Este artigo se propõe a discutir um conceito de blog construído a partir de uma abordagem histórica, técnica, social e comunicacional. Inicialmente, precisamos encontrar o ponto no qual o tipo de website que ora chamamos de blog foi percebido como um fenômeno comunicacional diferenciado. Na sequência, descrevemos como as ferramentas de edição facilitaram a sua proliferação e determinaram a sua forma. Mais adiante, falamos sobre algumas definições e categorizações de blog por outros autores. Finalmente, apresentamos nossa definição de blog e algumas reflexões iniciais acerca do seu significado social e cidadão.
1. UMA BREVE HISTÓRIA DOS BLOGS
Embora haja várias versões disponíveis e também não neguemos a possibilidade de que algum pioneiro da blogosfera jamais tenha buscado explicitar ou reivindicar essa condição, este subcapítulo apresenta uma breve compilação das informações mais citadas tanto pela academia quanto pela mídia.
1.1 O(s) Primeiro(s) Blog(s)
Ferreira e Vieira (2007) datam de 1994 a ocorrência do primeiro blog na rede: segundo elas, o jovem Justin Hall
...Publicou em janeiro de 1994 o diário ‘Justin’s Links from the Underground’. O jovem, com apenas 19 anos, fez do site um livro em que publicou a sua vida pessoal em detalhes, passando por assuntos como bebedeiras, doenças sexualmente transmissíveis que contraiu e até o suicídio do pai. (FERREIRA e VIEIRA, 2007 p.2)
No entanto, as autoras salientam que outra estado-unidense, Carolyn Burke, reivindica para si a autoria do primeiro blog ao postar fatos cotidianos no site Carolyn Diary (www.carolyn.org). Ela obteve repercussão midiática como capa das revistas U.S. News e Report World, citada por ter participado do projeto 24 Hours in Cyberspace – “um aglomerado de fotografias1”.
1.2 O Surgimento dos Nomes ‘Weblog’ e ‘Blog’
Blood (2000, online) afirma que para identificar sites com algumas características relativamente comuns ao reconhecimento do sub-conjunto de websites que hoje chamamos de blogs, o nome weblog foi usado pela primeira vez por Jorn Barger, em dezembro de 1997. Inicialmente, os sites considerados “weblogs” normalmente eram como o Robot do próprio Barger (que ainda consiste em uma série de links para notícias ou informações que o blogueiro julga interessantes) ou como o Infosift2 de Jesse James Garrett (textos curtos com datas de postagem em ordem cronológica que, na maioria das vezes, disponibilizavam links para as recomendações do blogueiro). Em 1998, Garrett, em seu Infosift, começou a compilar uma lista de “outros sites como este”, à medida que ia encontrando-os navegando pela internet. Em novembro de 1998, Garrett enviou sua lista para Cameron Barrett, que a publicou em seu Camworld3. A lista de links para outros blogs foi aumentando à medida que outras pessoas que mantinham sites semelhantes. Até o início de 1999, a página de “somente weblogs” do Infosift de Jesse Garrett continha 23 blogs em sua lista4. Como o número de blogs existente crescia rapidamente, tornou-se impossível encontrar a todos e listá-los, o Camworld passou a publicar somente os links que ele mesmo havia visitado. Na mesma época, Brigitte Eaton passou a deter o maior número de blogs listados no EatonWeb5.
Peter Merholz criou a expressão “blog” pela primeira vez na coluna da esquerda de seu PeterMe.com no início de 1999: “For What It’s Worth – I’ve decided to pronounce the word ‘weblog’ as we’- blog. Or ‘blog’ for short6.” (BLOOD, 2000, online)
1.3 A Proliferação dos Blogs na Internet
Até então, o número de blogs ainda era bastante reduzido. Afinal de contas, os blogueiros precisavam dominar a HTML (linguagem de marcação de hipertexto utilizada para criar páginas web). Posteriormente, os blogs foram tornando-se mais populares à medida que surgiam sistemas de gestão do conteúdo que automatizam as tarefas de postagem e edição, poupando trabalho para o próprio usuário7, eliminando a barreira da “programação8” e provocando, assim, uma explosão exponencial no número de blogueiros. Dentre elas, Blood (2000, online) fala no pioneiro Pitas (julho de 1999) e no Blogger9, inicialmente desenvolvido pela Pyra Labs10 e vendido ao Google11 em fevereiro de 200312.
2. O QUE É UM BLOG?
Blood (2000, online) considerava os blogs até o lançamento das ferramentas de publicação como “orientados por links. Cada um [blog] era uma mistura de proporções únicas de links, comentários, pensamentos e ensaios pessoais13”, funcionando, dessa forma, como filtros daquilo que cada blogueiro encontrava de interessante na internet e desejava compartilhar com os internautas que entrassem no seu endereço na rede. Blood (2002) sugere que a popularização do Blogger e de seus concorrentes contribuiu, ao mesmo tempo, para a disseminação dos blogs de memórias e reflexões (conhecidos também como diários pessoais14) e também dos blogs que citam, comentam e interpretam notícias e pensamentos como se fossem cadernos ou blocos de notas15.
Raquel Recuero (2004, online) explica que “os weblogs inicialmente eram filtros do conteúdo na Internet. Eram praticamente baseados em links e dicas de websites pouco conhecidos (BLOOD apud RECUERO, 2004, online), bem como comentários, ou seja, funcionando, também, como Publicação Eletrônica16”. Assim, afirma que a classificação que Blood propôs à época acabava “destruindo o mito de que weblogs tenham sido criados com a função exclusiva de servirem como diários eletrônicos. O formato Diário parece ter surgido ao mesmo tempo, segundo as observações de Rebecca [Blood] com igual força” (RECUERO, 2004, online). Recuero enxerga os blogs como constituintes de comunidades virtuais através da formação de redes sociais. Ela descreve este processo da seguinte forma:
Os blogs trazem a construção de uma rede de relações, construções e significados. O leitor de um texto, por exemplo, é convidado a verificar a sua fonte (através de um link), observar a discussão em torno do assunto (através dos comentários), é convidado a ler outros textos que tratam do mesmo assunto em outros blogs (através do trackback) e pode, inclusive, fazer suas próprias relações através de uma participação ativa como comentarista17 ou como blogueiro, em seu próprio blog. (RECUERO, 2003a, p. 57).
Comecemos com um conceito relativamente simples:
[Um blog é] baseado principalmente em dois aspectos: microconteúdo ou, seja, pequenas porções de texto colocadas de cada vez; e atualização freqüente, quase sempre diária. Os blogs são geralmente organizados em torno do tempo (JOHNSON, 2002, online).
Raquel Recuero (2004, online) acrescenta ainda que “A mais nova atualização vai sempre no topo do website, com data e hora. As atualizações são feitas em pequenas porções, chamados posts18.”
Inicialmente, o conceito acima facilita a identificação do blog como um tipo de site com características peculiares facilmente reconhecíveis. Conforme Jan Alyne Barbosa e Silva (2003):
Para compreender o conceito de weblogs é preciso que sistematizemos dois elementos iniciais e fundamentais: o primeiro é que os weblogs possuem uma estrutura padrão, um formato específico com algumas variáveis e, por isso, são facilmente distinguíveis na internet. Esta estrutura é determinada por um conjunto de blocos de conteúdo textual ou imagético permanentemente renovado. (SILVA, Jan Alyne B., 2003 p. 1)
Assim como Johnson (2002) e Raquel Recuero (2003), Jan Alyne Barbosa e Silva (2003) também considera as postagens em ordem cronológica reversa, isto é, a atualização de conteúdo mais recente que aparece sempre no topo da página, como uma característica inerente aos blogs.
Silva considera o blog como um “website extremamente flexibilizado com mensagens organizadas em ordem cronológica reversa e com uma interface de edição simplificada, através da qual seu autor pode inserir novos posts sem a necessidade de escrever qualquer tipo de código em HTML.” Esta autora afirma também que “blogs são baseados em mecanismos (ferramentas blog19) que facilitam a criação, edição e manutenção de uma página na web.” (op. cit. p. 1).
Raquel Recuero salienta o caráter do blog como uma publicação online. Silva sugere que as características técnicas que distinguem o blog dos outros tipos de sites parecem definir-se a partir dos recursos que as ferramentas de produção disponibilizam ao usuário. Primo e Smaniotto (2005), por sua vez, consideram os blogs como espaços de conversação:
As interações no ciberespaço se dão normalmente através da escrita. Uma importante parcela desses processos comunicativos acontece de forma assíncrona, como em e-mails, listas de discussão e fóruns. O mesmo ocorre com os blogs [...] onde os intercâmbios lingüísticos ocorrem também via escrita. Ora, não se pode supor que nos blogs os interagentes não conversem pelo fato de não haver interações síncronas e através da voz e pela quantidade bastante inferior de pistas não-verbais (o que não quer dizer, claro, que elas não existam). (PRIMO e SMANIOTTO, 2005 p.3)
Primo e Smaniotto (2005) valorizam a importância dos comentários, que estão disponíveis para todos aqueles que lêem o post mas optam por não comentá-lo; para todos os comentadores20 do post e, naturalmente, para o próprio blogueiro.
Embora isoladamente, nenhuma das principais características que mais apareceram nos autores vistos até aqui garante por si só que estejamos falando em um blog. Por outro lado, um blog pode ser caracterizado pela presença simultânea – ou não – de quatro tipos de elementos: a) posts em ordem cronológica inversa; b) atualizações constantes; c) ferramenta blog ou CMS; d) comentários. No entanto, as quatro características acima citadas apresentam uma série de incostâncias a serem discutidas abaixo.
Quanto aos posts em ordem cronológica reversa, os sites de notícias publicam suas notícias mais recentes dessa forma e não são blogs. Os recados no perfil de um usuário qualquer de um site de relacionamento como o Orkut21 também são publicados do mais recente ao mais antigo e esse site definitivamente não é um blog. Outro exemplo: os últimos lançamentos na livraria virtual da Amazon22 também estão em ordem cronológica reversa e não fazem parte de um blog.
Sobre as atualizações constantes, há muitos blogs “mortos”, isto é, que permanecem disponíveis na rede, porém sem atualização. Seu conteúdo está disponível para quem quiser interagir com ele: pode comentá-lo, citá-lo e até mesmo tentar entrar em contato com o blogueiro responsável. Em Recuero (op. cit.), um blog pode ser tanto uma representação do self (o ‘eu’ do indivíduo) como um virtual settlement (isto é, como aquele lugar no qual o indivíduo se estabelece, dele se utiliza e determina as suas próprias regras). De maneira análoga, um blog “morto” pode ser comparado a um ancião que conta as histórias de sua juventude ou a um antigo livro encontrado em um sebo? Vejamos: a memória da troca cultural e afetiva entre o blogueiro, seus visitantes e seus comentadores ainda permanece em um lugar demarcado pelo seu endereço no ciberespaço. Porém, é a atualização constante que mantém a atração para novos visitantes e suscita a vida presente e uma expectativa futura de ainda manter a conversação, o debate e a discussão sobre aquela forma de enxergar o mundo. Com ou sem atualização constante, ainda assim estamos falando em um blog.
O terceiro elemento é a criação, edição, manutenção, publicação e inclusão/exclusão de funções através de uma “ferramenta blog” ou CMS. De certa maneira, a automatização de várias tarefas em uma interface intuitiva facilitou a proliferação dos blogs. Todavia, um blog todo codificado em linguagens como HTML, CSS, Javascript, Perl e outras, embora desse muito mais trabalho, demandasse muito mais tempo e uma série de conhecimentos extras e especializados por parte do blogueiro ainda assim seria um blog, pois é impossível distinguir um blog criado por um sistema CMS de um blog desenvolvido “na unha”. Araújo identifica onze coerções genéricas do blog:
1. É um suporte digital online, entendendo suporte digital como meio de comunicação na internet.
2. É caracterizado pela brevidade textual, com uso freqüente da parataxe.
3. É um discurso que se apresenta muitas vezes com violações da norma culta, o que aspectualiza o sujeito da enunciação na cena englobante como apressado.
4. É um discurso marcado pela coloquialidade.
5. É uma página atualizada constantemente.
6. É elaborado a partir de um documento pré-moldado, que dispõe o material em ordem cronológica reversa (o documento mais recente em cima e o mais antigo no fim).
7. É um discurso costumeiramente debreado em primeira pessoa.
8. Constrói um simulacro de co-participação, exacerbando o papel do leitor como co-enunciador (no caso da ferramenta de comentários).
9. Constrói um “modo de ser” blog, ou seja, há um “estilo” blog de expressão.
10. Adota com grande recorrência outros discursos como referência e elabora mecanismos textuais e discursivos para remissão à intertextualidade (links).
11. Produz um sujeito da enunciação depreensível como totalidade, como persona. (ARAÚJO, 200?, p. 2-3)
Quase todos os ítens citados pelo autor já foram definidos em outras palavras anteriormente. Os ítens 1 e 6 são relacionados à “ferramenta blog”; os ítens 2 e 5 já foram devidamente criticados; o item 3 revela um certo preconceito, pois violações da norma culta não necessariamente significam “pressa” como disse Araújo, nem ignorância, pois pode estar diretamente relacionado aos ítens 4 (coloquialidade), 7 (discurso em primeira pessoa), 9 (estilo) e 11 (a totalidade da enunciação é a própria visão do blogueiro). O item 8 é questionável, pois, se o blogueiro e o comentador acreditam que o papel do comentador é de co-participação e a interação entre ambos sustenta a possibilidade do comentador interferir no teor das postagens do blogueiro, a co-participação é observável na prática – portanto, não se trata de um simulacro. Finalmente, o item 10 (referência, citações e links) refere-se à construção verificada em Blood nos blogs tipo Diário e Bloco de Notas.
Finalmente, os comentários: ressaltamos que um blog não deixa de ser um blog caso não disponibilize espaço para comentários. A ausência dos comentários pode ocorrer ou por não existir tal opção na CMS utilizada, ou por terem sido proibidos pelo próprio blogueiro, que bloqueia a ferramenta. Todavia, os comentários proporcionam uma série de interações a partir da relação post-comentário como um acesso direto do comentador ao blogueiro, tais como: o diálogo entre um comentador e o blogueiro ou entre dois comentadores; a conversação de vários comentadores entre si (com ou sem a participação do blogueiro), na qual concordam ou discordam quase consensualmente da visão do post; e, finalmente, o debate e a discussão entre dois ou mais participantes de uma mesma relação post-comentário. Em um sentido mais amplo, tais interações também ocorrem entre diferentes posts do mesmo blog ou entre vários posts em vários blogs. Eventualmente, um ou vários desses elementos [comentário(s), post(s), blog(s), comentador(es) e blogueiro(s)] podem até ser citados, entrevistados, promovidos ou criticados por uma combinação de programas, veículos e meios de comunicação de massa. Conseqüentemente, novos leitores, novos comentadores e novos blogueiros poderão juntar-se ao mesmo blogring23. Com efeito, nem todos os leitores, nem todos os comentadores e nem todos os blogueiros que estabelecem algum contato com o grupo do blogring já faziam parte do mesmo anteriormente. Assim como uma determinada afinidade (ou um determinado conjunto de afinidades) foi responsável primeiro pela reunião e, depois, pela fortificação dos laços entre aqueles que iniciaram o grupo, novos relacionamentos podem fazer com que membros de um certo blogring façam parte de mais de um desses coletivos simultaneamente. Isso nos leva a supor que um determinado blogueiro que possua uma certa relevância dentro de um blogring poderá ocupar um papel ora protagonista, ora subalterno, dependendo de como ele se vê e de como ele é visto. Portanto, assim como nos trabalhos já citados de Primo e Smaniotto (blogs como espaços de conversação) e Recuero (redes sociais entre blogs), para nós, os comentários também são essenciais para a compreensão dessas interações.
A pesquisadora Carolina Rodrigues Paz (2003), parte da vocação dos blogs para a promoção de interação e propõe uma visão cultural dos blogs. Ela considera o blog como uma expressão dos fenômenos sociais contemporâneos a partir dos conceitos de desencaixe (ou ‘deslocamento’ das relações sociais de contextos locais de interação e sua reestruturação através de extensões indefinidas de tempo-espaço) e reflexividade (onde as práticas sociais são constantemente examinadas e reformadas à luz de informação renovada sobre estas próprias práticas, alterando assim constitutivamente seu caráter) em Giddens (GIDDENS apud PAZ, Carolina R., 2003). A partir da reflexão sobre os conceitos acima, a autora faz a seguinte observação:
Assim, blogs de enfoque jornalístico, educacional, corporativos surgem como possíveis catalizadores da integração e do diálogo entre indivíduos (autores ou comentaristas) num mesmo espaço (site) ou compondo uma rede de blogs, redes de confiança”, quando fazem referência entre si, implícita ou explicitamente. (PAZ, Carolina R., 2003, p. 70)
3. CONCEITO E REFLEXÃO FINAL
Todas as diferentes abordagens acerca de como a blogosfera foi – e é – considerada ao longo do tempo discutidas neste artigo nos levam a um outro conceito:
Blog: unidade potencial de construção, manutenção, reforço e abandono de relações contida em um espaço autoral individual ou coletivo que espalha-se na rede através do diálogo, da conversação, da discussão e do debate proporcionados por três ambientes – blogroll; posts (links, citações e conteúdo próprio) e comentários – que caracterizam o lugar desse ser e a sua forma de interagir em um ambiente marcado pela remediação. (PAZ, H.S., 2009 p. 27)
Com a proposição acima, pretendemos ressaltar o papel transformador das redes de blogs (blogrings) para a construção de relações e para a multiplicação do conhecimento. Afinal de contas, as redes de afinidade e de afeto verificadas na blogosfera podem contribuir cada vez mais com soluções presenciais para questões sociais, políticas, ambientais e educacionais.
Um dos maiores desafios da inclusão social e da participação coletiva na construção de uma sociedade mais democrática e mais tolerante provavelmente não esteja na instrumentalização da população mais carente. Afinal de contas, as escolas públicas do Brasil estão sendo rapidamente aparelhadas com a internet e a juventude conectada aprende rapidamente a publicar, editar e, sobretudo a remediar o conteúdo (áudio, vídeo, texto, etc.).
Sendo assim, o trabalho mais desafiador na América Latina é o de construir a cidadania despertando a inteligência coletiva em comunidades de adultos de baixa renda. Em uma sociedade onde ainda prevalece um baixo nível de letramento na qual os recursos audiovisuais despertam muito mais atenção do que apresentações, aulas e discursos meramente expositivos, os blogs representam uma forma de instigar a prática da leitura, a produção de conteúdo independente e – acima de tudo – estimular a participação cidadã. Afinal de contas, a construção da cidadania a partir da conversação na blogosfera é, acima de tudo, uma construção sociocultural.
NOTAS:
1 Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2008.
2 Embora o Infosift não seja atualizado desde 18 de nov. 1999, ainda mantém as mesmas características. Disponível em: <http://www.jjg.net/retired/infosift/1998/07.html>. Acesso em: 10 jul. 2008.
3 O endereço do site ainda está online. Todavia, sem conteúdo. Disponível em: <http://www.camworld.com>. Acesso em: 17 jul. 2008.
4 Garrett mantém a página online com uma quantidade de links muito maior do que os 23 do início de 1999. Porém, não a atualiza mais desde 10 de abril de 2002. Disponível em: <http://www.jjg.net/retired/portal/tpoowl.html>. Acesso em: 17 jul. 2008.
5 A divisão dos links cadastrados no EatonWeb por tema e subtema é extremamente parecida com a interface de navegação dos primeiros grandes sites de busca alimentados automaticamente pela própria web como o Yahoo. Disponível em: <http://portal.eatonweb.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
6 A versão atual de PeterMe.com possui em seu arquivo posts atuais apenas até março de 2003. Apesar disso, a expressão “[...] Or ‘blog’ for short.” permanece disponível em: <http://www.peterme.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
7 CMS: Content Management System, em inglês.
8 No sentido estrito, HTML não é uma linguagem de programação mas, sim, um script cujas páginas não possuem função de programa. O senso comum normalmente entende programação como uma série de comandos por detrás da interface com a qual interagimos a fim de que o computador execute uma determinada rotina.
9 Disponível em: <http://www.blogger.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
10 Disponível em: <http://www.pyra.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
11 Disponível em: <http://www.google.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
12 Comentários e especulações mercadológicas a respeito da negociação recém fechada disponíveis em:
<http://searchenginewatch.com/showPage.html?page=2165221>. Acesso em: 17 jul. 2008.
13 “The original weblogs were link-driven sites. Each was a mixture in unique proportions of links, commentary, and personal thoughts and essays.” (Blood, 2000, online).
14 Digital Diary.
15 Notebook. Todavia, tal nomenclatura não costuma ser utilizada ao designarmos esse tipo de blog em virtude da confusão com os computadores portáteis.
16 Todos os grifos deste trabalho são meus.
17 Preferimos utilizar o termo comentador como no inglês commentator porque pressupõe um sujeito que realiza um comentário de maneira informal, geralmente descompromissada, ao invés do comentarista (analista, crítico, consultor ou analist, critic ou consultant em inglês), que normalmente é um profissional cuja rotina consiste em emitir juízo de valor sobre um determinado fato, sujeito ou assunto e, na maioria das vezes, ser pago por isso.
18 Embora a definição de blog por Johnson traga consigo o conceito de microconteúdo e o conceito de post de Recuero diz que ‘as atualizações são feitas em pequenas porções’, um post não deixará de ser um post em função do seu ‘tamanho’, assim como um blog não deixará de ser um blog em função da extensão de seus posts. Afinal de contas, um post não possui unidade de medida para definirmos conceitualmente se é longo ou curto: tal noção é meramente visual e subjetiva. Nada impede um blogueiro de citar terceiros, copiar, colar ou redigir de próprio punho um post longo, não importando se esse post irá apresentar um arranjo qualquer de textos, imagens, vídeos, animações, trilha de áudio, etc. Portanto, o “tamanho” dos posts não é suficiente para caracterizar ou não um blog. Sendo assim, considero como definição de post todo conteúdo publicado por uma ferramenta CMS (ou por um habilidoso desenvolvedor disposto a mostrar a sua habilidade em manejar HTML) que insira título, data e/ou hora e posicione-o na página web em ordem cronológica reversa, dentro do espaço compreendido entre o título e o final do conteúdo publicado naquele momento.
19 Toninello (2003, online) utiliza a abreviação em inglês CMS (Content Management System ou Sistema Gestor de Conteúdo) como um “programa de software que permite gerir o weblog automaticamente, bastando apenas inserir novos artigos”. Disponível em: Acesso em: 17 jul. 2007.
20 V. nota 20.
21 Disponível em: <http://www.orkut.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
22 Disponível em: <http://www.amazon.com/>. Acesso em: 17 jul. 2008.
23 Um blogring é uma comunidade de blogs individuais ou coletivos reunidos ou por uma temática comum ou por quaisquer outras formas de afinidade, resultando em uma rede social na qual todos estarão vinculados a todos através de links. Embora todo blog possa ser encontrado e visto na internet, costuma predominar uma relação onde a maioria dos links, comentários e citações de posts será mais freqüente entre eles próprios, resultando em laços mais fortes entre si.
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