IV Congreso de la CiberSociedad 2009. Crisis analógica, futuro digital

Foros del IV Congreso de la Cibersociedad



Asunto: Abordagens e/ou metodologias para o estudo do ciberespaço

Recentemente, assiti ao documentário Periferia.com dirigido por João Daniel Donadeli sob parceria da TV Cultura, via o DOC TV. O documentário aborda as modificações na comunidade (favela) de Heliópolis (São Paulo) com a proliferação das lan houses. O documentário nos leva a acompanhar o dia a dia de crianças e adolescentes nas lan houses do bairro, a refletir sobre as mudanças no contexto da rua e o "grande negócio" que se tornou abrir um emprendimento como esse na periferia de São Paulo. Enfim, são muitas as reflexões que o documentário trazem que só assitindo mesmo para se interar de todos os assuntos. Gostaria de elenecar alguns pontos para meu questionamento:

1) As crianças e adolescentes utilizam os computadores para entretenimento: orkut e msn (preferência das meninas) e Counter Strike e outros jogos violentos (preferência dos meninos.

2) Algumas mães pagam a lan house por mês para seus filhos passarem o dia por lá sob o argumento de que, ao chegarem do serviço, sabem exatamente onde encontrar os filhos. Assim eles não ficam à toa na rua, não quebram janelas e se envolvem em "coisa ruim".

Uma visão mais apressada diria que o uso da tecnologia aliena, modifica para pior os processos de socialização, não contribui para educação e outra série de argumentos pautados numa espécie de determinismo tecnológico. Embora eu saiba que tais temas permeiam o debate sobre as tecnologias digitais.
Em conversa pessoal com o diretor do documentário, o mesmo me disse que modificou uma parte do roteiro na qual ele pedia às crianças para contarem como seria se elas fossem personagens desses jogos, que tipos de personagem seriam e o que fariam. Ele não obteve nenhum relato porque todas as crianças disseram que aquilo era um jogo e elas não queriam ser personagem nenhum. Não queriam matar ou morrer.

Com essa pequena estória sobre o documentário o que quero lançar é o seguinte questionamento: Como é possível construirmos um estudo do ciberespaço ou da dita cibercultura que levem em conta o sujeito nesse processo de desenvolvimento e apropriação da tecnologia? Deste modo, o que busco é discutir com vocês abordagens ou metodologias que nos permitam refletir sobre o tipos de uso e sua relação com os sujeitos.
Obrigada pela atenção.

Enviado 25/11/2009 - 18:22 (GMT+1)