IV Congress of CiberSociety 2009. Analog crisis, digital future

IV Online Congress of the Cybersociety - Forum



Subject: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

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Sent 12/11/2009 - 00:00 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Interesante comunicación que hace énfasis en un aspecto que no tocan otras comunicaciones de este grupo de trabajo: la democracia electrónica. Los autores hablan de ella relacionándola con el gobierno electrónico y a mí no me parece mal aunque, personalmente, creo que tiene más relación con el término gobernanza que con el de gobierno.

Algo que no acabo de entender, y que quizá sería interesante que los autores desarrollaran más durante estos días de debate, es la comparación democracia-e/e-learning. Más allá de que ninguno de estos campos es LA SOLUCIÓN a los problemas democráticos, por un lado, y educativos, por el otro (pero eso, al fin y al cabo, pasa en cualquier ámbito), no acabo de ver la relación que la comunicación establece.

Saludos,

Mila

Sent 13/11/2009 - 12:25 (GMT+1)

Subject: Ré: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezado Marc Jacquinet,
estou lendo sua comunicação e gostei muito última parte: 3.3 Mito do e-governo.
Também pesquiso sobre governo eletrônico aqui no Brasil, onde temos muita apologia e pouca reflexão crítica.
Estou trabalhando com indicadores levantados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (www.cgi.br), que possui um capítulo especial sobre a utilização do e-gov. Estas pesquisas do CGI são bastante abrangentes e inclui também "os motivos para não utilização do e-gov", sobre os quais estou debruçado no momento.
Poderia me informar se existem indicadores semelhantes, publicados por instituições idôneas sobre o governo eletrônico em Portugal?
Mais uma vez, parabéns por sua comunicação.
Grato,
Vanderlei de Castro Ezequiel
Brasil
Comunicador do tema "Interatividade: refletindo sobre interação mediada por computador".

Sent 13/11/2009 - 17:05 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola Vanderlei

Me interesa muchísimo la cuestión de la no utilización pues entiendo que has aspectos que vas más allá de la disponibilidad de tecnología. ¿Nos puedes contar un poco más sobre los indicadores que utilizáis para medir la no utilización de gobierno electrónico?

¡¡Muchas gracias!! Saludos desde España.

Mila

Sent 15/11/2009 - 17:30 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Boa noite prezada Mila,

transcrevi abaixo uma parte de um artigo, no qual trabalhei com os indicadores de motivos para "não utilizam do governo eletrônico no Brasil", para contextualizar minha fala.

Pelo que estou levantando da experiência recente de implantação do governo eletrônico no Brasil, por volta de 50% dos entrevistados nos últimos três anos declararam que preferem o atendimento presencial, ao invés de utilizar o governo eletrônico. Esse indicadore contradiz o discurso governamental que exalta o sucesso do governo eletrônico. Fiz uma análise crítica desse indicador problematizando a questão da interação mediada por computador, utilizando as teses de autores que trabalham com a pragmática da comunicação e o processo comunicacional.
Entendo que existem limites na interação mediada por computador, que não consegue dar conta da complexidade necessária no oferecimento de serviços públicos.
Penso que existe muita diferença entre utilizar o computador para se comunicar com amigos ou comprar produtos e, por outro lado, utilizar esse meio para acessar/exigir direitos ou prestar contas das obrigações para com o Estado.
É preciso diferenciar isso para não se confundir a utilização "expontânea" com a utilização obrigatória do computador como meio.
Trabalho com o desenvolvimento de sítios de governo eletrônico e isso também revela o outro lado dos desafios da comunicação com o cidadão. Como se comunicar com toda população ao mesmo tempo?
Creio que já falei bastante. Estou gostando muito do Congresso e espero trocar experiências ricas e construtivas com os colegas que participam.
Boa noite "tropical" aqui do Brasil.
Vander


De acordo com a pesquisa TIC DOMICÍLIOS 2008, 25% da população brasileira com mais de 16 anos usou a Internet para interagir com órgão público em 2008 . O uso de serviços de governo eletrônico cresce consideravelmente segundo o grau de instrução, a renda e a classe social. Com relação à classe social os percentuais foram: A: 76%; B: 54%; C: 25%; DE: 7%. Quanto à escolaridade temos os seguintes resultados: Superior: 71%; Médio: 38%; Fundamental: 10%. Os percentuais relacionados à renda familiar são: mais de 10 salários mínimos (sm): 74%; de 5 a 10 sm: 51%; de 3 sm a 5 sm: 40%; de 2 sm a 3 sm: 25%; de 1 sm a 2 sm: 13%; até 1 sm: 5%.
As últimas três versões da pesquisa TIC Domicílios também sondaram os motivos alegados pelos cidadãos para a ?não utilização? dos serviços públicos oferecidos na Internet. Em 2008, as principais alegações para o não uso são: a) prefiro fazer o contato pessoalmente: 53%; b) preocupação com proteção e segurança dos meus dados: 20%; c) usar a Internet para contato com a administração pública é muito difícil: 17%; d) os serviços que eu preciso são difíceis de encontrar: 13%; e) os serviços que eu preciso não estão disponíveis na Internet: 10%.
O item ?prefiro fazer o contato pessoalmente? apareceu em primeiro lugar nas últimas três pesquisas realizadas pelo CGI: em 2006: 56%; em 2007: 49%; em 2008: 53%. Percebe-se que os percentuais daqueles que preferem a interação presencial mantém-se alto, apesar de todo investimento governamental e, principalmente, do discurso de exaltação da ?interatividade? do e-gov. Esse indicador revela o desafio da interação governo-cidadão no ambiente virtual e, por isso, merece uma reflexão a partir dos estudos da comunicação.
Numa leitura apressada pode-se concluir que a dificuldade técnica e falta de cultura digital sejam as causas dos altos índices de preferência pelo contato pessoal. Porém, a pesquisa do CGI indica o contrário. O perfil dos que preferem o contato pessoalmente ? obtido pelo CGI na pesquisa de 2008 ? inclui os seguintes indicadores: grau de instrução: analfabeto: 59%; fundamental: 49%; médio: 53%; superior: 58%; faixa etária: 16-24 anos: 47%; 25-34 anos: 58%; 35-44 anos: 59%; 45 anos ou mais: 59%; renda familiar até 1 salário mínimo (sm): 50%; de 1 a 2 sm: 50%; de 2 a 3 sm: 53%; 3 a 5 sm: 56%; mais de 5 sm: 60%.
Uma leitura atenta desse perfil permite concluir que o grau de escolaridade e a renda familiar pouco interferem na opção por não utilizar o governo eletrônico. Mesmo com percentual um pouco menor entre os mais jovens, a faixa etária também não revela variação significativa entre os que preferem o contato pessoal na interação com o governo.

Sent 16/11/2009 - 01:52 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezados,

Também sou pesquisadora no Brasil, envolvida com a comunicação nas empresas públicas, mais especificamente com o tema Governo Eletrônico. Bastante oportuna a discussão trazida pelo autor, Marc Jacquinet, por indicar questões importantes que devem ser consideradas por todos os que se interessam pelo assunto.
Gostaria então de ampliar aqui o debate, trazendo algumas considerações, contidas em minhas pesquisas: a) Primeiro a necessidade de se entender a formação do serviço público (no caso, o brasileiro) e do próprio servidor público, para que possamos entender por que muitas das promessas contidas no Governo Eletrônico não se realizam. b) A qual modernização os discursos favoráveis ao e-Gov se referem. No caso brasileiro fica claro que a administração pública ainda hoje apresenta estruturas pesadas e pouco preparadas para atender às novas demandas sociais. c) A transformação do serviço público em mercadoria, do cidadão em cliente, como bem apontou Marc, são discursos que favorecem o processo de privatização de grandes fatias do Estado, causando seu sucateamento. As propostas de reforma do Estado passam a ser pensadas não mais como reformas, mas como a ?desconstrução? do Estado. É a cultura do mercado que se instala. d) A Cidadania, que hoje tentam nos fazer acreditar que precisamos da mediação de um computador (e só através dela) para poder exercê-la. Com isso os nossos governantes justificam os altos investimentos em tecnologia, que escondem os parcos investimentos no servidor público e nas suas estruturas ?reais?. No Brasil, o cidadão ?encantado? com o e-discurso, troca as filas reais pelas virtuais, buscando resolver seu problema ou seus interesses particulares, perdendo o sentido de solidariedade ? essencial para manutenção da coesão social ? contribuindo para o esvaziamento da noção de cidadania (com seus direitos e deveres). e) Direitos e deveres ? Aqui no Brasil temos a ampliação e o aperfeiçoamento dos serviços eletrônicos que dizem respeito aos mecanismos de controle do Estado sobre o cidadão e do aumento de sua arrecadação, e poucos serviços eletrônicos que digam respeito aos direitos dos cidadãos. Porém, isso é pouco observado pela sociedade, que fica feliz em poder fazer sua declaração de renda pela internet!

Sent 16/11/2009 - 13:53 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Apreciado amigo,

¡Qué interesante lo que nos cuentas! Aquí en España, hemos tenido casos parecidos y, curiosamente, la razón para no utilizar el gobierno-e no ha sido la falta de cultura digital sino la proclividad hacia el medio presencial. También es un tema cultural pero de otro estilo. Hay muchos ejemplos de esta otra cultura. Quiero compartir dos con vosotros. En España, por ejemplo, la Seguridad Social está colapsada y, a pesar de que nos repiten varias veces que sólo hay que ir al médico cuando uno está realmente enfermo o a urgencias cuando, realmente, hay una urgencia, sobre todo, las personas mayores llenan las salas de espera de los centros médicos. Probablemente, muchas de sus consultas podrían realizarlas online pero ellos prefieren ir allí, charlar con el médico, pasar el tiempo...

Otro ejemplo con el que me siento totalmente identificada: el voto electrónico, en el sentido de voto remoto y no de digitalización del proceso de recuento. ¡¡¡Yo no quiero votar en línea!!! El día que hay elecciones, me gusta vivir ese ritual de ir a votar, de deposutar su sobre en la urna y de sentir que estás ejerciendo tu derecho y, al mimso tiempo, cumpliendo con tu deber. Yo me siento así y me considero una heavy user de la tecnología...

Saludos,

Mila

Sent 16/11/2009 - 14:24 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezada Milá,
São dois exemplos (e acredito sejam muito mais) que nos mostram a similaridade da questão do e-Gov em diferentes países. Infelizmente, como bem disse o autor, as questões relacionadas a Estado e Governo cada vez mais são apresentadas à sociedade sob a ótica da publicidade e do espetáculo. Assim, fica muito difícil para as pessoas perceberem o que há de enganoso no discurso que incentiva o cidadão a se isolar para receber alguns serviços públicos. Hoje, espera-se por mais de hum ano por uma consulta médica, mas feliz, porque espera-se em casa... onde pouco podemos mostrar nossa indignação. Concordo com você: quando se trata de participação cidadã, nada substitui o convívio social, o participar coletivamente, o sentir a pulsação da sociedade em movimento.

Sent 16/11/2009 - 15:02 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezada Mila,

A falta de cultura digital e pouca familiaridade com os computadores são as alegações principais quando se quer justificar a apatia dos cidadãos para com os serviços disponibilizados.
Porém, os indicadores do perfil dos que "preferem o atendimento presencial", publicados por um órgão ligado ao governo brasileiro (CGI), mostram outra coisa. Não são os mais pobres, nem os que possuem menos escolaridade que preferem o contato presencial.
Como disse, penso que existem muitas informações técnicas e legais envolvidas na prestação de serviços públicos, traduzidas em burocracia. Essas informações, na maioria das vezes, são herméticas ao grande público. Como imaginar que um cidadão, sozinho em seu lar, poderá dialogar com um sistema informático e obter o que procura, isso se souber o que deve procurar?
Existem peculiaridades na interação face a face que não podem ser alcançdas pela interação mediada pelo computador. Podemos citar a comunicação não verbal, as chamadas "deixas sibólicas" e a empatia.
Veja, estou me referindo a dificuldades de entendimento dos meandros burocráticos, e não da utilização do computador. Muitas vezes temos dificuldade para entender certas exigências e formalidades burocráticas. Isso tende a piorar quando estamos interagindo com uma máquina, uma tela de computador que só avança se informarmos exatamente o que ela deseja. Neste momento, não podemos argumentar ou receber uma explicação personalizada.
Bem, não sei se me fiz entender. Certamente, não somos contra o governo eletrônico, tampouco podemos negar os avanços obtidos com sua implantação. Porém, penso que quanto mais avança a tecnologia, mais aumenta o desafio de superar a dificuldade comunicação entre Estado-cidadão no ambiente virtual, assim como no ambiente real, precedente.
Um abraço,
Vander (Brasil)

Sent 16/11/2009 - 18:32 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola a tod@s,

Es verdaderamente interesante la óptica que se plantea en esta conversación. Un enfoque menormente aludido este del plano de la comunicación en relación con el gobierno electrónico. Es bien cierto, que en la interacción personal la mayor parte de lo que se comunica no se comunica a través de la voz, sino de los gestos, pero ¿hasta qué punto este aspecto podría ser condicionante para el uso de la administración electrónica por parte del ciudadano? Si bien el ejemplo al que Mila alude en cuanto al ejercicio de voto lo veo muy defendible, no lo veo tanto en la interacción con la administración pública.

En el ámbito de la salud, especialmente se podría argumentar la propia inversión de la pirámide de población en España y ello conlleva el que cada vez más, la mayor parte de la población pertenece a un rango de edad cercano a la vejez, donde las personas utilizan más de los servicios médicos y donde la alfabetización digital es menor. En este sentido, además, podríamos reforzar ésta postura diciendo que el usuario de la sanidad, no es médico, y muchas de las pruebas que se practican para hacer un diagnóstico no se pueden realizar online, con lo que la consulta virtual, podría quedar relegada a un uso más bien bajo.

Volviendo al ámbito del uso del gobierno electrónico, y los factores que Vanderlei ha mencionado, me gustaría poner de manifiesto ?y siempre teniendo en cuenta que gobierno electrónico no implica la exclusividad de Internet-, que el segundo de los motivos más importante está directamente relacionado con la privacidad, aspecto que ni mucho menos es exclusivo en cuanto al gobierno electrónico.

En cuanto a la participación, coincido con Mila en que estamos tocando una concepción de gobernanza, que incluiría tanto la administración electrónica como la democracia electrónica. Pero en cualquier caso, el tema de la participación se torna bien interesante actualmente. El auge del uso de las herramientas web 2.0, cuyas características participativas son en un alto grado intrínsecas, da paso a diversas perspectivas y corrientes de opinión, teniendo la democracia directa como el extremo más atrevido. No me cabe la menor duda de que la participación-e actualmente puede verse notablemente favorecida por ello, pero ¿sería de verdad posible una postura tan extrema en la realidad?

Saludos,
Carlos

Sent 16/11/2009 - 21:43 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezados colegas,
Certamente o governo eletrônico vai além da utilização da Internet, porém, neste momento, o que está em franco processo de transformação na relação Estado-cidadão é o oferecimento de serviços no ambiente virtual, os e-serviços.
A comunicação Estado-cidadão sempre foi um desafio para os gestores públicos, independente das tecnologias adotadas. Penso que nesse momento, em que as tecnologias potencializam os encontros e superam as distâncias, seja necessário nos debruçarmos sobre os desafios da comunicação com o cidadão no ambiente virtual. Será que todos os serviços públicos podem ser ?virtualizados??
Abordar o tema e-governo sob inspiração dos estudos da comunicação humana ? entendendo que as relações se dão de forma mútua e negociada ? permite destacar a importância do agente humano, limitando a ênfase sobre a capacidade das máquinas.
Muito feliz o exemplo da Milá com relação ao voto. Certamente, o voto presencial confere um valor simbólico irrefutável, importantíssimo nas relações de poder no campo político.
Estou muito contente com o debate e assertividade dos argumentos. Continuemos!.
Abraço,
Vanderlei
São Paulo - Brasil

Sent 17/11/2009 - 13:31 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola Carlos, buenos días a todos,

Yo creo que plantearse que la tecnología, a pesar de que las herramientas web 2.0 tengan tantas posibilidades, puede llevarnos a alguna forma de democracia directa, no tiene, hoy en día, mucho sentido. Sí es cierto que ha habido momentos en que éste ha parecido un debate interesante y justificado pero yo creo que en sociedades como las nuestras hemos plenamente aceptado que la única manera de gobernar eficamente es a través de a democracia representativa o, en su caso, la democracia participativa. No hay que hacer un análisis concienzudo de las diferentes formas de participación a través de web 2.0 para darnos cuenta de a qué tipo de participación dan lugar y reflexionar sobre si ésa es la manera en que queremos ser gobernados...

Es más, al final, igual nos íbamos a un modelo peor, el de la oligarquía porque, en realidad, sólo participan unos pocos. Ya muchos estudios han hecho referencia a la apatía y hastío en las sociedades occidentales, al menos, con respecto a los temas políticos.

En fin, creo que la tecnología, y en todas sus posibilidades. Pienso que constituyen un "nuevo" canal para participar, para expresar opiniones, para comunicarse con el gobierno... pero no creo que den lugar a otras formas de gobierno distintas de las actuales.

Saludos,

Mila

Sent 17/11/2009 - 13:59 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Apreciado Vander,

Creo que planteas una cuestión de sumo interés: ¿deben ser todos los servicios público virtualizados? No me atrevo a contestar todavía y me gustaría saber qué opinan otros compañeros de grupo al respecto pero sólo voy a dar una cifra: el 80% de los ciudadanos utiliza únicamente el 20% de los servicios. Es decir, hay un 80% de los servicos que apenas son usados/demandados por el ciudadano. ¿Vale, entonces, hacer una importante inversión en tecnología para su virtualización? Dejo abierta la pregunta...

Mila

Sent 17/11/2009 - 14:02 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola,
muy interesante el aporte del debate, excelentes los resultados que aportan los hermanos Brasileños producto de sus encuestas, muchas gracias.
En materia de participación-e me gustaría indicar un aspecto que hace a la convivencia de cuatro generaciones en la Organización actual: 1) 50 años 2) 35 3) Gen X ( 26) y 4) Gen Y (<27). Creo que hoy día ocurre tanto en ámbitos privados como públicos, y son representativos de nuestras Sociedades, salvo un porcentaje importante de excluidos digitales adultos, que no es casualidad se trata de los que tienen sus NBI sin cubrir.
Ahora hemos incorporado una 5ta. Generación, la de los ?nativos digitales?, que muy pronto ocuparán espacios organizacionales, pero ya están ?asistiendo? a sus mayores y este fenómeno no es poca cosa. Por mencionar un caso real que comentaron días atrás en un encuentro de ?impulsores de la e-administración?. Ocurrió que en las pasadas vacaciones de invierno, producto de la ?pandemia H1N1?, se extendieron las vacaciones programadas a los niños en muchas Provincias Argentinas, y algunos agentes gubernamentales Provinciales, tenían programados cursos de usabilidad y navegadores WEB. Qué hacer con sus niños? No tenían previsto con quienes dejarles, entonces los llevaron padres y abuelos a los talleres, y qué ocurrió? Pues ?tomaron protagonismo? los niños, y de manera natural mostraron sus condiciones de ?usuarios avanzados?, llegando a enseñar y facilitar el uso de las tecnologías a sus mayores. Consecuencia de esta experiencia casual? Pues van por más y mejores Talleres en Familia, je je.

El individuo quiere aprender y que se lo respete, es decir que quiere optar en cada oportunidad por el canal que mejor se adapte a ese momento, pues su estado emocional puede llevarle a elegir diferentes variantes: presencial, telefónica vía operadora o grabación, mail, chat, SMS, ?carta? por PC o incluso manuscrita(si Señores, aún existen y bienvenidas), videos, etc.
Pero creo que hay otro desafío enorme en materia de soluciones, si se trata de simplificar la gestión de cara al ciudadano?, avancemos perfeccionando y profundizando en materia de sencillez en contenidos, reusabilidad de procesos e información pre-existente del Individuo en el Estado, ya estamos hartos de fotocopias ?repetidas? una y otra vez para diferentes trámites, que no hacen más que evidenciar la falta de intercambio entre Organizaciones o peor aún Departamentos de la misma.

Resueltos aspectos que hacen al ?proceso? básico y normalizado (para evitar esfuerzos y costos), respetemos al destinatario y asumamos que el desafío pasa por simplificar alternativas de lenguajes, comunicación y contenidos, ya que deben contemplarse niveles básicos y superiores (complejidad), tal como se pueden ver en los JUEGOS. Si Señores, permitanme incorporar el indicador que muestra que el 42% de los Usuarios de ordenadores y Web, optan en sus ?inicios? con miras a entretenerse. Entonces digo: por qué no aplicarlo en materia de gobierno-e? Democracia-e? O mejor aún para minimizar la brecha de participación-e?
Creo que el desafío pasa por ser innovadores en materia de aprender jugando, adquirir prácticas, incluso referentes al cómo interactuar con el Estado? motivando y hasta JUGANDO. Si a esto le sumamos el poder hacerlo en FAMILIA? Puede que las sorpresas y resultados sean EXTRAORDINARIOS. Insisto en que debemos ser innovadores, pero en un contexto SOCIAL, que significa? Pues convoquemos a TODOS los Actores y Generaciones a ser partícipes de estos desafíos, mediante llamados a concursos públicos y que sus ganadores, como auténticos representantes de diferentes segmentos sociales resulten ser difusores y tutores de sus pares, pues hablan el ?mismo idioma?.

Si les produce gracia? Pues mejor, ya que debería ser DIVERTIDO interactuar con el Estado, esto no quita el logro de objetivos y resultados serios y responsables. Incluso habemos quienes estamos trabajando en un nivel algo superior, ya identificando y desarrollando ?experiencias emocionales? interactivas en ?flora y fauna? regional, geografía y demás áreas de conocimiento, para ver un ejemplo les propongo esto http://vimeo.com/5797284

Con respecto al comentario anterior de Carlos, donde bien dice ?en la interacción personal la mayor parte de lo que se comunica no se comunica a través de la voz, sino de los gestos?, pues cada vez más los videos aportan experiencias completas, entonces podemos mostrar una experiencia real de un ?caso similar?? Podemos mostrarle que las alternativas disponibles resultan simples y efectivas?, que recurrir a un joven/niño familiar puede ser un camino efectivo y a la vez un ?reencuentro interesante? en familia, logrando ?humanizar? las TIC´s. En el segmento de los adolescentes y niños, el problema se agrava si no actuamos pronto, pues ya se investigan conductas del tipo ?narcisimo digital?, como bien menciona el experto Chileno Dr. Cristóbal Cobo.

Cuando comenzamos hace casi 2 años nuestro proyecto de Cadenas Agro Productivas, en su presentación inicial a las máximas Autoridades involucradas (Ministros, Secretarios, Directores Generales y demás), pues optamos por elaborar y presentar una ?obra de teatro? de 17 minutos en vivo. Comenzaban los actores profesionales expresando el error muy común de evidenciar que las TIC´s son simplificadas de cara a un usuario final, pues los informáticos creemos que la usabilidad y sencillez están incorporadas en un navegador Web o un procesador de textos, restando importancia a estos aspectos fundamentales. Pasados esos dos minutos, el Actor principal entra en ?pánico? al no lograr hacerse entender, le pregunta al Auditorio si conocen? HTML, JAVA, plugins,..., etc., imagínense las caras de los Funcionarios. Inmediatamente el protagonista dice ?que estoy haciendo??, y se responde "esto es SENCILLO", y recurre a un supuesto anciano productor agropecuario, que naturalmente se apoya en su nieto adolescente y logran su objetivo: ?operar el Portal Web/Móvil?, el Abuelo le compró el celular para ello, el joven ya asistió a un Taller en la Municipalidad donde conoció al dueño del establecimiento Industrial, al que le entregan su cosecha. Lo mejor del guión, consiste en ?destacar? la unión familiar, o la experiencia comunitaria local, incluso encontrando nuevas ?experiencias? y reconociendo que las tecnologías están y pueden apropiarse rápidamente.

Bueno, me extiendo un poco, pues la pasión innovadora y disruptiva me supera, quería contarles alguna de estas experiencias de los últimos 2 años, y vamos por más.
Para finalizar, creo que vale la pena recordar un trabajo puntual de Don José Luis Tesoro, enfocado en lo que llamó ?LAS PRESTACIONES DE GOBIERNO ELECTRÓNICO: ¿CONVITE O SERVICIO??, como todo lo que escribe excelente y no tiene ?desperdicio?, se puede leer en http://www.gobiernoelectronico.org/node/6488

Pero me gustaría dejarles el final de su artículo aquí:

?El Programa de Formación en Civismo Digital (ForCiD) (9) se dirige a fortalecer las interacciones por vía digital entre la sociedad y el gobierno, tanto a partir de la sociedad como del gobierno, para el aprovechamiento masivo y el reclamo social de prestaciones y servicios que contribuyan a la calidad de la ciudadanía. Sus ejes de acción apuntan a formar en GE a: a) los servidores públicos, con el propósito de inducir en ellos una auténtica vocación por adoptar las necesidades y perspectivas de los destinatarios como foco de las prestaciones, y b) a distintos sectores y actores de la sociedad para que descubran, usen, reclamen y peticionen las prestaciones de GE que necesitan.
A partir de dichas interacciones relativas a las prestaciones de GE, podrá movilizarse ?en un auténtico ciclo de civismo digital- el sucesivo reclamo de mejor información, mejores prestaciones, mejores procesos, mejores servidores, mejores instituciones, mejor ciudadanía, mejor participación, mejores gobiernos, mejores democracias y mejores repúblicas para una mejor calidad de vida.?

Gracias por compartir y reciban un saludo desde Misiones, Argentina.

Sent 17/11/2009 - 14:05 (GMT+1)

Subject: A ordenar la CASA, queremos ver cómo GASTAN y Gestionan

Hola Mila y amigos
creo que el hecho de existir servicios públicos subutilizados no debe confundirnos respecto a su potencial virtualización, ya que debemos ordenar la oferta de cada Organismo mediante un modelo de gestión único, que asiste a cada uno de los partícipes internos y/o externos, estableciendo estándares para TODOS los organismos del Estado y cubriendo la demanda de la tan demorada Interoperabilidad. Entonces la pregunta debe ser: este resultado puntualmente ofertado está vigente? Es necesario mantenerlo? puede evolucionar o debe discontinuarse?
Cuando comenzamos el ?conocimiento Organizacional? lo primero que construimos es el Mapa del Organismo, dónde aparecen sus productos y destinatarios, en ese mismo momento debemos hacernos de volúmenes de producción, indicadores de eficiencia y eficacia, responsables y partícipes, llegando a ?modelar el proceso?. Ahí mismo y sin siquiera comenzar a implementar un sistema, debemos plantear lo mencionado previamente, y de haber un ?potencial cliente? del proceso? Pues debemos contar con un entorno pensado para ejecutar procesos. Recién aquí aparece la necesidad de herramientas, que deben ser modernas y homogéneas, de lo contrario seguiremos equivocando el camino.

Hace poco más de 10 años existe el paradigma de los ?entornos de gobierno de Procesos de Negocios?, conocidos como BPMS y que aplican estándares en lenguajes de modelado de procesos, por mencionar uno BPMN(Business Process Model Notation). Plantean la urgente necesidad para los "expertos" informáticos, el dejar de crear Sistemas de Información orientados a DATOS, para pasar a crearlos orientados a ?darles vida a los procesos de gestión?. Sumado a estos aspectos aparecen herramientas que poseen alta reusabilidad de Patrones de Software, Integración de Servicios y llegan a ensamblar los ?famosos? servicios Web, prometiendo bastante pero sin terminar de resolver aspectos fundamentales que hacen al ensamblado simple y asistido de Soluciones, sin que deban participar los ?genios informáticos?.

Pues en eso estamos hace 6 años, venimos asegurando que los Analistas de Negocios y/o Procesos, puedan recurrir a su Base de Conocimientos, aplicando Patrones de Actividades identificadas, camino a ensamblar y probar sus soluciones sistémicas. Todo esto existe y avanza rápidamente, incluso como bien se propone en materia de alternativas creadas por Comunidades de Software LIBRE. En mi caso puntual, vengo impulsando un entorno que utiliza una combinación probada y exitosa en materia de Web y Móviles, que nace hace 9 años en una empresa mixta de Francia, vamos agregando y mejorando este entorno con avances en BPMS, integración con herramientas sólidas como Compiere (Alemania), camino a difundir las mejoras tecnológicas en TIC´s.

Lo anterior, no quita que se deban generar Modelos de Negocios específicos, en este caso puntual enfocados en materia de Gobierno-e, recurriendo a especialistas Consultores que dominan sus alcances y necesidades, pero orientando sus esfuerzos mediante nuevas áreas de ?Ingeniería de Negocios?, que definen Ontologías y Patrones repetitivos en Negocios muy interesantes.

Los hermanos Brasileños, ya avanzan en un proyecto financiado por el PNUD, que identifica y pone a disposición soluciones en diferentes áreas, se trata de la RCSLA(Red Colaborativa de Software Libre y Abierto), se pueden ver los avances en http://rcsla3.dcc.ufmg.br/principal/projeto

En mi caso puntual, junto con un pequeño grupo de colaboradores, venimos consolidando un entorno denominado PSDF (Process Solution Development Framework), cuyas bases e investigaciones vengo difundiendo desde fines del 2006 en eventos científicos Internacionales, resulta complicado lograr los recursos necesarios para acelerar su disponibilidad, pues se trata de modelos de negocios abiertos y solidarios, que apuntan a minimizar bastante su costo de adopción, recientemente hemos avanzado en algunos Países que han comprometido seriamente avanzar en materia de Software LIBRE, y esperamos liberarlo en el 2010.

Creo que el Ciudadano cada día más, reconoce su oportunidad histórica de ser partícipe en el rol de PROSUMIDOR activo, va conociendo el fenómeno de la importancia que tienen las herramientas modernas, escucha y adopta cada vez más soluciones de ?libre disponibilidad? y lo mejor, sabe que su adopción facilita la integración local, nacional e internacional. Entonces creo que va camino a exigir que sus Gobernantes adopten no solo herramientas, sino que ven la capacidad de producción de Redes especializadas y oportunidades de apropiación de conocimientos tecnológicos, que pueden perfectamente trascender y generar mercados e industrias nuevas. Después de todo, son los Estados los que hacen uso de los recursos públicos, por lo tanto deben ser cuidadosos y dar ejemplo del mejor uso de los mismos.

Aquellos que no sepan identificar las oportunidades de desarrollo local que impulsan estas nuevas herramientas, pronto verán que lo jóvenes que hoy mismo se plantean la poca visión que poseen, comenzarán a exigir entornos y espacios de apoyo emprendedor y formación efectiva de estas herramientas. O acaso los Funcionarios no tienen hijos y/o nietos? Ya son conscientes de la movida que se viene, creo que los fracasos siguen produciéndose por la poca PROBIDAD y CAPACIDAD de nuestros obsoletos Asesores actuales, les llamo DINOSAURIOS y siguen vivos.

Insisto en que las tecnologías son herramientas fundamentales, pero antes debemos REPENSAR el Estado moderno que nos merecemos, y en este proceso de recambio, creo que los Ciudadanos aceptan cada vez más gustosos aplicar tecnologías. Por poner un ejemplo Real, en nuestra implementación actual agropecuaria, los cosechadores que son mayoritariamente ?marginales?, poseen en más del 80% un celular. Si pueden ?operar? en el sistema? Comenzando por recibir un SMS para asistir a cobrar sus liquidaciones, evitando viajes y gastos importantes, si ese mismo celular se usa para interactuar con más Organismos del Estado, y se les enseña mediante pares que asumen roles de RSE (Responsables de Servicios Estatales), facilita su adopción e incluso mejora SENSIBLEMENTE su asistencia controlada por el Estado. Lo estamos comenzando a aplicar y las ONG´s rápidamente se interesan en las nuevas oportunidades camino a resolver los problemas sociales, hasta prevemos roles intermediarios o tutores, que sirven para demostrar su accionar efectivo en la atención de problemas sociales.

En definitiva, la inversión en tecnologías si se conduce correctamente, hace al desarrollo más equitativo de nuestros Pueblos, y me perdonan pero cada vez menos veremos la interrogante frecuente de ?si se invierte en tecnologías, dejamos de proveer comida a los necesitados?, pues el Ciudadano demanda ?trabajo digno?, contención y apoyo, pues dejemos entonces de lado el oportunismo político habitual, pasando a la acción proactiva y menos reactiva/protagonista.

Un ejemplo actual, si la Naturaleza reacciona Mundialmente y produce fenómenos climáticos, debemos esperar un llamado para saber a que ciudadanos debemos asistir? Cuando ya sabemos que lamentablemente casi siempre son los mismos, producto de no haber soluciones de base y definitivas a sus problemas.Deben aprovecharse de esta catástrofes los Funcionarios? Cuidado Señores, que cada vez más se exponen pues abusan de lo que creen ignorancia ciudadana, y luego los medios difunden lo que ocurre en el Mundo, lo malo y cada tanto lo bueno, y esto ya es imparable llegando a todos los pobladores en minutos en varios de nuestros Países, por diferentes medios periodísticos y CIUDADANOS.

Quienes deben prepararse urgente son los responsables de cada Organismo, pues la demanda ciudadana está o se acerca rápidamente, pues entonces deben ORDENAR y MEJORAR sus prestaciones, para lo cual deberán recurrir a generar un clima organizacional sano, asumir el liderazgo y lograr los recursos para ?emprender pronto este viaje?. Algunos Países o incluso colegas ya lo vienen haciendo, y esto les deja en evidencia frente a la Sociedad, entonces digo: quién les va a defender o sostener?

Saludos desde Misiones, Argentina.

Sent 17/11/2009 - 16:35 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Leía tu intervención, Carlos, a propósito de las diferentes maneras en que podemos acercar las TICs y el gobierno-e a la ciudadanía y, por un momento, me he parado a pensar: ¿cuántas veces interactúa el ciudadano con la administración pública? El Ayuntamiento de Barcelona ha hecho algunos estudios al respecto que concluyen que la mayoría de la población se pone en contacto con la administración pública o ninguna o una vez al año...

Dejo ese dato ahí, por si os sugiere alguna reflexión.

Saludos,

Mila

Sent 17/11/2009 - 17:15 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola Carlos,

Lo que dices es cierto pero los recursos son escasos... Y eso implica elegir entre diferentes alternativas.

Mila

Carlos Cayetano dijo:
Hola Mila y amigos

creo que el hecho de existir servicios públicos subutilizados no debe confundirnos respecto a su potencial virtualización, ya que debemos ordenar la oferta de cada Organismo mediante un modelo de gestión único, que asiste a cada uno de los partícipes internos y/o externos, estableciendo estándares para TODOS los organismos del Estado y cubriendo la demanda de la tan demorada Interoperabilidad. Entonces la pregunta debe ser: este resultado puntualmente ofertado está vigente? Es necesario mantenerlo? puede evolucionar o debe discontinuarse?

Sent 17/11/2009 - 17:19 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezada Mila,

De acordo com os indicadores que nos apresentou podemos concluir existe uma baixa utilização para 80% dos e-serviços. Onde está o erro? A demanda não foi levantada adequadamente? Não consultaram os interessados (cidadãos) antes de desenvolver os sistemas?

Infelizmente, muitos pesquisadores priorizam a análise das novas tecnologias, cada vez mais performáticas, e se esquecem que elas são apenas um ?meio? para atender a demanda dos indivíduos/cidadãos. Os discursos de apologia das tecnologias acabam referendando os desvios dos administradores públicos, e justificando os altos investimentos em informatização para atender pequena parcela da população.

Respondendo sua pergunta: não acredito que os serviços mais complexos e burocráticos possam ser acessados virtualmente. A interação mediada por computador é sempre ?reativa?, isto é, o sistema informatizado só avança se fizermos o ?input? correto. Essa é uma questão que deve ser analisada a partir dos estudos da comunicação.

Fiquei muito curioso com os dados que apresentou sobre a utilização dos e-serviços na Espanhae, se possível, gostaria de obter mais detalhes sobre a fonte estatística.

Uma boa tarde,
Vander (São Paulo - Brasil)

Sent 17/11/2009 - 17:58 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Olá a todos!

Acompanhando o debate desde o início (e adorando!), entendo que, como Carlos, devemos antes de mais nada, pensar que Estado e Governo queremos para nós. Não há dúvida que o uso das TICs trazem benefícios no oferecimento de serviços públicos. Isso é inquestionável. Mas o e-Gov não pode ser uma fachada de modernização do Estado, como tem sido apresentado, sobretudo para atender interesses políticos-eleitorais, como vemos. A questão da modernização do Estado é a discussão de fundo do e-Gov, não só a mudança técnica-administrativa, mas a mudança de cultura organizacional e claro, social, pois o serviço público reflete as características de sua sociedade. Não adianta termos avançados no aspecto tecnológico, se ainda vivemos em um Estado patrimonialista, no qual o público e o privado se confundem. O Estado brasileiro ainda é de uma minoria privilegiada (que o vê como de sua propriedade), dos amigos daqueles que estão no poder, que podem tudo. E é fato que é por isto também que a maioria dos entrevistados prefere o atendimento presencial quando utiliza os serviços eletrônicos, pois assim pode-se ?interpretar a burocracia?, possibilidade que a programação estabelecida não permite que aconteça. E por que a burocracia precisa ser interpretada? Porque ela ainda não foi modernizada, assim como o Estado, que permanece pesado e aberto aos interesses de pequenos grupos. Além do mais, a tecnologia, como bem sabemos, reflete uma realidade, ou seja, o computador não trabalha por si mesmo. Ele é de última geração, ultramoderno, mas é programado por um indivíduo, que não é mais o servidor público, mas alguém do mercado, com pouco compromisso com as questões públicas e sociais. Esse indivíduo é treinado para programar e ser eficiente nisso, só. Julgo que existe um potencial enorme democrático no uso das TICs, principalmente no que diz respeito ao controle do Estado por parte da sociedade, mas que não está sendo utilizado. E faço algumas perguntas: E quem quer mesmo o controle? O que é de fato transparência para um Estado que permite o monopólio dos meios de comunicação, que está nas mãos de grupos privados e políticos, que assim podem decidir o que devemos ou não saber (e controlar)? O que é transparência e democracia na informação em um país que dificulta a legalização das rádios comunitárias, estas sim, canais democráticos que poderiam ajudar na formação da identidade de cidadãos, deixando-os mais atentos e alertas para seus direitos e obrigações? Quem sabe o que controlar? Será que controlar é conhecer o que é publicado? E o que não é publicado ou ?apagado? dos sítios governamentais, apagando também a nossa história e as promessas de campanhas? Enfim, cidadania, aqui no Brasil, ainda é um assunto mais teórico do que prático e penso que também para muitos dos nossos irmãos sul-americanos. Portanto, tenho muito receio de que a defesa de que, através das TICs, teremos um Estado melhor, mais moderno e mais próximo do cidadão, nos afaste definitivamente de discutir os nossos verdadeiros problemas.
Um abraço!
Gilda Anjos
Brasil

Sent 17/11/2009 - 20:30 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Boa tarde colegas,

concordo plenamente com nossa colega Gilda. É preciso nos acercamos de indicadores estatísticos confiáveis para discutirmos a atualidade do governo eletrônico.
Retomando nosso colega Marc Jacquinet, quando diz que as avaliações do e-governo português são baseadas em eventos "elogiosos" e pronunciamentos produzidos pelo próprio governo.
Uma nova pergunta sobre a sub-utilização do e-gov:
Os cidadãos estão inaptos para utilizar os e-serviços? Ou os e-serviços não estão adequados as necessidade dos cidadãos?
Grande abraço a todos,
Vander (São Paulo - Brasil)

Sent 17/11/2009 - 20:52 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola Mila,
leen muy pocos este debate? pues mi respuesta puede que no les guste. Solo estuve un par de días en Barcelona, y unos días antes en Galicia, que sensación tuve? pues en Diciembre pasado ocurrió esto, ay lo digo?
Se venía la crisis y eran puro lamento, me daba la sensación que se magnificaban las cosas, que teniendo aún TANTOS recursos por ejecutar ya asignados, el tema era muy GRAVE. Pues creo que poseen una generación joven bastante alejada de la política y posiblemente en las grandes ciudades el problema resulte mayor aún. Creo que España disfrutó bastante de las "ventajas" económicas y de desarrollo que implicaron acceder a la UE, y esto trajo como consecuencia una generación X alejada y disfrutando de las bonanzas, y la generación Y pues es pura rebeldía como en casi todo el Mundo.
Entonces, que poco les puede importar las decisiones políticas? mientras no les toque DIRECTAMENTE el bolsillo? esa fue mi sensación final de mi estadía, que la crisis despertaría a muchos "adormecidos", pasó? o se vuelven a "echar una siesta"?
Hola, holaaaa, uy me borraron del Congreso, ja ja ja (una broma para ver si sigo? otra).

Saludos

Sent 17/11/2009 - 21:12 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Olá colegas,
Carlos, sua pergunta é perfeita: "Entonces, que poco les puede importar las decisiones políticas? mientras no les toque DIRECTAMENTE el bolsillo?" Talvez por isso poucos se interessem pelo assunto do debate. Obrigada pela indicação do sítio Diectório Del Estado. Vander, respondo sua pergunta "Ou os e-serviços não estão adequados as necessidade dos cidadãos?" Sim, sim, sim, quero ver mais serviços relativos aos meus direitos no e-gov. Como disse o autor: na divulgação é tudo bonitinho, um mundo perfeitinho. O que a propaganda não faz...

Sent 17/11/2009 - 21:29 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola amigos,
coincido TOTALMENTE con Gilda y Vanderlei, me perdonas Mila pero los recursos que se han GASTADO en nuestros Países en la anunciada y pendiente MODERNIZACION? NO FUERON escasos, participé en varios proyectos con financiamiento del BM y BID, dejaron muy pocos RESULTADOS y ENDEUDAMIENTO, ya que disponían de recursos al igual que vuestros proyectos en la UE.
Creo que los enormes recursos fueron UTULIZADOS para otros fines: 1)sostener corruptos y aparatos políticos, 2) Consultoría mediocre que hacían "copy/paste" de informes sin producir tangibles 3) lo más DOLOROSO quizás, pensar que los Ciudadanos aceptamos esperanzados las PROMESAS de modernización que pocas veces se plasmaron.
He participado en varios eventos en Brasil, y no es casualidad sino causalidad que desde hace 3 años solo VOY a EVENTOS de Software LIBRE, puesto que considero que son casi los únicos espacios donde se producen AVANCES serios. También te cuento que se gestaron DEBATES muy duros en esta materia, pues los intereses son ENORMES.
Para finalizar esta participación, coincido en que la modernización que nos han querido VENDER, es mediocre y poniendo las TIC´s por delante, como un maquillaje embellecedor que no resiste la primer lluvia.
Creo que esto no desmerece algunos esfuerzos puntuales en Brasil, pero que tristemente siguen centralizados en lo que creen NECESARIO los Funcionarios de turno, y tienen muy poco en cuenta las necesidades REALES de los Ciudadanos, pues aún corren con la ventaja de que somos demasiado sumisos y aceptamos, hasta te diría perdonamos la MEDIOCRIDAD, ya que siguen invirtiendo mal los recursos públicos, con escaza coordinación previa.
Saludos y ahora tampoco puedo volver a Brasil, je je.

Sent 17/11/2009 - 21:41 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Prezado colegas de debate,

muito interessante o andamento da discussão. Tive muita sorte de encontrar pesquisadores tão esclarecidos e lúcidos para debater o e-governo.
Carlos e Gilda, infelizmente, as experências latinas com e-gov até o momento repetem os erros e desvios políticos que tanto atrasam nossas sociedades.
Porém, o fato de discutirmos isso abertamente já pode ser considerado um avanço, certo?
Mudando o rumo de nossa discussão, gostaria de rotmar a questão dos e-serviços.
Estimada Milá, poderia nos contar um pouco mais sobre os indicadores de utilização dos e-serviços na Espanha? Certamente, os contextos são bastante diferentes, porém, creio que as necessidades humanas são sempre parecidas.
Então, que nos conta Milá?
Boa noite,
Vander (São Paulo / Brasil)

Sent 18/11/2009 - 01:14 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Estimados,
visto el interes que tenemos todos en estudios en materia de Gobierno-e y sus avances, les propongo accedan a esta página
http://www.mariowaissbluth.com/secciones/pu blics.htm
Pueden descargar mucho material del colega y Experto Chileno, quién es uno de los máximos responsables de asesorar en Reforma de Estado y Educación en Chile.
Saludos desde Misiones, Argentina.

Sent 18/11/2009 - 16:06 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Querida Gilda:

Más allá de la intelligentsia (y de los discursos ilustrados), se observa la labor de periodistas que transforman las ideas del neoliberalismo en fórmulas de sentido común, a través de entrevistas radiales o televisivas y, en menor grado, en comentarios escritos.

Según Eco, el político que da declaraciones en televisión puede contradecirse sin temor, ?porque es una virtud de los medios que quien los sigue (y no lee la prensa) olvida al día siguiente qué le habían dicho el día antes?.
Los medios de comunicación y las corporaciones gremiales han reemplazado a los partidos políticos tradicionales en algunos países de América Latina. En Venezuela y Ecuador, por ejemplo, luego del desplome de los viejos partidos, las voces de los dirigentes fueron sustituidas por los medios de comunicación volcados decididamente a la oposición.
En la Argentina hay una lucha comunicacional donde se juega la suerte de cada medida de gobierno. En el Brasil, los viejos partidos no han muerto pero los medios asedian sistemáticamente al gobierno con el propósito de debilitarlo.
Los medios fueron siempre una instancia en la construcción de la agenda política. En Nuestra América han sido importantes canales para difundir el pensamiento de las elites dirigenciales. Por lo general, prestaron su apoyo a los gobiernos militares y se convirtieron en fuertes opositores de los gobiernos NPR (nacionalistas-populistas-reformistas)
En la mayoría de los países latinoamericanos se observa la concentración de las empresas de comunicación, la debilidad del sistema estatal y comunitario, y el vacío normativo en el que se desarrollan estas actividades.
En la actualidad, la carencia de ideas y programa que aqueja a la derecha en la oposición ha sido sustituida por la lógica de la comunicación de masas. En la cual los medios presentándose como independientes y objetivos simulan no hacer política cuando en realidad hacen la política cotidiana.
Expresar la realidad en palabras supone imaginarla, y esto es propio de lo ficcional. Todo discurso es siempre, y en alguna medida, también ficción. Si partimos de la idea de que todo acto de habla contiene un componente de ficción, lo que hay que analizar son los grados en la que la ficción está presente en dichos actos.
Se ha observado una creciente ficcionalización de los noticieros y espacios periodísticos. Este comportamiento tiene como objetivos mantener e incrementar las audiencias conformando amplias plateas para difundir la publicidad y también la propaganda -.no siempre manifiesta- a favor o en contra de determinadas ideologías.
Estos fenómenos acentúan lo que Walter Lippman llama la ?fabricación del consenso?. Un hecho no es verdadero porque su formulación haya sido efectuada siguiendo criterios rigurosos y verificados, sino porque otros medios los repiten: ?Si la televisión (a partir de una noticia o una imagen de agencia) emite una información y si la prensa escrita, y la radio, la retoman, es suficiente para acreditarla como verdadera?. La repetición en diversos medios produce como efecto la ?confirmación? de la noticia. Los periódicos importantes del mundo, controlados por los grandes grupos financieros- dicen lo mismo con las mismas palabras.
La verdad periodística ?en cambio- se basa en la recopilación que ha realizado el investigador y la metódica que ha empleado en la tarea, por ejemplo, la revisión de la documentación y la utilización de testimonios directos. Ahora bien, la narración del acontecimiento depende desde dónde se relata, desde dónde se enuncia y de quién es el relator. Por otra parte, el analista verdadero debe interpretar los signos evidentes del acontecimiento, las circunstancias, el momento histórico y las condiciones en que se produjo. Es esta lectura profunda la que permite lograr un análisis acertado.
El noticiero es utilizado como instrumento de difusión mediante el armado de la noticia, promoviendo una ideología de ?crítica popular? bajo la apariencia de neutralidad ideológica. Al mismo tiempo, los presentadores de noticias se han convertido en denunciantes, fiscales y jueces que emiten fallos condenatorios o absolutorios inapelables. En otros espacios, se difunden las voces de ciertos personajes que, utilizando el rótulo de ?analistas?, emiten opiniones que simulan ser imparciales juicios de expertos, cuando en realidad adhieren a una línea conservadora. Por otra parte, dichos analistas se encargan de manipular los dichos, de hacer preguntas capciosas sin derecho a réplica y de interpretar a su antojo cualquier discurso.
J. A. Marina dice que muchos de los personajes que actúan en los medios son ?predicadores de la simpleza? porque a pesar de que no leen, ni estudian, ni saben, contaminan con sus creencias nuestro medio ambiente cultural; y dichas creencias influyen sobre nuestras aspiraciones y criterios, así como sobre nuestro modo de relacionarnos con la sociedad. No cumplen la función de informar y tampoco la de educar.
El mundo de la ideología y la cultura está dominado por las empresas de comunicación, donde surge una pseudo-intelectualidad que expresa el pensamiento de la derecha inundando el sentido común. Por lo que puede afirmarse que no habrá democracia en América Latina sin la democratización de los medios. Lo curioso es que los medios se sienten agredidos cuando pasan de ser sujetos denunciantes a ser objeto de análisis y se parapetan tras el argumento de la libertad de prensa.
En este contexto, el lenguaje y los modos expresivos significan más que las palabras pronunciadas. Hay una dislocación entre las palabras y los hechos. No sólo los símbolos han quedado librados a nuevas capturas de significados, sino que palabras heredadas de otras corrientes discursivas han sido objeto de confiscación por parte de los medios de comunicación. Con absoluta falta de escrúpulos han tomado a préstamo de la memoria colectiva palabras que eran la expresión de las luchas por un ideal democrático popular, para sostener las posiciones de los grupos de poder.

Por ejemplo, si la policía militar custodia un edificio, se afirma que la institución de que se trate está ?militarizada?. Se tilda de ?totalitarios? a gobiernos débiles, asediados por los medios y permanentemente desacatados por los grupos de poder que renuncian al empleo de la fuerza pública para evitar derramamientos de sangre.

De esta manera, se establece una amalgama entre los medios de comunicación y el ?sentido común? (sin que los ciudadanos logren percibirla) que se propaga especialmente en los sectores medios, y que hace que el público llegue a confundir intereses sectoriales con el interés general. Se supone que la realidad es transparente y que la gente común puede comprenderla sin dificultades, y que por lo tanto son inútiles e innecesarias interpretaciones basadas en teorías que se alejan de la verdad de las ?cosas sencillas de la vida?.

Si se acepta que la escena la construyen los medios, es más importante saber qué realidad construyen antes que saber qué es lo que ocultan. Las discusiones de fondo son ocultadas intencionalmente. Los conflictos del presidente con sus familiares o con sus colaboradores, adivinar las intenciones que lo animan pero que no ha manifestado y el grupo étnico al que pertenecen los miembros del gabinete, son temas que invaden el espacio analítico, desalojando a los asuntos importantes. Los noticieros quedan aprisionados en una cultura clip, donde se dice cada vez más para que se comprenda menos.

Las empresas de comunicación manifiestan que aquellos medios que asumen una posición crítica no son beneficiados con la publicidad oficial, pero es difícil que un gobierno NPR aporte a los ingresos de dichos medios, cuando los mismos tienden a desestabilizarlo a través de la manipulación informativa o creando lo que ha dado en llamar un ?clima destituyente?. La oposición afirma que quieren que los presidentes constitucionales terminen sus mandatos, pero siempre que estén sometidos o condicionados por los grupos de poder.
No se trata de ser tolerantes con la ineficacia o el dolo de los gobernantes, sino de saber imputar las responsabilidades. Sin esconder por mala fe que ciertas falencias son crónicas (como la inseguridad ciudadana), y que no se puede asignar las culpas a autoridades que llevan apenas un período en el gobierno, cuando deben luchar a brazo partido para adoptar medidas contrarias a los defensores de los intereses creados.
Los ciudadanos deben gozar del derecho a la información, que forma parte de la Declaración Universal de los Derechos Humanos. Su vigencia requiere medidas legislativas que los garanticen. América Latina se encuentra rezagada en este aspecto. Distinta es la situación de los países de la Unión Europea o Canadá. En EEUU, una misma empresa no puede ser propietaria de un diario y de un canal de televisión o una radio en el mismo mercado.
Existe un antiguo imaginario acerca de la libertad de prensa, según el cual ésta se basa en los principios de la libre competencia en el mercado y contra el intervencionismo no deseado del Estado. Sobre esto dice Juan Bonilla que ?evoca una época de panfletos hechos a mano, periódicos baratos, tratados científicos y morales de edición limitada y una creencia extendida en la competencia descentralizada como principal antídoto contra el despotismo político?. Esta visión del problema ignora los peligros originados por la concentración de la propiedad de los medios.

El Tribunal Constitucional de la República Federal Alemana considera que la libertad de prensa no sólo protege la libertad empresarial, sino también la libertad de opinión:

?Los argumentos se aclaran cuando se habla y se contesta, adquieren contornos nítidos y facilitan al ciudadano la formación del juicio y la decisión. En la democracia representativa, la prensa es el órgano de control y de conexión entre el pueblo y sus representantes en el parlamento y en el gobierno?? (Kriele, 1980: 477).

Los medios de comunicación no pueden quedar en manos de los intereses del poder político o económico. En aquellos países donde las leyes impiden la concentración de la prensa, o que ésta caiga en pocas manos, se limita la libertad del editor, pero lo hacen para mantener a la libertad y la democracia.

Las nuevas técnicas permiten a los oligopolios transnacionales transmitir imágenes y sonido de alta calidad y desde sitios insospechados con contenidos que crean en el público satisfacción y sensaciones de cierta libertad, con la excusa de educar y entretener; cuando lo que en realidad buscan es que "la mayoría de la gente sienta, piense y se comporte como lo pautan las instituciones" (Herrera, 2004).

Por lo expuesto, los apocalípticos (Sartori, 1998) vaticinan que la "hipermediación" nos privará de experiencias de primera mano y nos dejará a merced de las de segunda mano, sin tener en cuenta que el hombre sólo comprende de verdad aquellas cosas de las que tiene una experiencia directa.

Estos fenómenos acentúan lo que Walter Lippman llama la ?fabricación del consenso?. Un hecho no es verdadero porque su formulación haya sido efectuada siguiendo criterios rigurosos y verificados, sino porque otros medios los repiten: ?Si la televisión (a partir de una noticia o una imagen de agencia) emite una información y si la prensa escrita, y la radio, la retoman, es suficiente para acreditarla como verdadera?. La repetición en diversos medios produce como efecto la ?confirmación? de la noticia..

Si bien los acontecimientos no son sistemáticamente codificados por los medios en una sola dirección, ellos son extraídos de un limitadísimo repertorio ideológico o representativo; y la elaboración de la información sigue una tendencia que coloca al hecho de manera que las cosas ?signifiquen? en el marco de la ideología dominante.

Esta elaboración de la información se realizará a partir de ?puntos de significación? que dan credibilidad y fuerza a la lectura de los acontecimientos que el emisor desea promover. Aunque la transmisión no sea perfecta con relación al marco de referencia hegemónico, tenderá a producir ?negociaciones? intrapersonales que reduzcan la posible disonancia cognoscitiva y eviten la decodificación de un modo contrahegemónico.

?A su vez, consumidores y opinión pública, enfrentan el desafío de tecno-burocracias privadas y estatales: los medios de comunicación y entretenimiento masivos que están modelando los desarrollos culturales; la publicidad que domina las opciones de consumo; la propaganda política que organiza las opciones políticas; y las tecno-burocracias estatales que controlan la coacción y amenazan la actividad privada? (Varas, 1995).

Si bien a mayor concentración de la propiedad, más se estandarizan los signos, los medios deben tomar en cuenta los gustos de distintos públicos para llegar a audiencias cada vez más segmentadas. Las TIC han posibilitado un gran crecimiento de medios (como la radio y la televisión por cable) dedicados a lo local y regional, con contenidos adaptados a públicos específicos, apartándose de las opiniones estandarizadas de los medios masivos.

A medida que las organizaciones populares van tomando conciencia de la estructura de propiedad, el control y los contenidos de los medios masivos, van surgiendo diferentes formas de comunicación alternativa. Internet permite la generación de proyectos de esta clase Por su bajo costo, y por el hecho de que el Estado sólo puede ejercer un control mínimo sobre estos mensajes.

Es cierto que el computador conectado a la red escapa al control estatal y que esto ha sido visto como un elemento que refuerza la democracia, pero también escapan a dicho control flujos con información no recomendable, como los dedicados a la pornografía infantil o la emisión de mensajes racistas o sexistas.

Espacio público o esfera pública son conceptos que surgen en los albores de la Modernidad, cuando la humanidad tenía gran confianza en la razón. Hoy, el argumento racional es necesario, pero no suficiente. La opinión pública se ?construye?, el ?consentimiento? se fabrica, entran en juego la correlación de fuerzas, la negociación, la seducción. Desde gabinetes (War Rooms) integrados por especialistas, se conciben y se dirigen las campañas mediáticas.

El concepto ?espacio público?, que en lengua inglesa se expresa public sphere, tiene como referencia a esos lugares donde se difundían las noticias de interés general y se llevaban a cabo debates: salones literarios, tabernas, parlamentos, clubes, en suma foros de ciudades y pueblos.

La noción ?esfera pública? se refiere a la divulgación de información que en la época de las monarquías absolutas permanecía en secreto. Y, aun hoy, el periodismo pone ante la mirada pública asuntos que el poder preferiría mantener en reserva, que sólo fueran conocidos por círculos más limitados.

¿Ahora bien, es el espacio público algo único? Lo cierto es que la información circula por diferentes canales y se dirige a distintos sectores (o segmentos), por lo que se podría hablar de la existencia de una pluralidad de espacios públicos. Desde luego que esta dispersión de la información tiene su origen en el tamaño de las sociedades democráticas contemporáneas, en la complejidad de la estructura social y en la multiplicidad de intereses.

La exposición selectiva a los medios por parte del público, según su orientación ideológica y por ende según sus valores, contribuye al enclaustramiento de las opiniones y de los espacios físicos sociales en los que dichas opiniones se elaboran.

En el caso de Internet, cabe preguntarse si los ciudadanos estarán dispuestos a escuchar opiniones distintas a las que ellos sustentan, para así contribuir a la formación de una democracia plural. Según Gaëtan Tremblay, los segmentos de la esfera pública no se comunican necesariamente los unos con los otros.

?Cada ciudadano no participa más que en algunas de estas redes, en algunas de estas tribunas en las que se debaten cuestiones de interés general. El sindicalista se informa principalmente a través de los medios de su movimiento ideológico, frecuenta sobre todo las páginas web y los foros de discusión idóneos, participa en las asambleas sindicales y se expresa en los grupos de discusión de su entorno. El patrón, el cargo directivo, o el agricultor hacen lo correspondiente con su propio entorno, siguiendo las líneas de su pertenencia social? (Tremblay, 2006).

Las organizaciones que disponen del dinero suficiente contratan a los mejores expertos para que hagan sondeos y elaboren estrategias de comunicación; y, como dice Tremblay, jamás dan explicaciones públicas.

Roberto Vila y De Prado.

Sent 18/11/2009 - 16:42 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Hola Carlos, buenas tardes al resto del grupo!

Me encanta que seas tan provocador pero... en realidad, dices grandes verdades. Nuestra ciudadanía española sigue dormida en los laureles. Se quejan mucho, sí, de lo malo que es el gobierno pero nuestra falta de cultura política, con o sin TICs, la arrastramos desde hace mucho y, en este sentido, la crisis no ha cambiado, demasiado, esta situación.

Gilda y carlos E. han dicho algo muy acertado desde mi punto de vista: ¿Qué Estado queremos? Publicaré pronto un artículo sobre el papel de las instituciones en el desarrollo del gobierno electrónico en América Latina en la Revista de Ciencia Política de la Pontifica Universidad Católica de Chile (http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_serial

Sent 18/11/2009 - 16:49 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Pues parece que no aparece el mensaje completo que os acabo de escribir y, como ya no me acuerdo exactamente de su contenido, os reproduzco la parte del artículo a la que me estaba refiriendo.

Un saludo,

Mila
__________________

El primer condicionante hace referencia a la falta de un paradigma propio que guíe la implantación de las reformas institucionales en la región. Efectivamente, el principal tema de una reforma del Estado debería ser para qué tipo de sociedad y de nación se propone que ese Estado sea. Pues bien, en América Latina, no ha existido un debate político y social previo sobre el modelo de Estado que se deseaba implantar, lo que ha desembocado en una agenda política compleja e imprecisa que ha dado lugar a resultados inesperados. También en el ámbito del gobierno electrónico.

En buena parte, este debate, particularmente en la primera oleada reformista, ha sido impedido por los organismos internacionales que han condicionado su apoyo a la adopción por parte de los países de lo que ellos han considerado las mejores medidas de ajuste, medidas que se han basado en las estrategias reformistas de países avanzados. Este isomorfismo coercitivo ha ido acompañado de un isomorfismo mimético. Así, muchas de las elites políticas y administrativas, al estar formadas en Estados Unidos y Gran Bretaña, han considerado como referentes y ejemplos a seguir los procesos de reforma llevados a cabo en estos países.

La imposición y la imitación de estrategias indiferentes al sistema político, económico y social latinoamericano ha desembocado, en fin, en su fracaso y es que la reforma del Estado en América Latina debería haber sido necesariamente diferente a aquellas desarrolladas en los países que conforman el G-7 puesto que las circunstancias que las justificaron eran sustancialmente distintas (no es posible considerar como equivalentes la crisis del Estado del bienestar y la crisis populista).

Sent 18/11/2009 - 17:06 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

This is fascinating, it tells us that there might be a 'veil' that surrounds the implementation of e-gov, a veil that is not being decided by the citizen but by someone else. In my communicacion I call these veils 'myths', and am very happy to see that we concur on this with the author. What could be a desirable future scenario of e-gov if we take unveil these myths?

Sent 18/11/2009 - 18:49 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Estoy de acuerdo, además porque estas nuevas tecnologías no solamente son para el ciudadano (y muchos dicen que el ciudadano por fin tiene voz y voto además de la posibilidad de crear con ellas), pero también están a disposición de los gobiernos y empresas, entonces estos actores pueden fácilmente replicar formas de gobierno existentes, algo que es más fácil que reinventar el gobierno o la empresa.

Seguimos!!

Sent 18/11/2009 - 18:52 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Boa tarde Jose-Rodrigo e demais colegas,

realmente, os mitos em torno do governo eletrônico são muitos. Difícil encontrar um espaço como este para debater abertamente o desafios e "desvios" do e-gov.
Penso que os mitos equivale a reinvenção dos governos, deixando para traz a onda neoliberal que ainda ronda a America Latina.
Saudações,
Vander (São Paulo / Brasil)

Sent 18/11/2009 - 19:02 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Estoy de acuerdo, hay muchos mitos, en mi comunidación "Dos mitos en el gobierno electrónico" selecciono dos mitos que creo relevantes, y aunque podría decirse que vienen de la ideología neo-liberal, tambión creo que tienen influencia cultural propia de cada región. Los mitos necesitan del apoyo de la gente para vivirse como tales. En regiones como IberoAmérica creo yo existe el mito del 'futuro mejor', es decir que nuevas prácticas organizacionales, institucionales y tecnológicas van a traer la solución a todo. Me gusta tu investigación que demuestra que este no es el caso y que la gente prefiere lo físico, no lo virtual. Ahora, podríamos imaginar algo nuevo partiendo de cero, dejando atrás los mitos? Creo que es posible, pero también hay límites.

Seguimos! Obrigado!

Sent 18/11/2009 - 19:07 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Holá Milá e demais colegas de discussão,

Bem, antes de mais nada quero deixar registrado aqui que estou muito entusiasmada com o nível das discussões e dos trabalhos apresentados neste congresso. Avalio que os coordenadores estejam tendo muito trabalho para mediar e acompanhar as discussões, mas sintam-se recompensados, pois essa vivência tem contribuído muito para as minhas pesquisas. Parabéns!
Agora quero responder, na ordem, a Roberto Vila. Primeiro dizer que tenho uma grande amiga, especial mesmo, que é boliviana, mora no Brasil há muito tempo, tem família em Santa Cruz e só de ouvi-la falar parece que conheço seu país. Sobre sua resposta, digo que nada tenho a acrescentar e a retirar. Foi mesmo uma aula sobre a questão da concentração midiática.
Destaco quão importante, como você bem disse, que as TICs possibilitem que mídias alternativas apresentem a outra versão dos fatos. No Brasil temos, felizmente, veículos combativos que ainda fazem um jornalismo verdadeiro e honesto, mas com pequena circulação. Em contrapartida, uma grande parcela da população brasileira ainda se ?informa? através de revistas semanais, como a Veja, IstoÉ e Época (sendo que só a Veja, tem uma tiragem média de 1,1milhão de exemplares/ semana!), que praticam o pior jornalismo que podemos conhecer: manipulador, tendencioso, parcial, venal. Sem falar dos jornais impressos.
Para completar, posso citar a famosa e poderosa Rede Globo, que tem em seus quadros um apresentador e editor-chefe do "Jornal Nacional? (jornal com maior audiência da TV brasileira, transmitido em horário nobre desde setembro de 1969), que declarou para visitantes da emissora (alunos e professores de comunicação), que o telespectador médio do telejornal é como o Homer Simpson, ?pai folgado e bonachão, ou seja, tem dificuldade de entender reportagens sobre temas mais complexos, como o jogo de interesses da política em Brasília e os números áridos da economia e finanças?. Acredito que esse exemplo ilustre muito bem seu artigo.
A você Milá, digo que o que relata Carlos sobre Espanha, acontece no mundo todo, nas nossas famílias, ou seja, é uma questão mundial, que atinge mais fortemente alguns países. Você se mostra muito informada e sensível e coloca a discussão em um ambiente solidário, ao identificar as diferenças existentes entre a crise do Estado de bem-estar social e a crise populista. São realidades diferentes, pois aqui no Brasil vivemos o pior do capitalismo, o que ele tem de mais perverso, potencializado pela lógica neoliberal.
Portanto, imaginar que a modernização, como vimos na Grã-Bretanha e em outros países europeus, passaria pela drástica diminuição do Estado, foi a maior crueldade que os nosso governantes poderiam ter feito com nosso país. Não tínhamos ?gordura para queimar?, então nos tiraram a pele, deixando os ossos. Tínhamos sim um projeto de Estado de bem-estar social, portanto, uma realidade frágil que sucumbiu aos ditames do mercado.
As nossas privatizações foram feitas com dinheiro público, e todos os discursos dão conta que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com o país. O Estado passou a ser então o pior dos mundos, e o mercado com suas organizações, o Shangri-la.
Então é compreensível que nossos jovens, que não fizeram parte da geração 60-70, não vêem hoje ?inimigos? contra quem deveria lutar. Não temos mais esquerda/direita, comunismo/capitalismo, estado/mercado. Tudo foi unificado pela tirania do dinheiro, que compra educação, saúde, prazer. Se não há com quem lutar, se há uma sensação de total liberdade de escolha, o futuro é hoje e para hoje não se precisa mais pensar o futuro com os olhos da utopia da política.
Para você ter uma ideia, uma pesquisa realizada em agosto de 2007, mostrou dados alarmantes: a instituição considerada mais confiável pela sociedade brasileira é a Polícia Federal, com 75,5% de aprovação, com as forças armadas em segundo lugar, com 74,7%. O Juizado de pequenas causas é avaliado positivamente por 71,8% dos entrevistados [instâncias intermediárias que resolvem problemas jurídicos de pequeno valor e que foi uma saída para resolver o problema da lentidão da nossa justiça]. Agora vem o pior: apenas 39,3% confiam no governo federal [mas confiam na Polícia Federal!], 79,8% não concordam que autoridades públicas tenham tratamento diferenciado na justiça e 43,6% não sabem qual é a diferença entre o Poder Judiciário e o Ministério Público. Ainda, 83,1% não acreditam na Câmara dos Deputados, 80,7% não confiam no Senado Federal, apenas 16,1% acreditam nos partidos políticos e 81,9% não acreditam nos políticos.
É a crise das instituições públicas, das representativas, que a lógica do mercado acentuou. Afirmo que, quando a classe média brasileira optou por parecer e viver a fantasia dos mais ricos (e se afastar dos mais pobres), aprofundou ainda mais o fosso existente entre ricos e pobres, pois ela deixou de ser a protagonista dos movimentos de mudanças. Ao optar por pagar por saúde, segurança, educação, a classe média contribuiu para a precarização dos serviços públicos e daí para a falência desse serviços foi um passo, menos de duas décadas.
Agora me dirigindo a José-Rodrigo e Vander, vemos sair daí as respostas para muitas das nossas perguntas: qual Estado queremos, por que o cidadão prefere atendimento presencial, por que a modernização no Brasil nunca é concretizada.
Concordo totalmente que existam esses véus, que mitificam a implementação do e-Gov e sua existência. De fato, os véus estão nos olhos e foram colocados por alguém que não quer e não tem interesse em fazer mudanças, copiando o modelo já posto.
Por fim, entendo que o maior mito que devemos derrubar, em primeiro lugar, é o mito de que o dinheiro compra tudo: compra a tecnologia mais moderna que me faz um cidadão do mundo; a casa em condomínios fechados e ?seguros?; compra a educação que forma indivíduos para o mercado (e as organizações) e não para a vida em sociedade; compra a sensação de que sozinho pode-se tudo e por isso não deve haver nenhum compromisso com minha cidade, meu bairro, meu país e compra também a felicidade, na em medida que promove a alienação frente a tanta injustiça social.
Este mito é que sustenta o maior dos mitos, o mais corrosivo para a sociedade: que o Estado não serve para nada, só atrapalha, e que o melhor é que ele deixe de existir.
Um abraço a todos!
Gilda
Brasil

Sent 18/11/2009 - 23:07 (GMT+1)

Subject: Re: e-governo como espelho do governo e a questão da cidadania: Uma perspectiva inacabada dum processo em curso

Boa noite colegas,

Prezado Jose-Rodrigo, grato por sua consideração sobre minhas pesquisas recentes.

Realmente, o item ?prefiro fazer o contato pessoalmente? apareceu em primeiro lugar nas últimas três pesquisas realizadas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (www.cgi.br) sobre a utilização do e-gov: em 2006: 56%; em 2007: 49%; em 2008: 53%.

Percebe-se que os percentuais daqueles que preferem a interação presencial mantém-se alto, apesar de todo investimento governamental e, principalmente, do discurso de exaltação da ?interatividade? do e-gov. Esse indicador revela o desafio da interação governo-cidadão no ambiente virtual e, por isso, merece uma reflexão a partir dos estudos da comunicação.

Infelizmente, a maneira predominante como a interatividade é vista em ambientes informáticos tem sido fortemente influenciada pelos paradigmas mecanicistas e as perspectivas lineares da comunicação. As discussões colocam o foco unicamente sobre a máquina.

Concordo plenamente com você, os mitos se sustentam graças as nossas crenças neles: o ?futuro melhor? está sempre conectado à tecnologia e ?melhor gestão? da administração pública.

Sobre sua preposição de ?deixar os mitos para trás?, proponho as seguintes questões:
Quem propaga o mito de que a tecnologia é superior ao ser humano?
O cidadão pode escolher o atendimento presencial? Ou está obrigado a utilizar o e-governo? Por quê?

Gostaria de ouvi-lo, e também a opinião dos demais colegas de discussão.
Boa noite
Vander (São Paulo / Brasil)

Sent 19/11/2009 - 02:11 (GMT+1)