Por Joan Mayans, Presidente del Observatorio para la CiberSociedad
Os congresso do observatório para a Cibersociedade tem marcado a evolução de minha vida profissional. Agora, depois de alguns meses trabalhandi nas sombras e fazendo mais refleções do que ações, finalmente estamos lançando outra edição, a questa. Com ilusões renovadas e uma mistura ambiciosas de objetivos ce comtinuidade e com o propósito de trocas, de reinventar-se. Estamos imaginando o congresso da Cibersociedade. Queremos romper a inércia. Queremos nalisa-lo por todos os angulos e assim repensa-lo. Temos uma comissão trabalhando. Queremos aproveitar a aliança con as dianmicas participativas e inovadoras do Citilab. Queremos proteger o núcleo para abrir suas asas. E, para começar, propomos um jogo. Umjogo coletivo, que será o primeiro módulo do congresso. De agora em diante, nao podemos parar. Quero escreber quatro linhas, olhando apra tras para arrancar e saltar a frente. Com a intenção de re-escrever a evolução e a história que temos, explicando uma história paralela do que tem sido a cibersociedade neste decenio.
Em 2002, quando ainda era dificil fazer as pessoas entenderem que no ciberespaço, que na internet, as coisas que lá passavam tihas mais de tecnologico e cultural do que tecnológico, criamos uma primeira edição, com o título "cultura e política no ciberespaço. Então o chamamos de "primeira edição". Simplesmente tínhamos a idéia de fazer um híbrido novo, que proveitaria verdadeiramente as possibilidades de interesação digitalm que superara os modelos de digitalização de congressos. Não pensávamos em desenvolver ferramentas digitais para um congresso, mas como simular um congresso de maneira virtual. Emula-lo. A metáfora de congresso era o primeiro nivel do discurso. A maioria que colaborou o fez desde uma vinculação academica e os primeiros a serem supreendidos fomos nóes mesmos. Recordo dos chats onde decidiamos o que fazer , o hardcore da associação e as primeira vinculações de José Luis Orihuela, Roberto Balaguer, Djamel Toudert, Heidi Figueroa, Ramon Alcoberro. Aquele congresso se organizou desde um quarto de Poble Sec e 700 pessoas participaram, foi o início de uma saga. E, sobretudo, serviu para fazer barulho, para avançar a uma percepção publica de que a internet era um fenomeno social, cultural, político, real e significativo. Hoje me dia esta afirmação nos soa repetitiva. Este era um dos objetivos daquele congresso. Converter a internet em matéria de debate político, economico, social e cultural. Retirando-a de seu ninho. Era um grão de areia que lançavamos.
A edição de 2004 foi a de mudança das dimensões da atividade. A experiência de 2002 serviu para contar com uma metodologia testada, porém com áreas a melhorar. Os ritmos de trabalho, o tamanho das equipes, as pessoas vinculadas e sobretudo, a tarefa de elaboração de um entorno digital ao congresso permitiu fazer um salto no número de participantes para 4000 pessoas , com alcance internacional.
Naquele momento o enfoque também queria ampliar seu alcance, perguntando-se "Qual a sociedade do conhecimento estávamos tendo?"
Havíamos desejado uma enfase por um olhar sociocentrico sobre o tema das TICS então nos propomos um questionamento do modelo, do conceito de sociedade do conhecimento em uso.
O contexto, com uma Internet que recém saía da casca, para um modelo mais participativo, onde os usuários ganhassem o controle e protagonismo, isto era especialmente significativo.
Por um lado tínhamos os governos e os partidos políticos e por outro lado as multinacionais e as grandes empresas tradicionais que tentavam capitalizar o conceito de sociedade do conhecimento, uns para aproveitar os bons ventos, outra para tirar lucro.
Ambos o faziam sobre um modelo vertical, de busca de controle e de aproveitamento de uma teórica hegemonia sobre a realidade. Apesar disto a cibersociedade respondeu, rompendo com o modelo vertical e tornando-se horizontal, enredando-se, multiplicando por milhares o número de participantes.
A sociedade do conhecimento que descobrimos naquele congresso era muito diferente da que ele elaborado nos discursos nas campanhas e nos folhetins. Com o tempo, chegamos a colocá-la a etiqueta 2.0, que hoje sabemos que é algo muito mais sério, fizemos uma mudança de paradigma
Dois anos depois, em 2006, com uma metodologia de trabalho mais organizada e sólida, nos encontrávamos diante de uma cibersociedade confusa e revolucionada, que havia tomado como sua, em todos os níveis, boa parte das contradições e das posições que faziam das TIC um espaço social dinâmico e provocador. O paradigma 2.0 estava em plena expansão e nos trazia um grande dilema (que segue trazendo) sobre o que significa a Internet para a sociedade, precisando romper com os modelos anteriores desnudando-se das velhas parcelas continuitas que pareciam mover-se na periferia. A sociedade inteira encontrava formas de digitalização e neste processo, as contradições e as oportunidades que se descobriam mostravam novas paisagens ao público, a equação "conhecimento aberta sociedade livre" era uma das formas de expressar a este dilema. Talvez uma das formas mais polêmicas. Internet, as TIC como tecnologias do conhecimento, por sua mesma configuração técnica e ideológicas, torna possível uma forma diferente de entender o conhecimento. Desde sua criação, sua distribuição e até seu consumo, o conhecimento na Internet pode ser aberto, corporativo e cooperativo. As implicações disto para toda sociedade, em todas suas dimensões e ramificações (literatura e, comércio, cultura, política, música, ócio, relações sociais e muitas outras coisas), propõe em um novo modelo, um novo paradigma da sociedade. Mais livre? Esta era uma das leituras possíveis. O debate segue totalmente aberto. A mudança do paradigma que apontavamos nesta terceira edição já não era tecnológico ou cibersocial, senão para toda a sociedade. Mais do que uma mudança a Internet, especulavamos um novo modelo de sociedade
Passou um pouco mais de dois anos desde aquele grande debate ainda que tenhamos feito muitos outros debates. Temos muita coisa escrita, debatida, segundo o que avaliamos no contexto da crise econômica (e sistêmica?) global parece capaz de nos aniquilar, de retirar a nossa atenção e esforço tanto intelectuais como práticos. Por esta razão, este é um bom momento para pensar de forma atrevida e provocativa. É um bom momento de olhar mais além desta enorme nuvem que nos deixa atônitos, negativos e sem ânimo. O que haverá do outro lado desse abismo dependerá em grande parte da capacidade que teremos nem imaginar e propor este futuro. Assim agora, mais do que antes, é importante voltar a pensar e debater sobre a cibersociedade. Sobre a que vivemos agora no presente. Sobre a que tem mudado as pautas, as estruturas, e os comportamentos do mundo. Sobre a que protagonizaremos, seja como o criadores, seja como consumidores. Por que esta crise, tão grande e tão pesada como a queiramos desenhar, é a última crise do mundo pós industrial, do gigante com pés de barro (o financeiro e ou imobiliário) da velha economia. O observatório para cibersociedade lhe propõem um exercício de generosidade intelectual, um olhar coletivo à frente, meio lúdico e meio prospectivo, que nos de pistas, suspeitas, e inspirações da cibersociedade do futuro imediato . Vamos jogar?
Antes do período de discussão de comunicações (12-29 de Novembro) preparámos uma serie de oficinas online para reflexão e participação que iremos publicando progressivamente.