O advento das tecnologias tem contribuído para a inclusão digital ou para o surgimento de guetos tecnológicos e o aumento da distância entre ricos e pobres?
As políticas públicas de inclusão digital, implantadas ou em desenvolvimento, tem sido eficazes suas propostas de inclusão social?
Como se dá o processo de apropriação da tecnologia nos projetos de acesso à tecnologia/inclusão digital?
Até que ponto o acesso às possibilidades tecnológicas disponíveis têm contribuído para a construção de cidadania dos indivíduos?
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Tendo em vista que a tecnologia em si não é suficiente para equacionar problemas de exclusão fundamentados na dívida social, educacional e cultural junto à população de baixa renda, são importantes reflexões acerca da relação dos indivíduos com as possibilidades tecnológicas e de inclusão digital viabilizadas por políticas públicas ou inicativas privadas, notadamente entre a população de baixa renda, e como o processo educacional das possibilidades inclusivas têm sido trabalhados.
Tal discussão mostra várias perspectivas sobre a as novas tecnologias da comunicação, em particular à Internet e os impactos advindos da mesma na sociedade e na educação, uma vez que com a crescente preocupação com as tecnologias cada dia surgem novas políticas públicas com o propósito de universalizar o acesso às tecnologias, contudo algumas inicativas descosideram que o maior acesso à informação poderá conduzir a sociedade e relações sociais mais democráticas, mas também poderá gerar uma nova lógica de exclusão.
Vale acrescentar, neste contexto, que algumas propostas inclusivas existentes desconsideram que a exclusão digital é uma mera projeção da exclusão cultural e tem seu fundamento na exclusão sócio-econômica... ou seja sem acesso à renda, cultura e principalmente educação não vamos resolver o problema da exclusão digital, uma vez que o indivíduo privado desses bens não terá interesse em utilizar a tecnologia para seu deleite cultural e crescimento intelectual.
Na verdade, é importante considerar que a inclusão digital não se restringe apenas ao acesso tecnológico e ao ensino de informática, mas envolve também a apropriação ativa e criativa das novas tecnologias. Essa apropriação ocorrerá por meio da criação de uma sociedade virtual que facilite o processo de troca de experiências entre as comunidades, e que auxilie o processo de aprendizagem.
Neste contexto cabe acrescentar que a inclusão digital é algo que depende de ações que vão além de viabilizar o acesso à tecnologia, pois são necessários elos mas induzir a criação de cultura e conteúdo, indicadores e métricas, interfaces, produtos e serviços, todas as esferas da vida social.