IV Congresso da CiberSociedade. Crise analógica, futuro digital

Ética Hacker vs ética Salander

Do 05/10 ao 30/11

Apresentação

Esta actividade paralela do congresso tem o formato seminário aberto no qual se propõe um debate a partir de dos obras principais:


  • As novelas da trilogia Millennium de Stieg Larsson
  • O ensaio ' A ética hacker' de Pekka Himanen

Tomando como tema de discussão a confrontação de dos modelos éticos: a ética pessoal que Larsson cria para Lisbeth Salander e a ética hacker que Himanen compila e que, nas suas próprias palavras, "pressupõe um caminho para a nossa sociedade e para cada um de nós".

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Objetivos

A novelas de Stieg Larsson (a primeira dentre elas foi adaptada ao cinema) foram um êxito de vendas, com traduções para varias línguas. Numa trama complexa de romance negro emerge a figura protagonista de Lisbeth Salander, vítima reiterada de abusos físicos, psíquicos e administrativos, que sobrevive graças às sus habilidades qualificadas de "hacker". Pela sua ampla difusão, a trilogia poderia ter um certo impacto no imaginário social do que é e do que faz um 'hacker'. Nos últimos anos, desde vários sectores, têm-se feito esforços para distinguir o conceito de 'hacker' de conotações negativas (mais apropriadas ao conceito 'cracker') e em dar visibilidade ao que poderia ser uma inovação no método e na ética do trabalho. A visão que estas novelas transmitem pode ser vista como um passo atrás neste propósito, mas também pode ser um ponto de partida para a reflexão sobre a possibilidade de construir una ética própria a partir do completo afastamento social de uma pessoa maltratada.

Pekka Himanen na sua obra de 2001 apresenta-nos a ética haker relevando-a para o papel que a ética protestante do trabalho teve para o conjunto da sociedade. Segundo Himanen, um hacker não é um delinquente, vândalo ou pirata informático com altos conhecimentos técnicos (aos quais ela prefere chamar crackers), mas um hacker é todo aquele que trabalha com grande paixão e entusiasmo pelo que faz. Daí que o termo 'hacker' possa e deva extrapolar-se para outros âmbitos como, por exemplo, o científico.

Larsson construiu uma ética própria para a personagem de Salander que toma alguns aspectos da ética hacker descroita por Pekka Himanen mas , sobretudo, tem diferenças significativas . Neste sentido, Stieg Larsson apresenta uma ética de supervivência construída a partir da exclusão social, enquanto que Himanen equaciona uma ética 'hacker' baseada numa determinada série de valores como a consciência social, a criatividade apaixonada ou a preocupação responsável.

Parece-nos que confrontar estes dois modelos éticos pode levar-nos a um debate interessante. Procuramos opiniões a este respeito: tanto de defensores do termo hacker (e do conceito tal como é reflectido pela protagonista de trilogía Millenium), como dos que vêm nisso nova frivolidade e negativismo de comunidades de programadores e de outro tipo de gente apaixonada pelo que faz...

¿Queres participar?

Instruções

Para participar nesta actividade envia-nos a tua opinião, basta acederes à página de discussão e seguir as instruções que se indicam.


Lecturas relacionadas (en castellano)



Pekka Himanen. (2002 [2001]) La ética hacker y el espíritu de la era de la información.
Editorial Destino. ISBN 8423333906


Primer capítulo disponible online (inglés)


Lo encontrarás en BIBLIOTECAS: CCUC · Xarxa Biblioteques Diputació Barcelona


Stieg Larsson. (2008) Los hombres que no amaban a las mujeres.
Editorial Destino. ISBN 978-84-233-4044-6.


Stieg Larsson. (2008)
La chica que soñaba con una cerilla y un bidón de gasolina
.

Editorial Destino. ISBN 978-84-233-4100-9


Stieg Larsson. (2009)
La reina en el palacio de las corrientes de aire
.

Editorial Destino. ISBN 978-84-233-4161-0


Web oficial serielarsson.com con el primer capítulo de cada libro




Lecturas complementarias





Se desejas ampliar atempadamente a informação sobre o contexto de ambas obras, convidamos-te a consultar a página de ligações relacionadas.