pessoas e abre uma crise analógica sem precedentes.
Na sua concepção Masi (2000) posiciona as pessoas segundo a sua capacidade de acesso às informações e os classifica em analógicos e digitais. Para o autor, os analógicos vivem no passado e reagem de forma lenta e radical às novas tecnologias e processos, sendo naturalmente excluídos do sistema. Geralmente são pessoas despreparadas, com muito medo de adaptar-se aos novos tempos, a dinâmica alternativa e interativa no mundo do conhecimento e da era digital.
O mundo contemporâneo requer a união de forças da competição e da solidariedade em forma de cooperação (MULGAN, 2009). Exige a interação do local com o global e para isto requer um preparo educacional condizente, pessoas com habilidades e competências para atuar na era digital. Que manifestem inovadoras formas de pensar e agir, para desenvolver novos modelos de gestão pessoal e social. Pessoas capazes de interagir com uma grande quantidade de informações, conhecimentos concomitantemente, num processo de gestão compartilhada que devem ser processadas de modo célere. No intuito de incluir todas as pessoas ao sistema educacional e socioeconômico, nas redes digitais, minimizando os preconceitos e a violência ocasionada pela complexidade social, seja na questão de gênero, do trabalho ou outras.
Nesta perspectiva, formar profissionais independe do gênero, da cor, do credo e crença, consiste numa das tarefas mais desafiadoras da educação, pois envolve o respeito à diversidade de inteligências e pensamentos. A valorização do ser humano e das suas potencialidades, pois segundo Sternberg (1922) a inteligência manifesta-se pelo comportamento. Contemporaneamente contempladas na Teoria das Inteligências Múltiplas, nos estudos de Horward Gardner (1995). Deste modo é preciso pensar o processo sócio-educacional numa perspectiva inter, transdiciplinar e multidimensional, para organizar os interesses e os saberes numa gestão compartilhada, de forma lúdica, recreativa e sistematizada de acordo com as necessidades e potencialidades pessoais de modo a qualificá-las para superar as crises analógicas e cooperar socialmente.
No mundo, a globalização tem uma forte conotação comercial que “oportuniza também uma globalização da cultura”, afirma Rubin (2009) em seu artigo sobre a Complexidade Sociopolítica, pois a seu modo respeitam a diversidade e seguem coordenando a economia. Para compreender o problema é preciso retomar a evolução do Estado e o fenômeno da Globalização até chegar ao processo inclusivo no Estado Regulador. Numa breve retrospectiva, realizada por Araújo (2008, p. 107) onde aborda a Reforma Gerencial do Estado, se percebe que os Estados Ocidentais foram evoluindo ao longo dos tempos e classificam-se como a Estado Liberal, o Estado Social e o Estado Regulador em razão das reformas que ocorrem no contexto.
O quadro demonstra a evolução do pensamento humano e a contribuição do estado no desenvolvimento do processo inclusivo, na mudança de paradigma. No entanto, apesar das dificuldades que os paises têm enfrentado, “permanece uma expectativa por mudanças mais profundas que venham a incorporar grupos excluídos no processo decisório, de modo a ter suas demandas contempladas.” (SILVA, 2008, p. 291) Mudanças que instigam a formação do cidadão utilizando os novos saberes, métodos e técnicas educacionais com acessibilidade na diversidade, como estratégias para humanizar e emancipar as pessoas, incluindo-as no mundo social e digital.
Neste contexto, as Cidades devem ser Educativas, segundo a proposta de Faure (1974). Articuladoras e organizadoras dos tempos e dos espaços de ação, interação para a transformação. Unidades capazes de oferecer oportunidades as pessoas para melhorar o IDH - índice de desenvolvimento humano, minimizando as dificuldades na vida e na convivência, valorizando as potencialidades com educação, trabalho, ocupação e renda. Incentivando a liberdade de percepção e expressão, a criatividade, a capacidade de produzir, a dignidade pessoal, o respeito aos Direitos Humanos e o fim da guerra ideológica. No intuito de que as pessoas se melhorem como ser humano, num processo que requer mudança de paradigma do ensino à aprendizagem.
A Conferência de Paz colocou fim à Primeira Guerra Mundial em 28 de abril de 1919 criou a SDN – Sociedade das Nações ou a Liga das Nações e o processo inclusivo vem dar fim as ideologias, promovendo a equidade social. A SDN trata-se de uma associação inter-governamental, de caráter permanente baseada nos princípios da segurança coletiva, cooperação econômica social e humanitária, de igualdade entre os estado soberanos. Num trabalho pacifista que leva as pessoas a buscar cidadania à medida que adquirem direitos e participam. Sendo assim, contata-se que os estados devem ser coordenados por mecanismos que respeitem a ética planetária (MORIN, 2007) associando a teoria com a prática em todas as áreas e setores sociais.
Na Contemporaneidade, de acordo com as normas do Estado Regulador em que se vive há ideologia do Estado Social acabou. Afirma Mulgan (2009) o Socialismo ruiu e o Capitalismo é obrigado a dialogar para resolver as necessidades sociais, humanas e ecológicas num processo típico das sociedades democráticas. O mundo é do trabalho, pois foi transferida boa parte dos “[...] serviços públicos para a iniciativa privada, promovendo ainda, um forte poder de regulação e fiscalização sobre eles.” (ARAUJO, 2008, p.107) Nesta perspectiva, educar-se requer superar crises analógicas, ter acesso a informações e conhecimentos para inovar o social.
As Políticas Inclusivas desenvolvidas em caráter colaborativo buscam o consenso e ajudam a desenvolver um cidadão mais crítico, reflexivo, autônomo, com responsabilidade social. Capaz de agir e reagir com justiça e humanidade, colaborando na formulação de outras Políticas Públicas Inclusivas, num ciclo que promove alegria e bem estar social. Gerando oportunidades de educação, trabalho e renda aos excluídos, a Cientistas, Professores e outros evitando a fuga de cérebros, pois são pessoas essenciais para desenvolver o espírito solidário e inclusivo no país.
No Brasil, Paulo Freire (1983) visava uma educação transformadora, justa e igualitária, recheada de emoções e sentimentos. Numa prática que desse sentido a teoria, como se expressa "[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo" (FREIRE 1983, p.40). Sendo assim, a prática deve agir sobre o mundo para construir uma sociedade mais justa e igualitária. Sendo imprescindível Ter dentro de si a coragem para enfrentar as adversidades, acreditar na integridade, na beleza e no poder de transformação do Ser humano.
A Educação Transformadora é uma proposta ideal para superar as crises analógicas, pois induz a reflexão, a evolução. As pessoas “não se percebem, quase sempre, conhecendo, nas relações que estabelecem com o mundo e com os outros homens, ainda que um conhecimento ao nível da pura doxa” (FREIRE, 2005, p.56). Porem, a educação não se resume a opinião, a doxa, mas a reflexão sobre a existência, que se opõe à episteme, a ciência. Sendo a doxa o lugar do sensível, do engano e do engodo, da mera opinião, presa na ignorância pré-estabelecida, na metáfora da Caverna de Platão, que alinhava as crises analógicas, sem conhecer outras verdades.
Neste contexto, envolto pela complexidade surge uma nova modalidade educacional, voltada a Educação Inclusiva e a Educação Social que preconiza os quatro pilares básicos da Unesco: aprender a Conhecer, aprender a Fazer aprender a Interagir e aprender a Ser (Delors, 1998) como elementos fundamentais para que as pessoas aprendam a viver e a conviver com as diferenças com equidade no Estado Regulador. De modo que consigam desenvolver uma gestão pessoal, profissional e coletiva utilizando as habilidades e as competências para enfrentar os problemas educacionais e socioeconômicos, incluindo-se na escola e na sociedade como um todo.
No contexto, do Estado Regulador a globalização acarretou transformações políticas econômicas, sociais e tecnológicas no mundo no Século XX e com isto modificou a gestão nos países. A Constituição de 1988, legalmente deu inicio ao processo de redemocratização no país, e sinaliza para a descentralização, [...] “própria a um federalismo cooperativo e para a participação cidadã em relação à coisa pública” (FERNANDES, 2008, p. 41) visando o desenvolvimento do Brasil. Nesta perspectiva surgiu a idéia da inclusão escolar e social como um marco, para minimizar os efeitos meramente econômicos da globalização.
Sendo a Inclusão atualmente percebida como um processo de humanização, que valoriza o potencial das pessoas e dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Atua com base no respeito aos Direitos Humanos e nos princípios de solidariedade e igualdade para que se promova a equidade e a justiça social. Na maioria das escolas e instituições já se trabalha com Programas e Projetos que seguem a Filosofia Educacional recomendada pela UNESCO para o Século XXI, através da educação, da ciência e da cultura. Deste modo, a educação deve acontecer durante toda a vida e não apenas na escola, estendendo-se a todas as organizações para que favoreçam oportunidades de qualificação, humanização e emancipação as pessoas. No intuito de que todas as pessoas aprendam a lidar com as situações da vida e da convivência no processo inclusivo.
A educação na contemporaneidade é vista como um processo de humanização que vem adaptando-se ao novo paradigma que se instala no mundo, instigando as pessoas a aprender a aprender para lidar melhor com os desafios na vida no intuito de que se superarem numa perspectiva inclusiva. Para isto torna-se necessários que os Governos ajudem na implementação de uma Educação Social de Qualidade, para que as pessoas tenham estímulos, motivação e oportunidades de participar do sistema em igualdade de condições. De modo que consigam se perceber como seres humanos, resgatem a sua auto-estima, minimizando as diferenças.
A auto-desvalia faz a pessoa perder a crença em si própria, muitas vezes imposta pelo sistema, impedindo-as de aprender a aprender, de aprender a fazer, para conviver com dignidade. Para isto necessita-se de Políticas Inclusivas que favoreçam uma Educação Permanente e a criação da Profissão do Educador Social. Um profissional capaz de trabalhar com as diferenças na diversidade e instigar a inclusão escolar e social das pessoas que se encontram fora do sistema. No entanto, não basta apenas dar acesso ao aluno à escolarização é preciso escutá-lo, perceber quais são os seus interesses e os seus sonhos para realizar as adaptações condizentes. De modo que consigam desenvolver-se com desenvoltura, minimizando as dificuldades, aprimorando as potencialidades com saberes e técnicas que ampliem os seus horizontes pessoais e sociais. Combatendo o preconceito, a violência, a exclusão escolar e social que afeta a qualidade de vida.
Nesta perspectiva, se pretende levar as pessoas a refletir sobre as crises analógicas. A questionar os princípios e os valores para a construção de uma ética social, no intuito de que consigam alcançar os seus objetivos na vida. Deste modo constata-se que as crises analógicas, são de ordem cultural e requer muito trabalho para superá-las, pois implica na educação e na reeducação, na subjetividade humana e para isto necessita-se de dialogo, acordos e parceiras entre as pessoas, as instituições e os grupos sociais para que se desenvolva uma Cultura de Paz.
As crises analógicas levam a analisar a dimensão da crise social. Atualmente, as redes de informação tornaram pública a construção de uma gigantesca pirâmide financeira invertida dos PIBs mundiais, de cuja implosão resultou a crise fundamentada em velhas convicções. Assim, como em outros setores, deste modo conclui-se que as crises oportunizam evoluções sociais. O que nos deixa mais tranqüilos, pois instigam a pensar, a participar do processo democrático para promover mudanças e gerar oportunidades de educação, trabalho, ocupação e renda para todos.
A realidade no mundo, ainda retarda a implantação das Políticas Publicas Inclusivas para amenizar a recessão e estimular o desenvolvimento socioeconômico com equidade. No entanto percebe-se que os paises mais bem preparados educacionalmente reagem com mais facilidades as oscilações na vida. Enquanto que aqueles que vivem de modo arcaico, preso a velhas convicções tem mais dificuldade para superar os traumas e construir uma Cultura de Paz. Constata-se que a maioria das dificuldades se deve a falta de um preparo adequado ao cidadão, no intuito de que com autonomia, inteligência e criatividade superem as crises, pois estas fazem parte da vida. No Brasil, ainda falta acesso às tecnologias para que as pessoas percebam a importância da educação permanente para aprender a aprender. Sendo assim, reivindica-se uma Educação Social de Qualidade para que as pessoas resgatem a auto-estima e percebam a importância da participação do Ser Humano, como Cidadão Pró-ativo no desenvolvimento socioeconômico de um país.
