Enviado 25/11/2009 - 10:02 (GMT+1)
Enviado 29/11/2009 - 19:49 (GMT+1)
Cara Gloria
É simultaneamente curioso e estranho que, depois de William Gibson ter inventado o termo ?ciberespaço?, não se fala do ?cibertempo?, ou seja, o conjunto de tempos que activamos quando estamos no ciberespaço.
Propus este conceito ?cibertempo? em 1996, num Congresso Português de Sociologia.
De facto, nunca há espaço sem tempo, mesmo na Internet. Por outras palavras, existem espaços e tempos virtuais, não separáveis dos respectivos espaços e tempos reais, como indico na citação.
Por exemplo, o tempo de vida de um avatar no Second Life constitui um cibertempo, intiamente associado ao tempo de vida do respectivo usuário na vida real.
2. Resposta à segunda pergunta.
Aplicando a fenomenologia sociológica aos mundos virtuais, pretendo demonstrar o seguinte:
as ?percepções? desses metaversos, a sua ?consciência? pelo usuário e o ?conhecimento? que daí advém (conceitos de Edmund Husserl), são passadas em múltiplas vidas, nesses ?mundos da vida diária? (lebenwelt) virtuais.
Esta experiência de múltiplas vidas desenvolve-se pela construção quotidiana de diversas ?províncias finitas de significado? (conceito de Alfred Schutz). De facto, cada província finita de significado corresponde a um dado lugar ou contexto social, ou a um grupo de pessoas que partilha as mesmas experiências.
Assim, se tu viajares para um dado local ou mundo da vida (por exemplo uma área do Second Life, onde vive uma comunidade local) e conheceres aí pessoas que possuem as mesmas experiências, estás a partilhar com elas uma certa vida. Esta vida será diferente de outros mundos da vida (ou lebenwelt) do Second Life para onde viajas. Daí a minha hipótese de que no Second Life existem múltiplas vidas a explorar, mesmo para uma mesma pessoa.
Um abraço
Pedro
Enviado 29/11/2009 - 19:58 (GMT+1)
Enviado 29/11/2009 - 21:25 (GMT+1)
Asunto: Sociologia do Metaverso
IV Congreso de la CiberSociedad
España
Enviado 12/11/2009 - 00:00 (GMT+1)