IV Congreso de la CiberSociedad 2009. Crisis analógica, futuro digital

Grupo de trabajo B-9: Internet, tecnologias digitais e estilos de vida

Da invisibilidade do telefone à superexposição da internet: o estilo comunicacional das adolescentes nos séculos XX e XXI

Ponente/s


Resumen

Este artigo tem o objetivo de iniciar a discussão sobre os aspectos imagéticos da comunicação via web no universo adolescente feminino, e a diferença entre este novo tipo de comunicação mediada e a forma anterior: via telefone. Atualmente, verifica-se que a imagem pessoal espetacularizada disponível nos sites de relacionamento, trabalha a favor da sociabilização e da intensificação das amizades adolescentes. Com a web 2.0, a invisibilidade do telefone foi suplantada pela extra-visibilidade e pela superexposição do corpo.

Contenido de la comunicación

1. Introdução: Adolescentes e sociabilidade

A adolescência é um tema que vem ganhando força nos estudos sociológicos desde a segunda metade do século XX, paralelamente ao esforço da mídia de massa em transformar esse período de vida num importante mercado consumidor. Como esta área de investigação científica está em pleno crescimento, faz-se necessário o desenvolvimento de estudos dirigidos especificamente para as questões comunicacionais da juventude, e o papel das mídias como intermediadoras da socialização.

Mas quais são as particularidades da adolescência em relação às outras fases da vida, que fazem com que esse nicho receba maior atenção no que diz respeito à sociabilidade mediada?

Em linhas gerais, a partir dos textos clássicos sobre os adolescentes, vemos que essa fase é um período de:

1. Transição (Bourdieu, 1983): é a fase das mudanças, ou seja, de um indivíduo em busca de uma identidade e uma reorganização do mundo interno;

2. Onde as vivências e as experiências se intensificam (Morin, 1997): é o momento de novas descobertas, e da criação de um arcabouço cultural que suporte o desenvolvimento da identidade;

3. Com a forte necessidade de pertencimento/belonging (Bauman, 2001): quando a filiação em um grupo é a prova e o atestado de que o comportamento do indivíduo está de acordo com seus semelhantes.

O enfoque deste artigo reside na verificação de um certo deslocamento dos conceitos tradicionais de sociabilidade, desde o advento da comunicação mediada, quando a partir do século XX não vemos mais apenas as formações tradicionais de comunidades como é o caso da escola, do bairro e dos clubes, mas também as novas formas tecnológicas de comunicação, com a influência do telefone fixo até os anos 90 e agora, no início do século XXI, com as comunidades virtuais, como é o caso do Facebook, Orkut, MSN e tantas outras delas, que têm o intuito de intensificar as amizades.

Na análise do tema, verifica-se que o uso da tecnologia para fins sociais tem um aspecto característico de gênero. O fato é: mesmo que historicamente a tecnologia esteja geralmente associada com o gênero masculino, verificamos que o seu uso específico para fins de sociabilidade e comunicação é mais comum no gênero feminino, enquanto para os homens o mais interessante nas novas tecnologias é o fator das funcionalidades. A partir desta verificação, o artigo será somente enfocado no sexo feminino e seus usos da mídia para fins sociais.

Observando o comportamento das garotas na faixa etária de 15 a 19 anos, em diferentes épocas, vemos que a partir da segunda metade do século XX, o contato social cresceu de maneira exponencial, devido às novas tecnologias. A seguir, trataremos sobre dois importantes meios de comunicação: o telefone fixo e a web 2.0.

2. A mídia como facilitadora da comunicação entre as adolescentes: do telefone fixo à comunicação mediada por computador

Desde a virada do século XIX e suas revoluções científicas e tecnológicas, vemos a irrevogável tendência dos jovens aumentarem sua sociabilidade por meio das mídias. No percurso histórico, o primeiro aparelho a dar maior dimensão comunicacional à juventude foi o telefone, que é o agente e símbolo da modernização na virada do século, e foi disseminado para o uso familiar em meados do século XX.

No texto publicado no journal Cultural Studies de 2005, e entitulado Birds on the wire – Troping teenage girlhood through telephony in mid-twentieth century US media, Mary Celeste Kearney (2005) demonstra como o telefone foi uma mídia importante para as adolescentes norte-americanas no pós guerra. A autora também analisa como a imagem da garota “pendurada no telefone” foi amplamente utilizada em imagens publicitárias da época, sendo um forte signo daquela geração.

Embora no auge dos anos 50 e 60, o telefone fixo foi um dos definidores da geração adolescente feminina, o uso do aparelho pelas mulheres nas décadas anteriores, foi tema de preconceito pela cultura patriarcal e machista. Kearney (2005:578) cita que em meados dos anos 20 o telefone era extremamente desaconselhável para as mulheres, principalmente para as moças, pois na época as mulheres deveriam ser somente vistas, e nunca ouvidas, como uma forma de ridicularizar as longas ligações sociais, definindo-as como vulgares e frívolas.

Sejam as conversações banais ou não, o que Kearney demonstra é a especificidade do telefone como uma forma não-corporal de comunicar - disembodied form of communication, o que em sua opinião pode ser um ponto positivo, por trazer uma espécie de alívio comunicacional para as adolescentes, ao retirar o aspecto face-to-face, bem como a rigidez dos códigos de vestir e certas regras de etiqueta social, tão em voga nos anos 50.

Nessa linha de pensamento, que denuncia uma certa ausência do corpo nas comunicações mediadas, vemos que a trajetória das mídias sempre afastaram o corpo ou diminuíram o seu papel nas práticas sociais. Ao analisarmos os aspectos midiáticos, constatamos que a materialidade das mídias muitas vezes acabam por diminuírem a materialidade do corpo, ou melhor, diminuem a necessidade da presentificação material do corpo.

Para comprovar este aspecto, vale citar o texto de Havelock (1996), que demonstra a revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais, quando a escrita diminui a necessidade presencial e aumenta o aspecto da individualidade e do pensamento organizado, facilitando o nascimento da filosofia. Se continuarmos a verificar o panorama das mídias, teremos a constatação que todas as mídias, incluindo as de massa, tiveram o papel de afastamento do corpo: o rádio, a TV e o cinema mostram o afastamento entre o emissor e o receptor e delimitam a noção de vida real com o imaginário. O mundo das mídias de massa é de certa forma intransponível, onde a interação não é facilmente conseguida, ou melhor, praticamente não existe.

Já no caso da comunicação interpessoal, onde há interação diferentemente das mídias de massa, ainda verificamos no telefone fixo o isolamento do universo particular, reduzindo-o à audição e à fala, onde o corpo ainda apresenta-se fragmentado, mantendo o aspecto de diminuição da materialidade do corpo.

Com a revolução da Web 2.0, temos uma nova abordagem no que diz respeito a materialidade corporal no universo mediado, pois se antes tínhamos o aspecto irrevogável do emissor e do receptor, distanciados um do outro, ou mesmo a fragmentação do corpo por parte da mediação via telefone, agora temos uma nova práxis midiatizada, com a inserção de um meio de comunicação realmente participatório, onde não existem delimitações extremas entre emissor e receptor e onde o corpo, ou pelo menos a sua imagem ali apresentada, é uma potencial forma de presentificação, não necessariamente carnal, porém material.

Como o tema é por demais complexo, começaremos a pensá-lo pelo viés da fase adolescente a as implicações dessa geração para o fenômeno que vivenciamos com a Web 2.0. As garotas que hoje estão com 15 a 19 anos cresceram em ambientes urbanos e sobretudo sob a égide da mídia, sendo uma geração submersa na imensidão tecnológica disponível.

Se o computador para eles já não era um vilão, nem muito menos uma parafernália incompreensível, com a reformulação conceitual da web para a então nomeada web 2.0, e o fenômeno da popularização do uso da internet para fins pessoais, eles sentiram-se donos do seu próprio espaço e produtores de suas próprias mensagens. Nessa nova forma de lidar com o computador, as conexões sociais foram as mais beneficiadas, numa transformação radical da forma com que nos conectamos na rede.

No caso específico da juventude, especialmente na fase da adolescência, a web 2.0 é mais que uma simples forma de navegação passiva, é acima de tudo o espaço fértil para expressão pessoal.

Es ist nicht nur ein Medium und Katalysator für die Aufnahme und Ausweitung sozialer Beziehungen unter den Gleichaltrigen, sondern es stellt eine wichtige kommunikative Ressource dar”.1 (Sander e Lange, 2008:26)

No ambiente hipermídia, vale dar upload de tudo, desde o acúmulo de experiências tramadas no dia a dia, ou outras aventuras do cotidiano, até tornarem notórios os acontecimentos dos mais banais aos mais extraordinários. Na web 2.0 tudo pode ser colocado no ar rapidamente, através de posts, fotos e comentários, que surgem na imediaticidade tão necessária para essa geração. Na verdade é mais do que simplesmente postar fatos e fotos, mas é muitas vezes recriar e fantasiar um pouco o acontecido, fazendo com que o real ganhe um novo ritmo e seja revivenciado através de Blogs, Flogs, sites de relacionamento e tantas outras ferramentas disponíveis.

A antes tão conhecida dicotomia da vida pessoal, que distingüia o espaço privado do espaço público, já não existe mais, os dois espaços se confundem e seus limites não são mais tão nítidos. Com as ferramentas da Web, o desejo de tornar público os aspectos privados desenha novas formas de distinção entre o individual e o coletivo. O que existe é um condensado de experiências vividas, que estão dispostas na vitrine da tela de cristal.

A Web 2.0 é o meio mais atrativo para a auto promoção, quando comparada com todas as mídias que conhecemos, afinal ela é facilmente utilizável, está disponível a todos que tenham um computador e acesso à rede, e possui uma série de ferramentas incríveis, prontas para trabalharem a favor do usuário.

A rapidez das informações e o alto nível de intimidade, faz da Web 2.0 uma facilitadora de amizades, até mesmo para as pessoas mais tímidas. Não só a palavra (falada e escrita) é relevante nesses processos comunicacionais, mas um dos grandes elementos-chave é seu aspecto multimídia, principalmente no que diz respeito à imagem.

Ich schaue mir an, was sie für Musik hört. Wie sie sich anzieht und frisiert, was sie mag, wo sie wohnt. Wenn mir das gefällt, spreche ich mit ihr”(...) “Im Internet ist es leicht, Mädchen kennen zu lernen, aber auf der Straße bin ich eher schüchtern. Das Internet hat mir geholfen, offener zu werden, früher habe ich mich nie mit Mädchen getroffen. Da ich keine Ahnung hatte. Aber heute, wahnsinn...”2

(depoimento do adolescente Clement, no filme Google zeigt mich, also bin ich de Stephanie Kaim, 2006)

No fluxo da internet, há a institucionalização de uma nova maneira mediada de comunicar, que enfatiza o aspecto visual no sistema de comunicação, trazendo maior personalização ao interlocutor e amplificando o papel imagético nas relações sociais mediadas.

Voltando ao aspecto da materialidade do corpo na comunicação, se o telefone é considerado uma forma não-corporal de comunicar, a web 2.0 por sua vez, inaugura um modo de comunicação mediada híper-corporal, ou seja, que não contém apenas o corpo natural em si, mas apresenta um corpo sublimado, perfeitamente trabalhado e estrategicamente maquiado pelos efeitos computacionais.

A invisibilidade do telefone foi suplantada pela extra-visibilidade estética das imagens digitais. Agora, o meio social não é mais apenas o diário, através do corpo de carne e osso, mas é também o meio midiatizado, que não é necessariamente virtual (por que existe) mas que é com uma materialidade diferente, onde vemos um corpo performático, mais idealizado, e por isso tão desejado.

Atualmente em qualquer meio de comunicação da internet, se não houver a foto ou uma imagem interessante, as pessoas perdem o gosto pela conversa. O maior chamariz é a imagem, e é por este motivo que o e.mail não é a principal forma de comunicação adolescente, por ser uma comunicação fria e distante, mais utilizada para fins profissionais e impessoais.

3. O papel do corpo espetacularizado na imagem digital

A partir do reconhecimento de que a comunicação via web 2.0 é hiper visual e carrega consigo uma nova forma de materialidade do corpo, vamos agora tratar um pouco sobre essa apresentação corporal, aqui definida como “espetacularizada”, ou seja, a imagem pessoal criada exclusivamente para a atuação na web, principalmente nos sites de relacionamento. Aqui não estamos tratando dos Avatares, que seriam uma criação que não necessariamente têm como ponto de partida o corpo do indivíduo e pode ser uma criação principalmente idealizada e fantasiosa. O termo “corpo espetacularizado” aqui definido diz respeito apenas ao corpo físico reconfigurado ou retocado.

Antes de tratar sobre esse corpo na web, é preciso frisar que, conforme atesta a tradição fenomenológica, somos presença por intermédio do nosso corpo: essa inesgotável fonte de signos, que caracteriza-se como o primeiro patrimônio de cada um de nós.

Não podemos ser ou existir sem um corpo, é ele que nos faz presentes no mundo, e se historicamente já vemos esse complexo sistema cultural sendo sucessivamente recriado, através do apelo estético que tem o intuito de pavonear a existência, agora, com a comunicação multimídia própria da web 2.0, temos uma reconstrução corporal, da mesma essência estética, porém que não é efetuada na materialidade da carne, mas antes de tudo é feita na materialidade dos pixels que constróem a corporeidade das imagens digitais.

Nessas imagens, captadas facilmente por qualquer câmera digital, não se exclui o corpo carnal, ele está ali formado e condensado, porém o elemento visual resultante é novo e não necessariamente idêntico ao corporal. Podemos chamar a imagem disposta na Web como uma espécie de corporeidade mediada, trabalhada e aprimorada por meio dos softwares de retoques de fotos. A partir da construção e reconstrução incessante das imagens, não temos mais o “corpo natural” e sim uma “modelagem” edificada e em certo nível artificial, que privilegia a dramaturgia estética em cena no ciberespaço, e acaba sendo um teatro, com cenas e personagens mais perfeitas que a realidade carnal.

A manipulação das imagens digitais deixou de ser uma seara profissional, onde apenas os departamentos de criação das agências de publicidade ou a maestria dos fotógrafos profissionais conseguiam modificar a aparência do corpo em uma foto digital. Com a popularização dos softwares de tratamento de imagens, as ferramentas de retoques estão disponíveis a todos, trazendo para o usuário comum, muitos recursos criativos próprios dos meios digitais. Se antes o papel espetacular da imagem feminina, sempre trabalhada, retocada e cheia de subterfúgios, era privilégio das revistas de moda mais badaladas, agora toda adolescente pode, através dos softwares, trabalhar a sua imagem, sem limites.

O resultado desta popularização e facilidade de uso dos softwares gráficos é a espetacularização da imagem e do próprio cotidiano das garotas, gerando na comunicação mediada por computador a alta exposição imagética, que carrega consigo o refrão da perfeição estética.

No universo dos bits e bytes, por mais que um usuário tente não utilizar os meios de manipulação de imagens para alterar seu aspecto, a própria captura da imagem ou um simples mudar de ângulo na foto pode realizar uma modificação ou uma alteração na imagem, por menor que seja. Não há escapatória para a espetacularização da imagem, todos estão suscetíveis e são encantados pela infinidade de possibilidades imagéticas.

A fotografia digital é uma nova forma de se inserir novos significados e simbologias para o self. São estruturas representativas de estilização pessoal, e são uma escolha de como ser e agir no ambiente das mídias digitais.

Disposta nos sites de relacionamento, a fotografia digital por exemplo não representa apenas o preenchimento de um lugar vazio na tela, ela é na verdade um elemento essencial de sociabilização via web, em especial no universo adolescente feminino. Para as garotas, não é mais uma questão de escolha ter fotos interessantes nas redes de relacionamento, é uma certa obrigação.

Se a foto historicamente já fazia parte da biografia das pessoas, agora a foto digital opera como um forte elemento da multiplicidade e da falta de unidade do “eu” pós moderno, que é descentrado, ?uído, não-linear e opaco, e que como afirma Sherry Turkle é plural e fragmentado. (Turkle, 1995)

A materialidade do corpo espetacularizado e apresentada nas imagens digitais possui uma imensidão de camadas sobrepostas ao background original, que seria aqui o corpo carnal. Nessa miríade de camadas não sabemos mais onde está a legitimidade, pois se encontra perdida nos retoques. Talvez a legitimação dessa materialidade nem seja uma questão emergente, mas o fato é que este fenômeno exige a necessidade de reavaliação do self na era da internet.

4. Considerações Finais

A expansão das tecnologias da comunicação mudou consideravelmente o estilo de vida das adolescentes de 15 a 19 anos, que não é mais pautado apenas na vida na escola, no bairro, no clube ou em meio a família, mas que possui também a sociabilidade no mundo mediatizado, anteriormente representado pelo telefone fixo e atualmente pela Web 2.0, onde as garotas se recriam e revivenciam os acontecimentos com um novo ritmo, muitas vezes mais interessante do que a vida real.

A mudança da comunicação mediada do telefone fixo para a web 2.0, trouxe em seu bojo um apelo estético sem precedentes, e que diferentemente do telefone que era prioritariamente verbal e oral, agora há a recuperação da imagem e onde a materialidade do corpo é espetacularizada e cria uma espécie de aparência ideal.

À primeira vista, esta nova forma de comunicação mediada pode parecer exremamente positiva, ou até mesmo uma forma de Upgrade da versão anterior, porém não devemos desconsiderar as novas angústias criadas pelo mundo idealizado da web em relação à vida diária e ao próprio corpo físico, que não consegue acompanhar a mesma estética do corpo exposto na mídia. Como citado em outro artigo:

Enquanto no mundo virtual tudo pode ser retocado e reconstruído, seguindo os padrões estéticos desejados, do outro lado do cabo, fora desse universo ilusório, o desemprego é uma possibilidade nada remota, os vestibulares são cada vez mais concorridos, a liberdade é cerceada pelo perigo das ruas e a atenção da família e amigos é superficial. No mundo material, diferenciar-se ou tornar-se uma pessoa destacada dos demais é uma tarefa difícil, por isso eles (jovens) preferem primeiramente erigir um estilo de vida no conforto da rede, onde é possível criar e manter uma aparência ideal, para depois realizar tentativas de concretizar esta imagem essencialmente artificial fora do ciberespaço.“(Cara, 2008: 76-77)

Conseguir concretizar no mundo físico o estilo de vida erigido no mundo midiatizado não é nada fácil. Devemos considerar que as diferenças do estilo de vida divulgado na web em comparação ao estilo de vida cotidiano e as disparidades entre o corpo espetacularizado e o corpo físico podem trazer alguns problemas psicológicos para as adolecentes, principalmente por ser exatamente uma fase de construção de identidade.

NOTAS:

1 Tradução: (a internet) não é apenas uma mídia e um catalisador para a abertura e expansão dos relacionamentos sociais entre as pessoas de uma mesma idade, ela apresenta-se como um recurso comunicativo importantíssimo.

2 Tradução: “Eu dou uma olhada qual tipo de música a garota ouve. Como ela se veste e arruma o cabelo, o que ela gosta, onde ela mora. Quando me agrada, falo com ela”(...) “Na internet é fácil conhecer garotas, mas na rua eu sou muito tímido. A internet me ajudou a me tornar mais aberto. Antes disso eu nunca havia tido um encontro com uma menina, nem tinha idéia do que era isso. Mas hoje, é uma loucura”.

Bibliografía/Referencias


  • BAUMAN, Z. La sociedad individualizada. Madrid: Cátedra, 2001.

  • BOURDIEU, P. A Juventude é apenas uma palavra. In: Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Arco Zero Limitada, 1983.

  • CARA, M. Gerações Juvenis e a Moda: das subculturas à materialização da imagem virtual. Modapalavra e-periódico/ Universidade do Estado de Santa Catarina. Ano 1, n.2, jul-dez. Florianópolis: UDESC/CEART, 2008.

  • HAVELOCK, E. A revolução da escrita na Grécia e suas conseqüências culturais. Tradução O. J. Serra. São Paulo: Editora da Unesp, Paz e Terra, 1996.

  • KEARNEY, M. C. Birds on the wire – Troping teenage girlhood through telephony in mid-twentieth century US media. Revista Cultural Studies , Vol.19, n.5, pp. 568-601. London: Routledge, 2005.

  • MORIN, E. Cultura de Massas no século XX: O Espírito do Tempo I – Neurose. Tradução de Maura Ribeiro Sardinha. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.

  • SANDER, E.; LANGE, A. Die Jungs habe ich über die Lokalisten kennen gelernt” Virtuelle Freundschaften oder Intensivierung der örtlichen Vernetzung unter Gleichaltrigen? Revista MERZ Medien+Erziehung. Titelthema: Lebenswelt Netz. Número 3. München: Kopaed Verlag, 2008.

  • TURKLE, S. Life on the Screen. New York: Simon & Schuster, 1995.

Documentário:

  • KAIM, Stéphanie. Google zeigt mich, also bin ich. 45 Min. França, 2006. Exibido no Themenabend entitulado “Generation Pornô” do canal ARTE alemão, em 27.05.2008.


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