Estou respondendo ao apelo da Adriana, uma vez que esta Comunicação e este tema merecem muita atenção e não parece ser fácil comprometermo-nos com uma hipótese de saída. Para mim, ela é tão clara como difícil de testar. De facto, esta comunicação apresenta resultados de uma investigação em curso no “território” web que conduz a interrogarmo-nos sobre a pertinência do conceito de capital social em face da sua operacionalidade na Sociedade do Conhecimento, tendo em atenção que esta é também a sociedade do risco. O meu entendimento é que a forma de lidar com o risco não se compadece com qualquer perspectiva securitária e, no caso vertente, só pode, por isso, passar pelo fortalecimento das dinâmicas de capital social em sede de produção de um empowerment de sinal contrário ao da perversidade inerente ao racismo. A cidadania, enquanto dimensão civilizacional do fortalecimento da autonomia individual e comunitária, tem por horizonte o bem comum e a rejeição da arrogância que se mostre incapaz de ultrapassar interesses específicos contrários a um tal horizonte. Que esta investigação prossiga atenta à denúncia objectiva do racismo e do seu expansionismo na web e que se complemente na defesa de um capital social consistentemente ancorado numa cidadania activa, responsável e comprometida em todos os campos em que se produza, nomeadamente na web, como anuncia o Manifesto comprometido pelo exercício da cibercidadania neste mesmo sentido em http://cibersociedad/edis.es/congres.
Esta é sem dúvida uma perspectiva da autora a que ficaremos solidariamente atentos. |