IV Congreso de la CiberSociedad 2009. Crisis analógica, futuro digital

Grupo de trabajo F-34: Jornalismo digital

Blogs entre o continuum e o degradê: um estudo de gêneros ciberjornalísticos e critérios de noticiabilidade

Ponente/s


Resumen

A Internet tem atraído cada vez mais a atenção de pesquisadores como um novo espaço social no qual são gestadas novas formas de comunicação e convivência. Os blogs seriam um dos mais recentes canais midiáticos no âmbito do ciberespaço. Diante disso, objetivou-se investigar os valores-notícias e critérios de noticiabilidade e a constituição de gêneros ciberjornalísticos que orientam a instauração de um possível novo formato noticioso nos blogs. Propôs-se, portanto, por meio de um estudo exploratório analisar os dados coletados durante uma semana em três blogs jornalísticos, voltados à editoria de política. Esta análise averiguou se o jornalismo praticado nesses blogs repete o mesmo padrão da grande mídia ou se o potencial multimidático destes canais altera os valores-notícias da chamada mídia de massa. Para isso foi investigado o âmbito dos gêneros e dos temas apresentados nos discursos das postagens e a estrutura dos blogs. Percebeu-se que nos blogs, o jornalista não tem receios de opinar. Aliás, sua opinião é essencial ao leitor, não precisa de filtros, contudo notícia, interpretação e opinião se completam ocorrendo o hibridismo de gêneros. No espaço dos blogs verificou-se a ruptura com a dualidade infrutífera, do informativo versus o opinativo, existem na verdade a preponderância do gênero comentário e as espécies argumentativas aliadas ao gênero relato noticioso narrativo. Nas postagens ocorre a chamada geometrização dos gêneros, ou seja, os gêneros ciberjornalísticos apresentam-se como modelos tridimensionais (hipertextuais) dentro de uma linguagem multimídia, sendo um gênero coletivo, que funciona como um pacto implícito entre um novo tipo de autor e um novo tipo de 'leitor imersivo'. O fato e o comentário do fato, juntos, são instigantes e se tornam mais atraentes porque não são apresentados a um receptor que irá assisti-los, mas compartilhados com sujeitos que querem polemizar. Também evidenciamos que por serem blogs hospedados em grandes portais com vínculos a conglomerados midiáticos, são ainda tolhidos nos temas e se vinculam aos valores-notícias da mídia tradicional e dialogam pouco com a blogosfera. Enfim, os blogs seriam o novo em curso, mas maquiado pelo vínculo ainda transitório, uma "maquiagem" continuum degradê que gera interfaces de acréscimos sucessivos de recursos e consequentes ressonâncias no formato de jornalismo consolidado. Assim, a investigação das práticas jornalísticas que se convergem ao ciberespaço leva, portanto, à discussão da materialidade das tecnologias da comunicação, cujo uso habitual e dependência profissional transformam constantemente o jornalismo e a sociedade.

Palavras-chave: Blogs. Cultura Digital. Novas Tecnologias da Comunicação.Gêneros Ciberjornalísticos.

Contenido de la comunicación

1- Origens da Blogosfera

“Os blogs são um meio originário da rede, possivelmente o primeiro meio nativo da web”. José Luis Orihuela, 2007.

Em abril de 2007 foi comemorada a primeira década da existência da chamada blogosfera. Esta comemoração é fundada no consenso de que no dia 1º de abril de 1997 Dave Winer publicou a primeira entrada do Script News1, o weblog mais antigo, que continua sendo atualizado até hoje. Em 17 de dezembro daquele mesmo ano Jorn Barger cunhou o termo weblog para designar seu próprio site. Hoje existem mais de 70 milhões destes sites pessoais, autogestados por seus autores – editores.

É possível estabelecer três momentos distintos da história dos weblogs, a partir de alguns marcos, que contribuíram para a maturação de tal canal.

No primeiro momento eram poucos os pioneiros, os quais se limitavam fazer de suas páginas pessoais, ambientes de discussão do próprio tema Internet, software livres e pequenos ‘furos’ noticiosos. Esta primeira época dos pioneiros chegou ao seu fim com a aparição das primeiras ferramentas gratuitas da rede, para edição e hospedagem de weblogs: Live Journal2 em março de 1999, Pitas3 em julho de 1999 e fundamentalmente Blogger4 no mês seguinte. Desde então o meio se tornou crescentemente popular e se estendeu para além do âmbito dos programadores e jornalistas, nascendo assim a blogosfera como comunidade.

O êxito de Blogger, que alcançou a cifra de 40.000 usuários em seus primeiros nove meses de funcionamento e que acabaria formando parte do vasto repertório de aquisições do Google em fevereiro de 2003, numa transação milionária, demonstra a intensificação e solidificação da grande comunidade até então embrionária.

Quando em outubro de 2005 a America on-line comprou a rede de weblogs comerciais Weblogs Inc por 25 milhões de dólares, indubitavelmente se abriu uma nova etapa na blogosfera, caracterizada pela paulatina profissionalização e comercialização do meio.

Num curto espaço de tempo, os blogs passaram de uma simples aplicação informática, a um importante dispositivo de comunicação. Conforme enfatizou Canavilhas (2005) tanto no ensino, na literatura, na ciência ou na política, o recurso aos blogs cresceu rapidamente devido à simultaneidade de duas características: baixo custo e facilidade de manuseamento.

A partir de 2003 e 2004 ocorre a incorporação dos blogs nos grandes portais dos jornais americanos e europeus e um pouco depois também no Brasil. Neste momento tais jornalistas criavam e mantinham os seus blogs seguindo mais a lógica da cultura do jornal impresso.

Neste sentido, os blogs seriam apenas uma maquilagem nova para uma velha idéia: a idéia de se fazer uma coluna de opinião. Logo, não eram espaços de conversação; não fugiam a princípio a lógica de comunicação unidirecional.

Nos EUA os primeiros blogs criados, tiveram como finalidade fazer um contraponto à grande mídia. Aqui no Brasil aconteceu diferente, os blogs surgiram como uma forma de autopromoção na medida que serviam como diários pessoais virtuais.Já em 2005 no Brasil a maior parte das edições on-line dos principais meios de comunicação tanto impresso como eletrônicos incorporaram blogs entre suas ofertas de conteúdos.

2- Bolgs e jornalismo

É tangível o fato que assistimos hoje a crescente apropriação deste cenário digital pela imprensa tradicional e pelo jornalismo que busca se modificar na tentativa de se adequar a esta nova realidade tecnológica. E os blogs são ‘meios originários da rede’ congruentes aos preceitos da prática jornalística, generalizando-se a esperança em torno do webjornalismo.

Os blogs como meio se diversificaram em uma ampla variedade de gêneros e de aplicações. Um ponto de convergência com o jornalismo está na possibilidade dos blogs, como os jornais serem formadores de empatia, o que possibilitam o agrupamento de leitores pela identificação com o veículo e temáticas tratadas. Outro ponto seria a liberdade de expressão que tanto a imprensa, quanto os blogs, reivindicam a característica de não serem dependentes de interesses alheios à sua própria constituição e à relação comunidade-autor fundamentam boa parte de sua existência, na possibilidade de exprimirem notícias e/ou pontos de vista sem censuras prévias de instituições superiores.

Os blogs seriam então um dos mais recentes canais midiáticos no âmbito da rede mundial dos computadores. Diante disso, objetiva-se investigar os valores-notícia que orientam a instauração de um possível novo formato noticioso jornalístico nos blogs verificando os gêneros ciberjornalísticos. Propôs-se, portanto, questionar se o jornalismo praticado nos blogs repete o mesmo padrão da grande mídia, ou se o potencial multimidático destes canais altera os valores-notícias para além do ocorrido na chamada mídia de massa. Seria o novo em curso ou o velho maquiado pela presença de recursos de personalização multimidiática? 

3- Blogs analisados

Foram analisados três blogs específicos, dois deles vinculados ao portal do Universo On-line (UOL)5 e Folha On-Line e um ao portal IG6. Respectivamente são eles:  

  • Blog de análise política de Fernando Rodrigues http://uolpolitica.blog.uol.com.br/ O Blog do Fernando Rodrigues, escrito desde 04 de setembro de 2005 se dedica quase que exclusivamente a discussão de assuntos políticos.
  • Blog da Folha On-line de política ‘Nos Bastidores do poder’ de Josias de Souza: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br “Nos bastidores do poder” é o blog escrito pelo jornalista Josias de Souza, desde o dia 15 de outubro de 2005, está vinculado aos serviços de conteúdo da Folha online e hospedado no portal UOL.  
  • Blog projeto.Br de Luis Nassif http://www.projetobr.com.br/web/blog/5 O Blog de Luís Nassif está hospedado no portal IG desde outubro de 2006, mas antes disso ele era hospedado no portal UOL, onde começou a ser escrito em maio de 2006.

Tratam-se de três blogs noticiosos e de opinião de temática política. O período cronológico escolhido aleatoriamente como amostragem de análise foi a semana iniciada no dia 15 de julho de 2007 (domingo) e terminada no dia 21 de julho de 2007 (sábado).

4- Classificação e análise estrutural dos blogs analisados

Os três blogs podem ser considerados individuais, apesar de em alguns casos os blogueiros postarem conteúdos de colaboradores, como no caso de Luís Nassif, que dá visibilidade para posts assinados por colaboradores que pertencem a comunidade de leitores da rede social do seu blog; os blogs são temáticos, por tratarem, salvo raras exceções, de um assunto em particular, a política. Pela classificação de Recuero (2003), os blogs aqui analisados são tidos como publicações, já que se dedicam á publicação de conteúdos jornalísticos.

O fato dos três blogs em análise estarem vinculados a conglomerados midiáticos tradicionais no âmbito dos portais virtuais brasileiros, suscita pensar sobre os constrangimentos organizacionais exercidos pelas supostas linhas editorias de tais empresas sobre a suposta liberdade de narrativa dos blogueiros. Tais blogs exemplificam que de fato tal conjectura pode ter sua influência na medida em que as notícias também registram os constrangimentos e limites organizacionais sobre os quais os jornalistas labutam.

A análise das estruturas dos blogs procurou por meio de dois formulários iniciais, um voltado à parte gráfica e outro a estrutural, conhecer todas as possibilidades que podem auxiliar ou prejudicar a interatividade e navegabilidade dos usuários além da organização espacial das páginas. Formulários estes baseados na metodologia proposta por Araújo, Penteado e Santos (2007).

O formulário estrutural constava de 16 itens que verificavam a existência dos dispositivos e opções: (1)Janelas pop up- pequenas janelas que se abrem na tela sem a intervenção do usuário; (2) Link externos- indicação de caminhos que remetem a outras páginas da Internet; (3) Links internos- indicação de caminhos para outras postagens dentro da própria página ou blog; (4) Feeds RSS- mecanismo que permite o envio de conteúdo de uma página da Internet a um dispositvo móvel como um telefone celular; (5) Blogroll- lista de páginas e blogs indicados pelo blogueiro; (6) Publicidade interna do portal de hospedagem; (7) Publicidade externa ao portal de hospedagem; (8) Arquivo; (9) Mecanismo de busca interna; (10) Sub-páginas; (11) Perfil dos blogueiros; (12) Podcast; (13) Enquetes; (14) Multimídia; (15) Seções especiais; (16) Outros.

I- Blog do Fernando Rodrigues

O blog do Fernando Rodrigues é um blog dominado pelo textual, ou seja, não existe a utilização de imagens, vídeos e outros recursos multimidiáticos. Suas postagens priorizam o texto, e ultrapassam cinco postagens por dia. Ele costuma fazer um panorama política semanal todas as segundas-feiras, chamando estes posts de ‘Drive político da semana’, no qual elenca todos os fatos importantes esperados na semana, o que se relaciona basicamente a agenda do presidente, votações no senado e câmara e outros assuntos de notabilidade e atualidade.

Os posts ficam distribuídos de forma que se agrupam semana a semana, ou seja, no fim da semana você pode encontrar visualizado na mesma página todas postagens daquela semana em forma decrescente de dia.

Hiperlinks. A navegação por links é realizada por meio de links internos colocados, ora no corpo do texto das postagens, ora abaixo dos textos. Estes links são internos quando numa freqüência razoável Fernando Rodrigues se dispõe de links para ligar suas postagens no blog a textos de temática semelhante de sua autoria publicados em sua coluna e em artigos no jornal Folha de S. Paulo disponibilizados somente para assinantes do jornal ou do provedor UOL, ou seja, são complementações de acesso restrito. Já os links externos são alocados em distintas ocasiões, ou se tratam de links a vídeos (Youtube, Bandnews), ou remetem às páginas de veículos de comunicação cujas notícias originais foram comentadas no blog ou são links a sites que se relacionam ao tema da publicação, como por exemplo uma postagem relacionada ao acidente aéreo com o avião da TAM, num dos posts existe um link para um site que fornece uma explicação didática de como o sistema de freios aerodinâmicos e os reversores de um avião funcionam. Um outro tipo de link se relaciona a documentos ou notas oficiais do governo por ventura também citados.

RSS. Permite suporte ao sistema de RSS e remete a uma página no site do portal no qual é possível realizar a inscrição para o recebimento das atualizações do blog, como também para um sistema de recebimento de notícias do blog em aparelhos de telefone móvel.

Blogroll. Uma das características marcantes dos blogs é a existência de uma seção onde os blogueiros indicam sites, por meio de links, principalmente, e através dos quais se forma geralmente uma rede de blogueiros conhecida como Webring (Recuero).

O blog de Fernando Rodrigues foge a esta regra, na medida em que não oferece links para blogs; os únicos links listados oferecidos são para sites: do orçamento da União; Política brasileira em inglês e o próprio portal UOL.

Publicidade. No blog consta tanto publicidade interna do próprio portal quanto publicidade externa. A publicidade externa se localiza na parte superior da página, num banner dinâmico e num outro banner fixo localizado ao lado direito, nomeado de “UOL links patrocinados”. Já a publicidade interna se localiza numa barra fixa padronizada com serviços do portal UOL abaixo do banner dinâmico de publicidade externa.

Arquivo e Mecanismo de busca interna. O blog fornece uma opção de busca interna no blog, o que facilita a navegabilidade, como também um mecanismo de buscas especiais no portal UOL, como também a seção Folha Integral, onde assinantes podem buscar e ler matérias específicas deste jornal em sua versão on-line. O sistema de arquivos possibilita o acesso a todo conteúdo publicado no blog desde sua criação, através da seção histórico.

Perfil do blogueiro- Localizado na parte superior direita de forma vertical em formato de coluna, escrito em terceira pessoa Fernando Rodrigues apresenta resumidamente sua biografia acadêmica e profissional.

Enquetes- Apesar do blog ter sido paralisado temporariamente, a prática das enquetes é bem comum, semanalmente os leitores são convidados a votar em enquetes dirigidas com alternativas sobre temas relevantes e atuais.

II- Blog do Josias de Souza

O blog “Nos bastidores do poder” possui uma interface simples como a maioria dos blogs de política, não se utiliza de recursos de pop up, e explora de maneira intensa o uso de imagens, ilustrações, cartuns e vídeos em suas postagens e possui um ritmo de atualização constante, mesmo durante a madrugada é possível verificar atualização, já que as postagens são assinadas também pelo horário, o que nos leva crer que ele faça uso de uma equipe de colaboradores.

Hiperlinks. A política de links do blog “Nos bastidores do Poder” faz com que tanto as ligações internas e externas se localizem dentro do corpo das postagens.

Os links externos mais comuns apontam para sites de notícias e informação, principalmente Globo.com, Folha de S. Paulo, G1 e outros sites de mídias tradicionais.

RSS. O blog utiliza tecnologia XML (Extensibile Markup Language) para a publicação de conteúdos em outros sites. Diferentemente de outros blogs e sites que disponibilizam esse serviço, no blog

Blogroll. Da mesma forma como as outras partes, o blogroll do Nos bastidores do poder também não é dos maiores. Conta com 12 endereços de blogs todos eles ligados à Folha de S. Paulo e hospedados no portal UOL.

Demonstra um certo corporativismo e a ausência da participação do autor na criação do blogroll. Em seu blogroll Josias de Souza fica preso dentro da estrutura corporativa da Folha de S. Paulo e do UOL. É um dos aspectos considerados na classificação do blog do Josias como um blog de portal.

Nesse sentido, o blogroll perde suas duas principais funções: a primeira, de mostrar as indicações feitas pelo autor da página, seus gostos e preferências, revelando assim, parte da identidade do autor; a segunda é a de demosntrar as redes sociais estabelecidas a partir do blog. É fato que Josias de Souza pode co-relacionar-se com seus colegas da Folha de S. Paulo e trocar informações entre os blogs, contudo, é praticamente impossível acreditar que o jornalista não mantenha contato com outros blogs, sites.

Existe em uma área separada, logo acima do blogroll, quatro links que direcionam o usuário para as páginas da Folha de S. Paulo, do portal UOL, do portal BOL e da organização não-governamental Transparência Brasil. Mais um indício da formação de uma rede interna concernente à Folha e à sua parceria com o UOL.

Publicidade. Esse é um fato circunscrito a uma barra fixa do portal UOL localizada na parte superior do blog e logo abaixo um chapéu que se acessado encaminha para a página da versão on-line da Folha de S. Paulo. Existe também um banner na vertical do lado direito com a publicidade de livros da chamada livraria da Folha, com livros relacionados a temática do blog, ou seja, livros em sua totalidade sobre política e jornalismo.

Logo abaixo do blogroll, existe ainda um pequeno link do UOL Blog, site de produção, gerenciamento e hospedagem de blogs do portal UOL.

Arquivo. O arquivo de “Nos bastidores da política”, localizado na parte inferior da coluna direita da página, é organizado na maneira encontrada mais freqüentemente na blogosfera. Existe uma lista de links que compreendem o período das postagens de uma semana, independente do número de postagens envolvidas, partindo do dia inicial do blog- dia 15 de outubro de 2005.

Mecanismo de busca. O mecanismo interno de busca está localizado na parte superior da coluna direita e é alimentado pelo mecanismo de busca do portal UOL, o UOL Busca, o que possibilita a busca externa de um determinado conteúdo.

Perfil. O perfil do jornalista Josias de Souza é acessado no topo da coluna esquerda do blog e redireciona para uma página que descreve sucintamente a carreira do Professional na Folha de S. Paulo, a publicação de seu livro e o laureamento com o Prêmio Esso de jornalismo em 2001.Acompanha foto e endereço eletrônico de contato do blogueiro.

Enquete. Diferente do Blog do Fernando Rodrigues, Josias de Souza não veicula enquetes em sua página. A interação com os usuários/leitores é feita somente por meio da publicação dos comentários enviados.

Recursos Multimidiáticos. O blog do Josias traz imagens de três tipos, fotografias, ilustrações e gráficos. Diariamente há uma charge ou ilustração assinadas pelo desenhista Arnaldo Angeli Filho. Sem uma periodicidade definida são utilizados também GIFS animados (arquivos de imagem .gif).

Também há utilização de vídeos do site Youtube ou vídeos da própria central de vídeos do portal UOL.

Seções especiais. Na seção “Colunas”, de periodicidade semanal, Josias de Souza publica seus textos mais longos e densos.

“Folha on-line em cima da hora” é um canal das notícias mais recentes veiculadas na página da Folha de S. Paulo disponibilizada no blog. As cinco últimas notícias são apresentadas como links na página inicial do blog, na parte inferior da coluna direita. Há ainda um link que remete ao plantão de notícias da Folha on-line.

III- Blog do Luís Nassif

O blog de Luís Nassif possui uma simples interface também, o blog foi iniciado no portal UOL, mas migrou para o portal IG levando consigo inclusive a mesma interface e aparência gráfica e visual.

Seções especiais e sub-páginas. Um dado diferenciado dos outros dois blogs anteriores analisados é que em seu blog Luis Nassif apresenta quatro abas de acesso aos posts, ou seja, na página principal do blog existem quatro possibilidades de abas transitórias que funcionam como sub-páginas de acordo com a temática, além da aba principal do blog, existe uma outra denominada “Jornalismo” na qual são publicadas matérias e textos longos, com lead e pirâmide invertida, um detalhe diferenciador destas seções é que nestes textos não existem a possibilidade de comentários por parte dos leitores, uma outra seção denominada “Crônicas” de atualização menos contínua, apresenta a possibilidade de comentários por parte dos leitores e os textos são escritos em tom de narrativa pessoal e quase sempre na primeira pessoa; na última das seções “Economia”. Nassif prioriza o caráter informativo sobre a política econômica, no qual se utiliza do estilo híbrido, informa opinando sobre tópicos da agenda política econômica do país.

Estas outras abas acessórias são atualizadas de acordo com as temáticas específicas e com menos intensidade que a aba Blog, na qual a atualização é diária, inclusive aos fins de semana, e por mais de uma vez ao dia, sendo esta aba também a que recebe o maior número de comentários e feedback por parte dos leitores.

Hiperlinks. O blog de Luís Nassif não apresenta em sua totalidade na amostra em questão o uso de nenhum recurso de links e hipertexto, o que nos remete a pensar que ele traz consigo o hábito de não possibilidade de elencar elementos diferenciados de pensar a estrutura do texto no âmbito on-line, realizando no blog a mesma forma de escrever no impresso. Apenas mais recentemente é possível encontrar a presença de links externos de busca de complementação de temáticas tratadas.

Blogroll. Seguindo novamente contrário a corrente de uso das potencialidades do canal em questão e do webjornalismo, Nassif não interliga seu blog a outros blogs, na medida em que não lista outros blogs. As únicas referências de links externos são os sites do Projeto Brasil, Dinheiro Vivo, Verso e prosa e Comunidade do Blog. Todos links que estão diretamente relacionados ao blog em si.

A Comunidade do Blog é uma comunidade formada por 625 leitores (até o dia da análise), na qual cada um possui seu perfil, com fotos e descrições pessoais, ali se fecundam debates e colaborações que resultam às vezes até em postagens nas distintas seções do blog. Esta comunidade é acessada pelo blog através de um ícone, no qual após ser clicado leva o leitor para uma outra página, repleta de mecanismo de interação entre os leitores de tal blog, mas para usufruir dos serviços de tal comunidade virtual é preciso efetuar um cadastro prévio.

RSS. O blog se utiliza da mesma tecnologia XML (Extensibile Markup Language) adotada pelo blog de Josias de Souza.

Publicidade. O blog de Luis Nassif não utiliza os recursos de pop up e as únicas publicidades existentes se referem propriamente ao portal ao qual o blog se vincula. Logo acima existe uma barra fixa com ícones dos serviços oferecidos pelo portal IG, como por exemplo e-mail e mecanismo de busca externo. Logo abaixo do lado esquerdo, também existe um ícone do BLIG o serviço do IG de hospedagem gratuita de blogs, para o qual ser usufruído basta apenas o usuário apenas efetuar cadastro no portal IG, criando sua conta de e-mail “@ig.com.br”.

Arquivo e Mecanismo de busca. O blog disponibiliza todo o histórico de postagens mesmo os da época em que o blog era hospedado no portal UOL. Além disso permite a busca de postagens através de 21 categorias temáticas além de um buscador interno localizado na parte superior esquerda do blog.

Perfil. Do lado esquerdo e de forma vertical, Luís Nassif sucintamente se apresenta como o introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Junto ao perfil encontra-se uma foto sua juntamente com listagem de prêmios já recebidos.

Enquete. Não há a existência de enquetes no blog da mesma forma que o blog Josias de Souza, este recurso não é utilizado como meio de interação.

Recursos Multimidiáticos. O blog se utiliza raramente de ilustrações e tampouco de vídeos. Em raros momentos existe o uso de vídeos, mas quase sempre são vídeos que ilustram alguma postagem, ou links de vídeos enviados pela comunidade de leitores, vídeos estes de origem no site Youtube.

Nesta primeira etapa da análise é possível verificar o modo similar na maneira de uso nos três blogs, sobretudo a resistência em fazer uso de outros recursos que possibilitariam uma ampliação e reconfiguração da caracterização do fazer notícia (newsmaking) no âmbito do webjornalismo. Caberia refletir e questionar. Se isto poderia residir em traços marcantes da plêiade de jornalistas formados pelo contexto editorial impresso e eletrônico?Da qual lhes esperam a tal suposta objetividade clássica de informar? O que de fato fica claro é que valores - notícias comuns são comungados pelos três blogueiros em questão e que seus critérios de noticiabilidade tornam análogas a forma de construir as postagens nos blogs.

5- Dicotomia informação x opinião

O clássico binômio “gêneros informativos/opinativos”, de inspiração anglo-saxônica vê-se, cada dia mais, em crise. Para Chaparro, trata-se, na verdade, de um falso paradigma, “já que o jornalismo não se divide, mas se constrói com informações e opiniões”.(Chaparro, 2008).

Para ele em face da dinâmica e do grau de complicação das interações que o jornalismo viabiliza no mundo atual, já não é possível explicar e entender a ação discursiva do jornalismo pela dicotomia Opinião X Informação. Qualquer leitura de jornal ou revista de grande circulação deixa evidente que as fronteiras entre Opinião e Informação são destruídas pela inevitabilidade da valoração jornalística, por sua vez influenciada pela interferência interessada e legítima dos vários sujeitos do processo.

Informação e Opinião estão inevitavelmente associados em qualquer texto jornalístico, até porque não existe texto dissociado da ação de pensar. E assim como nas artes do narrar, são os critérios subjetivos (ou seja, as idéias) que determinam escolhas e hierarquias dos fatos, nos textos da argumentação o que dá clareza às idéias é a contundência dos fatos.(CHAPARRO, 2008: 162).

Dessa maneira o paradigma Opinião X Informação tem condicionado e balizado, há décadas, a discussão sobre gêneros jornalísticos, impondo-se como critério classificatório e modelo de análise para a maioria dos autores que tratam do assunto.

Em decorrência, Chaparro propõe dois gêneros jornalísticos: o gênero do comentário e o gênero do relato. E circunscreve que cada um deles se organiza em dois agrupamentos de espécies: nas formas do gênero comentário teríamos as Espécies Argumentativas e as Espécies Gráficos- Artísticas, e nas formas do gênero relato teríamos as Espécies Narrativas e as Espécies Práticas.

Nos blogs analisados teríamos configurado o hibridismo explícito de informação com opinião, num contexto de configuração de novos gêneros ciberjornalísticos, com a predominância do gênero relato e do gênero comentário, sendo as espécies argumentativas as que predominam diante de notícias que repetem valores notícias tradicionais do jornalismo praticados nas mídias tradicionais de massa. Sendo que as notícias analisadas nos blogs seguem qualidades apontadas por Traquina como qualidades duradouras das notícias que tendem a ser perpassadas pelo(a): extraordinário, insólito, atual, figura proeminente, ilegal, guerras, calamidade e morte.

Nos blogs em questão vemos se repetir na amostragem os valores-notícia de seleção comuns no jornalismo praticado na mídia impressa, como: morte, notabilidade, novidade, relevância, proximidade e notoriedade.

Portanto, a emergência dos blogs representa o continuum, mas aponta para alterações em degradê na medida em que nos blogs se usam como critério a verificação de abrangência do tema, quando vemos, por exemplo, que o mesmo tema é publicado tanto no impresso quanto no blog, mas o tratamento dado é diferente no que se refere ao aprofundamento possibilitado pelo não limite de espaço que os blogs têm a seu favor. Mas não é o que de fato se verifica nos blogs analisados no que se refere ao tratamento da extensão das notícias, nem sempre o aprofundamento se dá no plano de aumento de caracteres, mas sim pela forma de hiperlinks ou às vezes este aprofundamento proclamado nem ocorre de fato, no blog encontra-se apenas a repetição de informações publicadas no jornal, variando apenas a forma da escrita.

Para melhor ilustrar isso, apresento um exemplo. No dia 1º de Agosto de 2007, Fernando Rodrigues trata do mesmo tema, tanto em sua coluna no Jornal Folha de S. Paulo, quanto em seu blog no Portal UOL. O tema tratado é o acidente com o avião da TAM ocorrido no dia 17 de julho de 2007 em São Paulo.

Imagem 1- Trecho da Coluna de Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo no dia 01/08/2007. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0108200701.htm

Em sua coluna na Folha de S. Paulo, ele trata do assunto no estilo clássico se utilizando do lead e pirâmide invertida na estruturação do texto, como é possível visualizar na imagem anterior. Em sua coluna ele elabora um relato com 5.718 caracteres, 956 palavras e 86 linhas e o texto é construído de forma direta e objetiva sem questionamentos reflexivos, seguindo uma lógica pretendida de objetividade narrativa.

Já em seu blog ele traz uma postagem de mesmo tema, contendo 3.078 caracteres, 505 palavras e 60 linhas.

Imagem 2- Postagem no Blog de Fernando Rodrigues no dia 01/08/2007 (Parte inicial). Fonte: http://uolpolitica.blog.uol.com.br

Em termos de extensão ele é mais sintético do que no jornal, mas em termos de aprofundamento, no blog ele traz duas referências através de links complementares, um deles ao texto de sua própria coluna através de link direcionando o leitor para a versão on-line do texto publicado no jornal impresso; e outro link a uma reportagem complementar, de outra autoria, sobre o assunto do acidente em questão. Mas vale salientar que tal possibilidade de complementação não é para todo o público leitor do blog, este recurso restrito é disponível apenas para os assinantes do portal UOL ou Folha de S. Paulo.

Os blogs podem ser este espaço transformativo e mais reflexivo, mas percebemos que tudo isso ainda é sinalizado de forma incipiente, num contexto no qual não há uma suposta ruptura e sim reacomodações de modelos, valores em readequações que vão dando espaço a uso de algumas ferramentas que paulatinamente reconfiguram tais interfaces, dentro de uma interseção híbrida expressa entre a lógica do continuum e o degradê.

6- Os gêneros ciberjornalísticos

Para alargar o debate, Bertocchi (2006) faz três apontamentos classificatórios interessantes, no que se refere as mudanças em curso e constituição de novas características ciberjornalísticas:

Sui generis – Na qual que os formatos do ciberjornalismo tendem a ser formar a partir dos modelos do jornalismo impresso, num primeiro momento. Isso acontece porque o jornalismo nasce vinculado ao meio papel e é no jornalismo impresso que existem as referências teóricas e práticas mais consolidadas. O meio digital provoca o surgimento de espécies sui generis, como, por exemplo, os infográficos interativos.

Geometrização dos gêneros – A idéia de que os gêneros de texto ciberjornalístico, à diferença dos tipos clássicos, apresentam-se como modelos tridimensionais (hipertextuais) dentro de uma linguagem (multimídia). Há mais de quinze anos – no meio digital o sistema de escritura é “geometrizado”: escrevemos e lemos não sobre o plano de uma página, mas sobre as faces de um cubo.

Gêneros coletivos – Os gêneros do ciberjornalismo tendem a funcionar como um pacto implícito entre um novo tipo de autor e um novo tipo de leitor: não mais o leitor contemplativo da idade pré-industrial, nem o leitor de jornais, filho da Revolução Industrial, mas, na denominação de SANTAELLA (2005, p. 19), o ‘leitor imersivo’, aquele que entra nos espaços incorpóreos da virtualidade.

Nos blogs analisados percebemos que o jornalista não tem medo de opinar. Aliás, sua opinião é essencial ao leitor, não precisa de disfarces, de filtros. Ela não representa um empecilho, um deslize ou uma falta, embora em alguns momentos nas postagens vimos que ela ainda precise constituir um gênero estanque ao informativo, mas notícia, interpretação e opinião se completam. Mas cabe relembrar, conforme (MELO, 1994) que as raízes disso remontam historicamente ao fato de que o jornalismo utilizou a separação dos gêneros para aparentar credibilidade, pois mesmo usual, tal hibridismo dos gêneros era visto como uma falha técnica e ética muitas vezes grave .

Esse hibridismo talvez constitua o elemento mais forte para a constituição de uma comunidade de leitores ou comunidade virtual, para a atuação dos blogs como potencializadores de uma esfera pública. O fato e o comentário do fato, juntos, são instigantes e se tornam mais atraentes, porque não são apresentados a um receptor que irá assisti-los, mas compartilhados com sujeitos que querem polemizar.

Desse modo, a blogosfera se auto proclama ser um ambiente desvinculado dos interesses ideológicos de uma empresa jornalística, dando a um jornalista a possibilidade de elaborar suas próprias pautas e escrever sem preocupações com leads e pirâmides invertidas, mas é claro que isso pode ser questionável na medida em que tais blogs analisados nesta pesquisa estão vinculados a grandes conglomerados midiáticos.

Isso tem ligação direta ao fato consumado de que recentemente todos os portais e sites de jornais recorreram ao uso de blogs, essa ferramenta tão em voga ultimamente. Mas um dado interessante é que percebemos que a tal suposta falta de vínculo ideológico barra no fato de que os blogs hospedados em portais não conversam efetivamente com outros blogs, uma vez que quase sempre apenas ‘linkam’ notícias publicadas no próprio portal que lhes oferece suporte, numa tentativa de talvez não dispersar o leitor para longe do âmbito do portal, que ainda mede sua eficiência em termos de audiência, sendo isso o que gera suas receitas, e os blogs ai são apenas mais um produto oferecido dentro dos conteúdos destes portais.

Não interagem efetivamente com a blogosfera, assemelhando-se mais a colunas tradicionais meramente travestidas de blogs. Além disso, são tolhidos no tema dos posts, muito vinculados aos valores-notícias da mídia tradicional. Ainda ladeando sobre as diferenças entre blogueiros e colunistas de jornais, eis uma diferença fundamental: nos blogs, a repercussão de um texto surge pouquíssimo tempo após sua publicação, e vêm na forma de comentários e e-mails recebidos. E foi possível perceber que os blogueiros interagem com seus leitores, escrevem posts a partir dos feedbacks recebidos, deixam comentários nos blogs daqueles que visitaram sua página. O tempo de resposta de um colunista de jornal obviamente é muito mais limitado pelas restrições impostas pelo veículo em que escreve. Sendo assim, os blogs são frutos de uma sociedade proclamada pós-moderna na qual predomina a ideia do ‘aqui e agora’, que movimenta uma imensa máquina produtiva de informação.

7- Considerações Finais

Por ser parte integrante da cibercultura, o blog, enquanto ferramenta jornalística, busca transformar paulatinamente a padronização da informação pelos veículos de comunicação de massa tradicionais e se afirmar como uma alternativa de expansão das informações diante destes impérios midiáticos na medida em que potencializam o caráter conversacional e participativo do público ‘leitor’ e este caráter conversacional e interativo foi nitidamente percebido nos blogs analisados.

Assim, a investigação das práticas jornalísticas que se convergem ao ciberespaço leva, portanto, à discussão da materialidade das tecnologias da comunicação, cujo uso habitual e dependência profissional transformam constantemente o jornalismo. Cada nova alternativa de comunicação constitui elemento vital no funcionamento e rotina jornalística, e sua incorporação como instrumento do ofício tem conseqüências substantivas sobre o modo de produzir as notícias.

A estrutura da comunicação em rede que a caracteriza traz diferenças fundamentais para cada elemento do processo comunicativo. Trata-se de emissão dispersa, fundamentalmente não-hierárquica, em que emissores alternativos e atores políticos marginais podem tentar produzir eventos noticiáveis, procurando atrair a atenção do público. Seu uso como fonte torna a rede um novo campo de disputa política; na internet, os recursos necessários para publicar são significativamente menores do que em qualquer outro meio de comunicação anterior, com possibilidades inéditas de interação e participação.

Na busca em tentar responder aquela questão inicial, poderíamos dizer que seria o novo em curso mas maquiado pelo vínculo ainda transitório, uma “maquiagem” continuum degradê,que gera interfaces de acréscimos sucessivos de recursos e consequentes ressonâncias no formato do jornalismo consolidado.

Contudo, não se faz aqui uma defesa dos blogs, mas o importante é enaltecer que transformações estão em curso, e alguns estudos de caso, contribuem para tirar a discussão da projeção aparente de previsões analíticas que não estão baseadas na análise exploratória do real. Tentamos aqui aliar tais discussões a análise representativa num cenário micro de três blogs, dentro de um universo múltiplo e plural que é a blogosfera.

 

NOTAS:

Bibliografía/Referencias


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